Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Prefeito de Rondonópolis decreta ‘lei seca’ e proíbe narguilé



O prefeito de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), José Carlos do Pátio (SD), publicou nesta segunda-feira (29) um novo decreto proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, a chamada lei seca, além de vetar a venda e o consumo do cachimbo do tipo narguilé. As restrições são para evitar o avanço da covid-19, que esgotou os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com direito à fila de espera.

O decreto atende à recomendação do governo do Estado para que os municípios com classificação alta de risco de contaminação pela covid-19 adotem medidas ainda mais restritivas. Além da recomendação estadual, o Ministério Público recorreu à Justiça para que as prefeituras cumpram as restrições.

As medidas valem a partir desta segunda-feira (29) e foram impostas pelo decreto 9.984/2021. Também foram suspensas festas e reuniões, as aulas presenciais nas escolas e as cirurgias e consultas eletivas na rede municipal de saúde, exceto nas áreas de oncologia e cardiologia. As medidas tem validade de 14 dias.

Pelo novo decreto, está proibida a venda, consumo e transporte de bebidas alcoólicas nesse período, inclusive nos estabelecimentos às margens das rodovias estaduais e federais. Também serão multadas as pessoas flagradas transportando bebidas alcoólicas, a não ser que tenha nota fiscal e estejam transportando para algum comércio. A multa para esta infração é de R$ 10 mil e se o cidadão fizer novamente terá que pagar R$ 30 mil.

José Carlos do Pátio também proibiu a venda e o consumo de narguilé. Quem for flagrado com o item pagará multa de R$ 500, além de possível detenção de um mês a um ano.

Os estabelecimentos podem funcionar das 5 às 19 horas de segunda a sexta-feira e das 5h ao meio-dia aos sábados. Supermercados podem abrir aos sábados das 5 às 19 horas. E os restaurantes podem funcionar das 5 às 14 horas aos fins de semana. O delivery pode funcionar todos os dias até às 23h59.

Não estão sujeitos às restrições de horário serviços de saúde, hotéis, transporte coletivo, funerárias, postos de combustíveis – exceto conveniências -, indústrias de produtos essenciais, manutenção de água e energia elétrica, além de coleta de lixo e transporte de alimentos. (Com informações da assessoria)



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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