Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 22 de Setembro de 2026

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Brasil - política

Justiça condena a 40 anos de cadeia 1º réu com base em lei antifeminicídio proposta por senadora de MT



A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) comemorou a decisão do Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal, por se valer do Pacote Antefeminicídio para condenar Daniel Silva Vitor, de 43 anos, a mais de 40 anos de prisão. Ele assassinou Maria Mayanara Lopes Ribeiro, de 21 anos, em novembro do ano passado na frente dos filhos.

 

A senadora, autora do projeto que se transformou na Lei 14.994/2024, destacou que agora a morte de mulheres no contexto de violência doméstica ou de gênero terá pena de 20 a 40 anos, que serão agravadas se o crime for cometido contra menores de 16 anos, maiores de 60 anos, e as que tenham deficiência ou doença degenerativa. Além disso, a nova legislação aumenta em um terço e até a metade se o feminicídio ocorrer na presença de pais ou filhos da vítima, no descumprimento de medida protetiva e nos casos de uso de veneno, tortura, emboscada ou arma de uso restrito.

 

“A lei ficou clara: ele precisa cumprir no mínimo 55% da pena em regime fechado. Isso significa que terá que ficar preso sem direito ao regime semiaberto até 2048. Hoje, ele tem 43 anos e só poderá tentar começar a progressão com 66 anos. Ainda assim terá 20 anos de pena para cumprir”, disse Buzetti.

 

A nova lei tornou o feminicídio um crime autônomo e estabeleceu outras medidas para prevenir e coibir a violência contra a mulher. Pela legislação anterior, o feminicídio era definido como um crime no âmbito do homicídio qualificado. Já a nova lei tornou o feminicídio um tipo penal independente, com pena maior. Isso torna desnecessário qualificá-lo para aplicar penas mais rigorosas. Assim, a pena passa de 12 a 30 anos para de 20 a 40 anos de reclusão.

 

A lei também estabeleceu circunstâncias agravantes para o crime de feminicídio, nas quais a pena será aumentada de um terço até a metade quando o feminicídio é cometido durante a gestação, nos três meses posteriores ao parto ou se a vítima é mãe ou responsável por criança; quando é contra menor de 14 anos, ou maior de 60 anos, ou mulher com deficiência ou doença degenerativa; cometido na presença de pais ou dos filhos da vítima; cometido em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha e e no caso de emprego de veneno, tortura, emboscada ou arma de uso restrito contra a vítima.

 

A nova norma também aumentou as penas para os casos de lesão corporal contra a mulher, para os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), para o crime de ameaça e para o de descumprimento de medidas protetivas. Nas saídas temporárias — os chamados “saidões” — da prisão, o condenado por crime contra a mulher deve usar tornozeleira eletrônica. Ele também perde o direito a visitas conjugais.

 

De acordo com nova lei, após proclamada a sentença, o agressor perde o poder familiar, da tutela ou da curatela. Também são vedadas a nomeação, a designação ou a diplomação em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.

 

Pela lei, o condenado por esse tipo de crime só poderá ter direito a progressão de regime após, no mínimo, 55% da pena. Antes, o percentual era de 50%. O texto prevê ainda tramitação prioritária e isenção de custas, taxas ou despesas em processos que apuram crimes contra a mulher e determina a transferência do preso para um presídio distante do local de residência da vítima, caso ele ameace ou pratique novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena.

 

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres morreram vítimas de feminicídio em 2023 — o maior registro desde a sanção da lei que tipifica o crime, em 2015. As agressões decorrentes de violência doméstica tiveram aumento de 9,8%, e totalizaram 258.941 casos.



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Polícia

Justiça mantém preso suspeito de matar esposa e bebê de 4 meses em Mato Grosso


Homem de 29 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia; Polícia Civil continua investigando o caso

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, investigado pelas mortes da esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e do filho do casal, um bebê de apenas quatro meses. O crime aconteceu na quinta-feira (17), em uma propriedade rural na região de Luciara, no norte de Mato Grosso.

A prisão preventiva foi determinada nesta sexta-feira (18), durante audiência de custódia conduzida pelo juiz Raphael Alves Oldemburg, da 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia.

