Selma diz estar tranquila, nega caixa 2 e promete recorrer contra decisão do TRE
A senadora Selma Arruda (PSL) afirmou, no início da noite desta quarta (10), que está tranquila após o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) votar, por unanimidade, pela cassação do mandato dela. A ex-juíza disse ter certeza de que não cometeu nenhuma irregularidade. Ela irá recorrer da decisão do TRE.
Selma foi considerada culpada pelos crimes de caixa 2 e abuso de poder econômico na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) da qual é alvo. Ela é acusada de ter feito gastos não-declarados na pré-campanha e no período eleitoral. Além disso, a juíza aposentada também é acusada de caixa 2 em razão de empréstimo de mais de R$ 1 milhão que teria feito com o primeiro-suplente, Gilberto Possamai (PSL).
Os juízes-membros do TRE acompanharam o relator do caso, desembargador Pedro Sakamoto, e votaram pela cassação de Selma.
Em nota divulgada logo após a decisão do TRE, a senadora aposentada, que acompanhou a votação em Brasília, disse não ter ficado abalada com a decisão. Ela afirmou ter consciência de que não cometeu nenhuma irregularidade. “A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política”.
Ela ainda pontuou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão do TRE.
“Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados”, disse.
A defesa dela irá aguardar a publicação do acórdão da decisão desta quarta. Os advogados dela devem pedir que a ex-juíza seja mantida no cargo, por meio de uma medida para suspender a decisão que a cassou, para que o caso seja analisado pela Corte Superior.
RD News









O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.
Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.
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