Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Primavera do Leste confirma dois casos de sarampo e anuncia medidas conjuntas com Estado e União



Força-tarefa vai reforçar vacinação, monitorar contatos e ampliar ações preventivas no município.

Secretário de estado da Saúde, Gilberto Figueiredo se reuniu em Primavera com o prefeito Sérgio Machnic nesta quinta-feira
A Prefeitura de Primavera do Leste realizou no fim da tarde desta quinta-feira (25) uma coletiva de imprensa para anunciar as medidas de enfrentamento após a confirmação de dois casos de sarampo no município. O encontro contou com a presença do prefeito Sérgio Machnic (PL), da secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, da prefeita em exercício, Iva Viana (Republicanos), além de representantes do Ministério da Saúde.

O secretário estadual Gilberto Figueiredo destacou que a prioridade é a vacinação. “A orientação para a população de forma geral é buscar ampliar sua capacidade de imunização, que é vacinar. Nós não temos melhor remédio senão proteger a população através da vacina. Vacina cura, vacina protege, é o melhor remédio que nós temos, é o mais econômico para a nossa população”, afirmou.

Gilberto explicou ainda que a reentrada do sarampo no país decorre de falhas na imunização em países vizinhos, o que aumenta o risco em Mato Grosso. “Temos uma equipe técnica competente trabalhando nisso, adotando medidas de curto, médio e longo prazo para conter a doença. Essa atuação está sendo feita de forma tripartite — Governo Federal, Governo Estadual e Município — garantindo que não haja aumento dos casos, porque há um trabalho profissional e convergente em andamento”, ressaltou.

O prefeito Sérgio Machnic abriu a coletiva reforçando a união entre as esferas. “Estamos aqui com mais uma missão, unindo forças com Estado e União para erradicar esse problema que surgiu no município. Juntos somos mais fortes e vamos tocar o barco para que seja feito o melhor trabalho possível, com todas as equipes atuando em conjunto”, declarou.

A secretária de Saúde, Laura Leandra, explicou que os dois pacientes confirmados — uma criança e uma mulher adulta — já passaram por isolamento e não apresentam mais risco de transmissão. Ela ressaltou que o município está acima da média estadual em cobertura vacinal contra o sarampo. “De 2024 para cá, ofertamos cerca de 12 mil doses a mais de vacinas, demonstrando que a prevenção é prioridade para a gestão. A primeira dose tem cobertura de 100% em nossa cidade, e a segunda dose alcança 80%, bem acima da média do Estado, que é de 65%. Isso comprova que não houve falha do município, mas sim um caso importado. Ainda assim, a população pode ficar tranquila, porque o bloqueio foi feito de forma rápida e eficiente, com o apoio do Estado e do Ministério da Saúde”, afirmou.

Entre as ações já definidas estão: reforço da vacinação em todas as unidades de saúde, realização de campanhas itinerantes, atendimento noturno em postos estratégicos e divulgação de orientações à população. “Precisamos reforçar que 20% das crianças obrigatórias ainda não receberam a segunda dose. Esse é o público que precisamos atingir com urgência”, acrescentou Laura.

O secretário Gilberto reforçou que não haverá falta de vacinas. “Trata-se de uma vacina desenvolvida há mais de 50 anos, com eficácia comprovada. Não há outra estratégia mais segura e eficiente do que vacinar”, concluiu, lembrando que a tríplice viral protege também contra rubéola e caxumba.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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