Com a decisão, Jailton permanece detido enquanto a investigação avança. A prisão preventiva não tem prazo previamente determinado e pode ser mantida enquanto existirem fundamentos legais para a medida.

Mãe e bebê foram mortos dentro de propriedade rural

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, Taymilla e o bebê foram encontrados mortos após serem atingidos por golpes de arma branca na Fazenda Mata Verde, na região rural de Luciara.

Antes do crime, a jovem teria entrado em contato com familiares pedindo ajuda e relatando que estaria em perigo. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade para tentar socorrê-la e, segundo o relato apresentado à polícia, teria presenciado parte da agressão.

As forças de segurança foram acionadas e realizaram buscas na região. Jailton acabou localizado em uma das casas existentes na propriedade e recebeu voz de prisão em flagrante.

Investigação continua

A Polícia Civil de São Félix do Araguaia conduz as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação. O caso permanece sob investigação e outros elementos deverão ser analisados durante o inquérito.

Informações preliminares divulgadas pelo delegado Daniel Moura apontam que a perícia ainda deverá concluir os laudos necessários para esclarecer detalhes das lesões e das circunstâncias das mortes.

A defesa do investigado deverá apresentar sua versão no decorrer do processo. Até o momento, a Justiça manteve a prisão preventiva.

Fonte: Redação Antenado News
Informações complementares: Polícia Civil e fontes jornalísticas


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Região

Prefeitura de Primavera do Leste reforça combate a incêndio na região das Furnas


Força-tarefa reúne Corpo de Bombeiros, equipes municipais e apoio particular para conter fogo que já atingiu aproximadamente 150 hectares

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, segue atuando em conjunto com o Corpo de Bombeiros no combate a um incêndio que atinge áreas de mata de preservação e pastagens na região das Furnas, nas proximidades do município.

 

O trabalho foi intensificado na manhã desta quinta-feira (17), na Fazenda Vale Formoso, onde o fogo avançou após atingir a região de serra e Furnas. A ocorrência teve possível início às margens da BR-070, no dia 11 de setembro, quando as equipes realizaram o primeiro combate na Fazenda Rio Grande 1.

 

Com o avanço das chamas, o incêndio chegou à Fazenda Vale Formoso, atingindo uma área estimada em aproximadamente 150 hectares. Desde o início da ocorrência, equipes permanecem mobilizadas para conter os focos e evitar que o fogo avance para novas áreas.

 

A operação conta com três militares do Corpo de Bombeiros e o apoio de diferentes recursos empregados no combate, incluindo uma AT e uma ABT do Corpo de Bombeiros, três caminhões-pipa da Prefeitura de Primavera do Leste, duas pás carregadeiras e uma motoniveladora do município, além de um trator de esteira disponibilizado por proprietário particular e uma aeronave contratada pelo proprietário da fazenda.

 

No local, aproximadamente 11 civis também atuam nas atividades de combate e apoio à ocorrência, auxiliando as equipes durante os trabalhos.

 

O subtenente do Corpo de Bombeiros Dos Santos explicou que as equipes permanecem mobilizadas desde o início do incêndio e destacou a importância do trabalho conjunto.

 

“Nossas equipes permanecem no local desde a última sexta-feira, dia em que o foco de incêndio teve início. Contamos com o apoio fundamental da Prefeitura de Primavera do Leste, que disponibilizou maquinário, incluindo pás carregadeiras e caminhões-pipa, além de auxílio logístico constante. Somam-se aos nossos esforços aeronaves contratadas pelo proprietário da fazenda. Embora o fogo ainda persista no interior da região das Furnas, estamos empenhados em sua extinção e acreditamos que a ocorrência será finalizada em breve”, explicou.

 

Nesta sexta-feira (18), as equipes continuam mobilizadas na região, atuando no combate aos focos ainda existentes e na contenção das chamas, com o objetivo de eliminar completamente o incêndio e reduzir os riscos de novos avanços.

 

A Prefeitura de Primavera do Leste reforça que a atuação integrada entre o Município, Corpo de Bombeiros e os demais envolvidos é fundamental para garantir uma resposta rápida às ocorrências e minimizar os impactos causados pelos incêndios, especialmente em áreas de vegetação e propriedades rurais.

Assessoria.


Antenado News