Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Expresso Rubi cita colisão com 12 mortes e entra em recuperação



O edital de aviso aos credores está publicado no Diário Oficial que circula nesta terça-feira

A Justiça deferiu o pedido de recuperação judicial da empresa Expresso Rubi, que atua no transporte rodoviário em Mato Grosso desde a década de 80. A empresa declarou dívidas de pouco mais de R$ 6,9 milhões.

Entre outras linhas, a empresa faz o transporte de passageiros entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

 

O edital de aviso aos credores está publicado no Diário Oficial do Estado que circula nesta terça-feira (7). A decisão é do Juízo da Quarta Vara Cível, de Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

 

A empresa alegou que entre os motivos que a levou a ingressar com o pedido de recuperação, está um acidente ocorrido com um de seus veículos no ano de 2002 e que resultou na morte de 12 pessoas.

 

“Mesmo com seguro de passageiros, este não cobriu todas as despesas advindas do evento fazendo com que a autora experimentasse dificuldades financeiras até os dias atuais”, alegou a Rubi.

 

Mesmo com seguro de passageiros, este não cobriu todas as despesas advindas do evento fazendo com que a autora experimentasse dificuldades financeiras até os dias atuais

Além disso, foi citado que no ano de 2007 houve o término de concessões de algumas linhas no Estado, o que também representou em dificuldades financeiras à empresa.

 

A ação cita também que, em 2009, um dos sócios da Expresso Rubi faleceu. E, em função disso, a empresa passou a ser administrada por outra pessoa que, na tentativa de restabelecer a saúde financeira da empresa, reduziu seu quadro de colaboradores.

 

Ainda entre os motivos que levaram à crise, a Rubi citou que em 2014 ficou impossibilitada de realizar financiamentos para renovação de sua frota, necessitando alugar veículos de terceiros.

 

“Soma-se a essa situação a existência de transporte clandestino, bem como a alta incontrolável do diesel nos últimos anos. Ainda, em 2017, a requerente não logrou êxito em vencer a licitação pública para renovação de duas de suas melhores e mais rentáveis linhas de transportes de passageiros, experimentando a queda de 45% de sua renda bruta”, justificou.

 

“Diante disso, a Requerente chegou à conclusão de que somente com a recuperação judicial poderá solucionar sua situação”, acrescentou a empresa.

 

Após análise motivos elencados pela Expresso Rubi e dos documentos anexados ao processo, o pedido de recuperação foi acatado.

 

Além disso, a Justiça determinou que os bens essenciais para o desenvolvimento das atividades da Rubi – que seriam leiloados – permaneçam em posse da empresa.

 

“Aplicando-se à presente hipótese, tem-se que também é incontestável que os veículos de propriedade da recuperanda, utilizados para desenvolver a sua atividade de transporte, são essenciais ao desenvolvimento de suas atividades, o que justifica a suspensão do leilão em comento”, cita trecho da decisão.

A Justiça ainda fixou prazo de 60 dias para que a empresa apresente seu plano de recuperação judicial.

Midia News

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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