Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia - política

Menor de 14 anos sai para festa, fica bêbada e tenta matar avó dizendo estar ‘possuída’



Uma adolescente de 14 anos protagonizou momentos de terror contra a própria avó, de 71 anos, e o irmão, de idade não revelada, na manhã de sábado (16), em Campos de Júlio, após sair no fim de semana, se alcoolizar, arrumar desafetos em uma festa e ainda tentar matar a idosa a facadas. Visivelmente conturbada, quando a Polícia Militar foi acionada, a menina chegou a dizer que estava fora de si, possuída.

Consta no boletim de ocorrências que, a menor teria chego em casa, embriagada, e buscando faca para matar alguém que brigou com ela na festa. A avó, ao repreendê-la, foi surpreendida com as afirmações da mesma dizendo que iria matá-la, o irmão ao ver a cena telefonou para a polícia.

Os militares tentaram conversar com a menor no local, mas a mesma tratou a guarnição de forma grosseira, esfregando aos mãos sobre o rosto pedindo para ser ‘deixada em paz’, porque estava possuída espiritualmente.

Por ser menor de idade, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação.

A avó disse que a menina passa o dia todo no telefone e aborda assuntos como bebidas, festas e facções criminosas.

GD



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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