Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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Após óbito em Água Boa, duas cidades do Araguaia voltam a recomendar uso de máscaras após aumento de casos de Covid-19 e nova variante



Após óbito na cidde de Água Boa, 3 cidades de Mato Grosso (sendo Água Boa e Nova Xavntina no Vale do Araguaia) e Cáceres no Nortão, emitiram um comunicado para que a população volte a usar máscara e adote novamente as medidas de prevenção contra a Covid-19. A recomendação foi feita após o aumento no números de casos da doenças nessas cidades e o surgimento de uma nova variante.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) também fez um alerta oficial às cidades para que voltem a tomar as medidas de prevenção e intensifiquem a vacinação conta a doença. Em Água Boa, segundo a prefeitura, somente neste mês, foram registrados 30 novos casos de Covid, além de uma morte em decorrência da doença.

Já em Cáceres 157 pessoas são monitoradas e 14 estão internadas. Desde o início da pandemia, 22.819 casos foram confirmados na cidade e 496 pessoas morreram devido à doença. Em Nova Xavantina, foram confirmados dois casos na última semana, sendo que uma pessoa está internada em tratamento contra o vírus.

Na última semana, o Ministério da Saúde recebeu a primeira notificação da nova subvariante JN 2.5 no Brasil, após o estado registrar quatro casos. As máscaras são recomendadas às pessoas com sintomas gripais e trabalhadores da saúde, em especial, dentro das unidades. Também são considerados o uso de álcool para higienização e o distanciamento nos locais com maior concentração de pessoas.

G1 MT



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Polícia

Relatório sigiloso interrompe júri do caso Giovani em Primavera do Leste


Julgamento foi encerrado após apresentação de documento que não constava nos autos; nova sessão está prevista para janeiro de 2027.

O Tribunal do Júri que analisava o caso da morte de Giovani Henrique Oliveira Lopes foi interrompido na terça-feira (13), no Fórum de Primavera do Leste (MT), após a defesa apresentar um relatório sigiloso que, segundo as informações divulgadas, não constava anteriormente no processo.

 

Diante da apresentação do documento durante a sessão, a juíza responsável decidiu dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento sem que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

 

Um novo júri está previsto para janeiro de 2027. A data exata ainda não foi divulgada, e o conteúdo do relatório permanece sob sigilo.

 

Depoimentos foram ouvidos antes da interrupção

 

O julgamento começou na manhã de terça-feira, mais de oito anos após a morte de Giovani. Antes de a sessão ser interrompida, os jurados acompanharam depoimentos relacionados ao crime.

 

Durante o julgamento, Giovana Lopes, esposa da vítima, relatou os acontecimentos que antecederam o homicídio. Segundo seu depoimento, Giovani retornou do Encontro de Violeiros, em Poxoréu, com o nariz quebrado, após se envolver em uma briga.

 

Cerca de dez minutos depois, três homens teriam chegado à residência. A testemunha afirmou que tentou impedir a entrada deles e se colocou à frente do marido para protegê-lo.

 

Ainda conforme o relato apresentado em plenário, ela foi puxada e caiu no chão. Na sequência, Giovani foi atingido por um disparo na cabeça. O filho do casal, que tinha quatro anos na época, estava na residência.

 

Crime aconteceu em maio de 2018

 

Giovani Henrique Oliveira Lopes tinha 23 anos quando foi morto, em 1º de maio de 2018, dentro da própria residência, em Poxoréu.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o caso teria começado após uma colisão entre veículos no estacionamento do Encontro de Violeiros. O episódio teria provocado uma discussão e agressões envolvendo Giovani e o policial penal Fábio Domingos.

 

A acusação sustenta que, depois de deixar o evento e retornar para casa, Giovani teria sido seguido. Homens teriam chegado ao imóvel, se identificado como policiais e entrado na residência.

 

Segundo o Ministério Público, Fábio Domingos é apontado como autor do disparo que matou a vítima. Ele e Carlos Jesus de Oliveira respondem por homicídio qualificado.

 

Josane Francisca Dias de Souza também integra o processo, respondendo por acusação de disparo de arma de fogo relacionada à confusão ocorrida anteriormente no estacionamento da festa.

 

Patrício Francisco Dias, que também respondia pelo homicídio, morreu durante a tramitação do processo. A Justiça declarou extinta sua punibilidade.

 

Novo julgamento deve ocorrer em janeiro de 2027

 

O processo tramitava inicialmente em Poxoréu, mas a Justiça determinou que o Tribunal do Júri fosse realizado em Primavera do Leste.

 

Com a dissolução do Conselho de Sentença, será necessário convocar novos jurados para analisar o caso em outra sessão.

 

A expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2027, quando o crime estará próximo de completar nove anos.

 

Até a realização do novo júri, não haverá veredicto do Conselho de Sentença sobre as acusações analisadas nessa sessão.

 

Antenado News — Informação e jornalismo regional.


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