Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Tempo seco e aumento nas queimadas: Secretaria faz alerta e pede colaboração para que a população evite incêndios e denuncie



Município e Corpo de Bombeiros estão em alerta para a época mais seca do ano e ao aumento dos incêndios

Mesmo com o período proibitivo às queimadas em vigor desde o dia 1º de julho (Cerrado), os incêndios, tanto em áreas rurais próximas a Primavera, quanto em lotes urbanos estão se intensificando. Vale lembrar que no perímetro urbano o fogo é proibido ao longo do ano todo, sendo passível de penalidades criminais, que for pego em flagrante, praticando a ação.

Por outro lado, além dos transtornos causados pelo fogo em qualquer destes ambientes, colocando em risco lavouras, maquinários e residências, os quais envolvem a questão patrimonial, os malefícios ao ambiente e à saúde são outro aspecto significativo. Diante disso o município adota uma postura enérgica e com intenção de sempre informar e orientar quanto aos possíveis problemas.

Segundo Paulo Rocha, coordenador da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do município “estamos no período proibitivo, que vai até setembro e não pode haver focos de incêndio na área rural. Na cidade a proibição ocorre durante todo o ano e de acordo com a legislação, orientamos e solicitamos à população para evitar qualquer tipo de ação que possa vir a resultar em incêndio: descarte incorreto de materiais, bitucas de cigarro jogadas próximo ao mato seco, tudo o que pode contribuir para focos de incêndio deve ser evitado”, alerta.

A queima de resíduos, especialmente plásticos e materiais orgânicos, libera poluentes tóxicos no ar, comprometendo a qualidade do ar e aumentando os índices de doenças respiratórias e cardiovasculares entre a população. E ainda segundo o Coordenador, “o impacto é negativo na biodiversidade, desequilibra, afeta o solo, pois destrói nutrientes de modo temporário e impacta ao final na saúde humana e por último também reflete na economia”, completa.

Muitas vezes, esses incêndios se espalham incontrolavelmente, afetando áreas verdes, habitats de animais e até mesmo residências, resultando em perdas materiais e danos irreversíveis ao ecossistema. E para tentar evitar a maior proliferação dos focos de calor, é feito um monitoramento entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), Corpo de Bombeiros e demais autoridades, através de satélites, o que proporciona maior segurança para combater as ocorrências.

E como explica o Comandante do Corpo de Bombeiros, Major Bruno Iop “o período de estiagem requer um grande preparo de toda a população, seja na área rural ou urbana, para enfrentar eventuais incêndios”. Foi com esse intuito que a 6ª Cia. realizou no mês de maio, palestras em escolas, divulgação junto à mídia e parcerias sobretudo com o Sindicato Rural. “Nosso intuito foi disseminar estas informações da melhor e da mais ampla forma possível”, explica ele.

A ideia é conscientizar aos cidadãos para que evitem situações relacionadas aos incêndios e que denunciem, caso vejam algo suspeito ou até mesmo alguém colocando fogo, às autoridades policiais. Sobre quem for pego provocando incêndio seja na área rural, no período proibitivo, ou na área urbana será preso em flagrante delito e conduzido à Delegacia, sendo que além da prisão, deverá pagar multa e continuar a responder na justiça.

Coordenadoria de Comunicação



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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