Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Após óbito em Água Boa, duas cidades do Araguaia voltam a recomendar uso de máscaras após aumento de casos de Covid-19 e nova variante



Após óbito na cidde de Água Boa, 3 cidades de Mato Grosso (sendo Água Boa e Nova Xavntina no Vale do Araguaia) e Cáceres no Nortão, emitiram um comunicado para que a população volte a usar máscara e adote novamente as medidas de prevenção contra a Covid-19. A recomendação foi feita após o aumento no números de casos da doenças nessas cidades e o surgimento de uma nova variante.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) também fez um alerta oficial às cidades para que voltem a tomar as medidas de prevenção e intensifiquem a vacinação conta a doença. Em Água Boa, segundo a prefeitura, somente neste mês, foram registrados 30 novos casos de Covid, além de uma morte em decorrência da doença.

Já em Cáceres 157 pessoas são monitoradas e 14 estão internadas. Desde o início da pandemia, 22.819 casos foram confirmados na cidade e 496 pessoas morreram devido à doença. Em Nova Xavantina, foram confirmados dois casos na última semana, sendo que uma pessoa está internada em tratamento contra o vírus.

Na última semana, o Ministério da Saúde recebeu a primeira notificação da nova subvariante JN 2.5 no Brasil, após o estado registrar quatro casos. As máscaras são recomendadas às pessoas com sintomas gripais e trabalhadores da saúde, em especial, dentro das unidades. Também são considerados o uso de álcool para higienização e o distanciamento nos locais com maior concentração de pessoas.

G1 MT



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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