Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Licitações vencidas pelas empreiteiras de filho de deputado são investigadas no MP



O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou quatro inquéritos civis para apurar suposta improbidade administrativa envolvendo licitações realizadas pela Prefeitura de Rondonópolis. Os certames foram vencidos por empresas ligadas ao deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).

Os inquéritos civis foram abertos pelo promotor Wagner Antônio Camilo. As portarias foram publicadas no último dia 03 de julho.

Segundo as portarias, denúncias indicam que empresas ligadas à família de Nininho venceram, em apenas seis dias, as quatro licitações. O valor das obras ultrapassa R$ 72 milhões.

As empresas contempladas são Tripolo Ltda. e a Deterra Ltda. As construtoras têm como sócio administrador o empresário Fausto Presotto Bortolini,  filho do deputado.

Três licitações, nos valores de R$ 19 milhões, R$ 7,6 milhões e R$ 27,7 milhões, foram vencidas pela Tripolo. A quarta licitação, no valor de R$ 24,2 milhões, contemplou a Deterra. As quatro são para pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversas ruas e avenidas de Rondonópolis.

O promotor citou ser “oportuno e conveniente investigar se pode ter ocorrido alguma espécie de fraude à licitação e/ou ao contrato com dano ao erário infração aos princípios regentes da administração pública, que possa tipificar ato de improbidade administrativa”.

A Prefeitura de Rondonópolis deve ser notificada e encaminhar ao MPE cópia integral dos processos licitatórios relativos às concorrências públicas, bem como os respectivos contratos administrativos. O prazo de 10 dias venceu nesta segunda (13).

Outro lado

Pela assessoria, Nininho afirmou que se desligou da direção das empresas em 2015. Por isso, esclarece não responde pelas licitações que a Tripolo e a Deterra participam.

RD News



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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