Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026

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INFLAÇÃO: Preços de alimentos e transporte sobem em ritmo menor em outubro



A inflação da baixa renda, medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), perdeu ritmo em outubro e marcou 0,71%, abaixo dos 0,89% registrados em setembro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (6).

 

O IPC-C1 mede a variação da cesta de compras para famílias brasileiras com renda até 2,5 salários mínimos, ou seja, residências com renda mensal de até R$ 2.612,50.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,86% no ano. Já nos últimos 12 meses, acúmulo está em 4,54%.

 

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (6), cinco das oito classes de despesas que compõem o indicador registraram queda na taxa:

– Habitação (0,54% para 0,28%);
– Educação, Leitura e Recreação (2,44% para 1,33%);
– Transportes (0,61% para 0,29%);
– Alimentação (2,23% para 2,08%);
– Despesas Diversas (0,26% para -0,01%).

 

Dentre os itens que ficaram de fato mais baratos, vale destacar a cebola, 10,10% mais em conta, o leite longa vida, que ficou 1,61% mais barato e itens como shampoo, condicionador e creme, que ficaram 2,38% mais baratos.

 

A tarifa de eletricidade, 0,19% mais em conta, e o telefone celular, 0,85% mais barato, completam a lista de itens que ficaram menos pesados para o orçamento das famílias de baixa renda.

 

O que ficou mais caro

Apesar da classe alimentação ter perdido ritmo em outubro, os principais vilões da inflação para famílias de baixa renda continuam sendo alimentos, como o arroz, que ficou 12,74% mais caro, o óleo de soja, 17% mais caro e a batata inglesa 15,26% mais cara.

 

A passagem aérea, que não entra no grupo de alimentos, ficou 15,63% mais cara.

 

Além disso, três das oito classes de despesas ganharam ritmo neste mês, com destaque para vestuário (que subiu de 0,12% em setembro para 0,24% em outubro).

 

As outras altas foram observadas nos grupos saúde e cuidados pessoais (-0,10% para 0,05%) e comunicação (0,04% para 0,14%).

 

Nestas classes de despesa, vale citar os itens: médico, dentista e outros (-1,49% para 0,03%), tarifa de telefone residencial (0,39% para 1,65%) e roupas (0,12% para 0,20%).



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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