Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 07 de Maio de 2026

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Moro defende decreto para facilitar posse de armas nos 100 primeiros dias de governo



O juiz Sergio Moro faz gestos ao deixar a casa do presidente eleito Jair Bolsonaro após uma reunião no Rio de Janeiro, Brasil, em 1º de novembro de 2018. – O juiz anti-corrupção Moro aceitou o posto de ministro da Justiça no âmbito do Bolsonaro. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Aliados de Bolsonaro relatam que, na reunião dos futuros ministros, quinta (27), Sergio Moro (Justiça) sugeriu como medida prioritária para os cem dias de governo a edição de um decreto que flexibilize a posse de armas, o que tiraria o debate do Congresso.

No início de novembro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu a adoção da medida que agora é encampada por Moro. Em 2016, Michel Temer baixou um decreto presidencial que ampliou a validade do registro de armas de três para cinco anos.

Ao que tudo indica, o desejo de Moro deve se concretizar. Jair Bolsonaro escreveu neste sábado (29) no Twitter que pretende assegurar, por intermédio de decreto, a posse de armas de fogo a cidadão sem antecedentes criminais.

A posse dá direito ao cidadão de manter a arma em casa. Para sair com a arma, é preciso ter autorização para o porte.

“Por decreto pretendemos garantir a posse de arma de fogo para o cidadão sem antecedentes criminais, bem como tornar seu registro definitivo”, escreveu.

Defesa

No começo do mês de novembro, um dos filhos do presidente militar, Eduardo Bolsonaro havia defendido a medida, agora sugerida pelo futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública. Em 2016, Michel Temer editou um decreto presidencial que ampliou A validade do registro de armas de três para cinco anos.

Eduardo, deputado federal reeleito, mesmo sendo dono de um cargo público na Câmara, defende que se passe por cima do Parlamento e que a ampliação do acesso às armas de fogo seja efetuada por intermédio de decreto presidencial, não necessitando mais que o tema se submeta ao Legislativo.

“Efetiva necessidade”

Para ele, seu pai, Jair Bolsonaro (PSL) é quem deve ficar responsável por preparar um decreto definindo nitidamente o que é “efetiva necessidade”, cuja declaração é exigida pela Polícia Federal.

Com informações UOL



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política

Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


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