Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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‘Lula não está sendo um estadista’, avalia senador Wellington



O senador Wellington Fagundes (PL) criticou, na quinta-feira (21), a atuação do presidente Lula (PT) diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ele avalia que o petista cria embate com o presidente americano Donald Trump em vez diálogo e reversão da medida. As taxas de 50% estão sendo aplicadas a itens que entram no país norte-americano desde 6 de agosto, contudo lista com quase 700 esta isenta. Na data, ele ainda criticou a medida do Supremo Tribunal Federal (STF) em determinar buscas contra o pastor Silas Malafaia.

 

“Eu não defendo o presidente Trump, eu defendo o Brasil. Agora, eu entendo que o Brasil tem que buscar um diálogo. O presidente Lula tem que ir lá conversar com o Trump. Ele não está sendo um estadista”, afirmou o senador mato-grossense.

 

Fagundes elogiou o trabalho desenvolvido pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD), que disse, na última quarta-feira (20), que o Brasil não vai desistir de negociar o tarifaço com o governo americano.

 

No início deste mês, Lula chegou a afirmar que não ligaria para Trump, pois considera “humilhação”. “Se os EUA não quiserem comprar, não tem importância. Não vou ficar chorando, não vou ficar rastejando. Vou procurar outros países para vender os produtos que eu vendo para eles. E vamos seguir em frente”, alegou o presidente no último dia 14.

 

Ditadura do Judiciário

O senador ainda reiterou o discurso da direita bolsonarista de que o Brasil, atualmente, vive numa ditadura encabeçada pelo Judiciário. Fagundes disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso “apenas por manifestação política e pessoal” e que as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao pastor Silas Malafaia, alvo de busca e apreensão na última quarta-feira (20), são mais um exemplo do que chamou de “arbitrariedade”.

 

“O presidente Bolsonaro está preso, não tem nenhuma denúncia de corrupção. Nós não concordamos com isso no PL. Um líder religioso [Silas Malafaia] que tem se manifestado, inclusive fazendo críticas a algumas construções do país, e está lá, foi tomado o passaporte”, colocou o senador.

 

O bolsonarista mencionou o caso de sua suplente, Rosana Martinelli (PL), que assumiu a cadeira no Senado, no ano passado, quando Fagundes tirou licença médica de 120 dias por conta de uma cirurgia no ombro. Martinelli assumiu o cargo em junho de 2024, quando seu passaporte estava retido pela Polícia Federal e as contas bloqueadas por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

 

“A minha suplente, Rosana Martinelli, quando assumiu o mandato como senadora, ela estava com todas suas contas bloqueadas, ela não sabia. Como senadora, ela foi fazer uma viagem e quando chegou [no aeroporto] o passaporte dela estava retido. Por que estava retido? Apenas porque ela fez uma manifestação lá em Sinop”, apontou o direitista.

 

Martinelli integrava a lista de investigados no inquérito do STF sobre o 8 de janeiro, suspeita de participar da organização dos atos, fato que ela sempre negou, e disse que sequer estava em Brasília na data.

 

Disputa para o governo

Wellington Fagundes é um dos pré-candidatos a governador nas eleições de 2026. Sobre as possíveis candidaturas de Jayme Campos (UB) e Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador pontuou que “quanto mais candidatos melhor”.

 

Apesar disso, ele confessou o desejo de ter o apoio dos dois e de construir uma aliança grande entre a direita mato-grossense, com o seu nome para o Governo do Estado. “Eu prefiro que o Jayme me apoie e prefiro que o Pivetta me apoie”, brincou.

 

Fagundes argumentou que Pivetta, candidato do governador Mauro Mendes (União), irá completar 8 anos como vice-governador e ainda mencionou a possibilidade dele assumir a cadeira de governador por 9 meses, período que Mendes, caso queira disputar uma vaga para no senado, tem para renunciar ao cargo.

 

“Eu acho possível aqui dentro desses partidos fazer uma grande aliança, porque nós queremos melhorar, avançar mais o estado de Mato Grosso. Eu disse para o Mauro, quando ele foi candidato à reeleição, que ele tinha que ser muito melhor que o primeiro [mandato]. E está sendo. Eu quero ser governador para ser melhor que ele”, concluiu.

GD



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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