Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Agro

Sinop: Norte Show deve ter R$ 4 bilhões em negócios; Bolsonaro e Governador de SP esperados



Foi lançada oficialmente, esta noite, a programação oficial da Norte Show, que será de 14 a 17 do mês que vem no parque de exposições em Sinop. Organizada pela Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte) e Sindicato Rural de Sinop, a feira é considerada uma das principais vitrines do agro do Centro-Oeste e proporciona um considerável volume de negócios, difunde novas tecnologias na agricultura e pecuária. São esperados mais de 400 expositores (ano passado foram 350), cerca de 70 mil visitantes e R$ 4 bilhões em negócios.

 

A área da feira foi expandida, somando agora mais de 200 mil m², o que permitiu o aumento de participação de marcas para mais de 1,5 mil, que incluem empresas de maquinários, implementos agrícolas, caminhões, tecnologia para agricultura e pecuária, dentre muitas outras.

 

O presidente da Acrinorte, Moises Debastiani, afirmou, ao Só Notícias, que 97% dos espaços da feira já foram vendidos, com cerca de 60 a 70% de expositores vindo de outros Estados. “A feira vem com muita palestra, com muita informação, tecnologia sendo mostrada. A gente acredita que 2025 vai ser um ano marcante em todos os sentidos: expansão de parque, número de visitantes, e o que mais o expositor e produtor vem buscar que são oportunidades de bons negócios. E também vale a gente ressaltar que isso movimenta não só a Sinop, mas outras cidades da região, movimenta a economia”, afirmou.

 

O presidente acredita que o volume de negócios será mais expressivo, “tendo em vista que esse ano 2024-2025, a safra nós colhemos melhor”. “Então, apesar do preço continuar o mesmo do ano passado do período de safra, todo mundo colheu mais. Ano passado, nós tivemos o problema da estiagem. Esse ano não, as lavouras produziram bem e a gente acredita que o produtor tendo o grão na mão, ele vai conseguir fazer mais negócio dentro da feira”, projetou.

 

Moises anunciou que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve participar novamente da feira (ele esteve ano passado) assim como o governador de São Paulo, Tarcisio Freitas e o governador Mauro Mendes.

 

Para o vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, João Marcos Bustamante, a “Norte Show tá nos surpreendendo dia a dia, a cada ano mais”. “O produtor provavelmente vai ter uma sobra para poder fazer um investimento esse ano. Então vai aparecer muito negócio aí”, afirmou.

 

A Norte Show terá com 40 palestras, entre elas, a do deputado federal Nicolas Ferreira (MG), do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o ex-ministro Aldo Rebello, o empresário Luciano Hang, da influenciadora e defensora do agronegócio, Camila Telles, dentre outros.

 

Também haverá “o Norte para seu futuro” em parceria com o Fiemt, que proporcionará a feira do mercado de trabalho será umas das novidades da feira. O Campus Norte Show, que aproxima universitários do mercado, e o Norte Show Kids, que pretende despertar o interesse de crianças pelo agronegócio estarão de volta.

Fonte Só notícia



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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