Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Vereadores de Primavera do Leste tem indicação negada pelo executivo



Os legisladores solicitam atendimento à saúde da população durante bailes na pista de caminhada

Da Redação

Todos os domingos é realizado o bailinho na concha acústica da praça central, que fica localizada na pista de caminhada em Primavera do Leste. O tradicional evento está na agenda da Secretaria de Cultura há quase uma década e reúne centenas de pessoas no domingo para se divertir, dançando músicas sertanejas, regionais e culturais como as canções gaúchas.

No inicio do projeto, havia um técnico de enfermagem no local para a aferição da pressão e também para realizar os primeiros socorros, caso fosse necessário. O que ocorre é que já faz um tempo que não existe mais este profissional que cuida da saúde da comunidade.

Recentemente a Polícia Técnica registrou um óbito no local. No dia 26 de maio, domingo, Sérgio Dalmi de Jesus, 54 anos, sofreu um infarto no banheiro e morreu no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas quando chegou à praça o homem já estava em óbito.

Essa é uma situação que preocupou muito os vereadores da Câmara Municipal de Primavera do Leste, em que, o legislador Luis Costa (PL), com o objetivo de prevenir qualquer tipo de problemas relacionados à saúde durante o baile, fez uma indicação, tendo todos os vereadores como co-autores, solicitando a secretaria de saúde um profissional da enfermagem ou um técnico para ficar a disposição da população nos eventos da praça.

“Não sabemos direito o que ocorreu com o senhor Sérgio, mas se tivéssemos alguém para aferir a pressão, talvez ele avisasse que estaria passando mal e teria conseguido um atendimento mais rápido. E situação igual a esta, pode ocorrer. Por isso eu fiz a indicação ao prefeito e a secretária de saúde, junto com os colegas vereadores, para que coloque um profissional na praça em todas as festividades. Esse pedido já foi realizado há muitos anos, e não sei por que agora cortaram esse tipo de atendimento. Precisamos dar suporte para nossa população e esse tipo de atendimento é o mínimo, e o custo é bem pequeno, e com isso iremos prevenir problemas relacionados à saúde de nossa comunidade”. Explica Luis Costa.

Mesmo diante da solicitação dos vereadores, a prefeitura respondeu o pedido de forma negativa, indeferindo. Segundo o ofício de resposta ao pedido de indicação, a secretária de saúde, Laura Kelly, informou que é muito importante atender essa demanda, porém a prefeitura está muito próxima ao limite prudencial da folha de pagamento e como já houve o Reajuste Salarial a todos os servidores, isso elevou a folha de pagamento. E para finalizar o ofício, a secretária ainda orienta que se houver alguma ocorrência no evento a organização é orientada a acionar o SAMU pelo 192.

“Eu sei que o executivo cumpre regras e leis em relação à contratação de funcionários, mas não acho que essa demanda seja para um futuro talvez. O SAMU atende todo o município de Primavera do Leste e nem sempre esta de prontidão em todos os horários. Por isso esta indicação, pois os primeiros socorros podem ser feitos por outros profissionais e este primeiro contato pode sim salvar uma vida”. O vereador afirmou que irá continuar reapresentando a indicação.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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