Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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A Palavra

JUNHO VERDE: Vamos falar de escoliose?



Muita gente tem a doença sem saber; saiba como tratar em Primavera do Leste

Dois a três por cento da população mundial são atingidas pela escoliose. Somente no Brasil, seis milhões de pessoas apresentam essa deformidade na coluna vertebral, que provoca uma inclinação lateral, rotação e extensão das vértebras, fazendo uma torção no tronco.

Em Primavera do Leste o tratamento para a escoliose é oferecido gratuitamente, no Centro de Reabilitação do município, localizado na Rua Silvio Ometto, ao lado do Laboratório Municipal e Clínica da Mulher, onde funcionava o antigo PAM.

A unidade aderiu ao Junho Verde, junto à Organização Mundial de Saúde, para conscientizar a população sobre a importância, prevenir e tratar essa patologia, já que é desconhecida pela maioria das pessoas por ser indolor na fase infantil.

É importante prestar atenção nas crianças de 8 a 14 anos. É nesta fase quando acontece as grandes evoluções das curvaturas. É preciso observar se os ombros da criança estão alinhados, se a cintura está maior de um lado ao de outro e se a cabeça sempre está mais inclinada.

A fisioterapeuta Aisi Anne Nogueira, que atende pacientes no Centro de reabilitação de Primavera do Leste, explica que, através do teste de Adams é possível detectar se uma pessoa tem a patologia. É um teste simples, que exige a criança inclinar o tronco para frente para observar se existe um lado mais alto que o outro. Ou por meio de raio x.

Além dos fatores estéticos, que compromete a autoestima da criança e adolescente, a escoliose é progressiva, causa mudanças estruturais ósseas, gradualmente, e pode ocasionar dores, desgastes e diminuição da função pulmonar devido a deformidade e rigidez na caixa torácica.

O tratamento é feito por meio da fisioterapia, com métodos específicos para escoliose. Se o paciente chegar ao nível acima de 20 graus de curvatura, precisa fazer o uso de colete para impedir a progressão da curva na coluna. Acima de 45 graus de curvatura o paciente precisa se submeter a procedimento cirúrgico.

A coordenadora do Centro de Reabilitação de Primavera do Leste, Alessandra Kohl, destaca que, para fazer o tratamento na unidade, é preciso do encaminhamento médico do Sistema Único de Saúde (SUS). O horário de funcionamento é das 6h às 18h, sem intervalo para almoço.

ASCOM – Prefeitura de Primavera do Leste

 



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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