Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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A Palavra

MPE investiga pagamento de R$ 7,9 mi da prefeitura de Cuiabá



O Ministério Público de Mato Grosso abriu inquérito civil para investigar o atual secretário municipal de Saúde, Antônio Possas de Carvalho, por suposto pagamento irregular a empresa Alfema Dois Mercantil Cirúrgica Ltda no valor de R$ 7,980 milhões. O prejuízo aos cofres da capital pode ter sido de mais de R$ 3,5 milhões.

 

De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, a denúncia partiu do vereador Diego Guimarães (PP). O parlamentar alega que a dívida da Prefeitura com a empresa era de R$ 739.873,64, conforme cálculo apresentado pela Coordenadoria de Contabilidade e Conciliação, e mais uma de R$ 3.690.264,90.

No entanto, “o valor pago pelo município, conforme Termo de Acordo Administrativo dos dois processos supracitados, realizado entre o então Procurador-Geral do Município de Cuiabá, Sr. Luiz Antonio Possas de Carvalho e a empresa Alfema Dois Mercantil Cirúrgica LTDA., foi de R$ 7.980.173,26, causando possível dilapidação aos cofres públicos no valor de R$ 3.550.034,72”, diz trecho da portaria assinada nesta quinta-feira (16).

 

A denúncia também foi encaminhada para o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para que fosse realizada Tomada de Contas Especial do pagamento.

 

Ao instaurar o inquérito, Mauro Zaque determina o reenvio de ofício a empresa para que mesma preste esclarecimentos, como o fornecimento da “planilha de cálculo em que se chegou ao valor que está sendo pago pelo Município de Cuiabá-MT;  o Termo de Cessão de Crédito feito à Empresa Transportadora Crescente Ltda., relatando qual o tipo de contrato entre a Transportadora e a Empresa Alfema Dois Mercantil Cirúrgica Ltda.;  e qual o vínculo comercial ou jurídico que justifique a cessão de crédito”, diz outro trecho da portaria.

Zaque ainda solicita o reenvio de um ofício para que o TCE receba como representação externa de Diego Guimarães e determine a instauração de Tomada de Contas Especial.

 

Outro lado 

Procurado pelo site GD  a assessoria da Prefeitura ainda não se posicionou sobre o caso.

Gazeta Digital 



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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