Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

A Palavra

As redes sociais estão dilacerando a sociedade’, diz um ex-executivo do Facebook



Um ex-alto executivo do Facebook fez um mea culpa por sua contribuição para o desenvolvimento de ferramentas que, em sua opinião, “estão dilacerando o tecido social”. Chamath Palihapitiya, que trabalhou na empresa de Mark Zuckerberg de 2007 a 2011, da qual chegou a ser vice-presidente de crescimento de usuários, acredita que “os ciclos de retroalimentação de curto prazo impulsionados pela dopamina que criamos estão destruindo o funcionamento da sociedade. Sem discursos civis, sem cooperação, com desinformação, com falsidade”.

Palihapitiya fez essas declarações sobre o vício em redes sociais e seus efeitos em um fórum da Escola de Negócios de Stanford no dia 10 de novembro, mas o site de tecnologia The Verge as publicou na segunda-feira e, através dele, jornais como o The Guardian. Palihapitiya — que trabalhou para aumentar o número de pessoas que usam as redes sociais — recomendou ao público presente no fórum que tomasse um “descanso” no uso delas.

Esclareceu que não falava apenas dos Estados Unidos e das campanhas de intoxicação russas no Facebook. “É um problema global, está corroendo as bases fundamentais de como as pessoas se comportam consigo mesmas e com as outras”, enfatizou, acrescentando que sente “uma grande culpa” por ter trabalhado no Facebook. Falou sobre como as interações humanas estão sendo limitadas a corações e polegares para cima e como as redes sociais levaram a uma grave falta de “discurso civil”, à desinformação e à falsidade.

Na palestra, Palihapitiya — agora fundador e CEO da Social Capital, com a qual financia empresas de setores como saúde e educação — declarou ser uma espécie de objetor de consciência do uso de redes sociais e anunciou que quer usar o dinheiro que ganhou no Facebook para fazer o bem no mundo. “Não posso controlar [o Facebook], mas posso controlar minha decisão, que é não usar essa merda. Também posso controlar as decisões dos meus filhos, que não podem usar essa merda”, disse, esclarecendo que não saiu completamente das redes sociais, mas que tenta usá-las o mínimo possível.

O ex-vice-presidente do Facebook alertou que os comportamentos das pessoas estão sendo programados sem que elas percebam. “Agora você tem que decidir o quanto vai renunciar”, acrescentou. Palihapitiya fez referência ao que aconteceu no estado indiano de Jharkhand em maio, quando mensagens falsas de WhatsApp sobre a presença de supostos sequestradores de crianças acabaram com o linchamento de sete pessoas inocentes. “Estamos enfrentando isso”, criticou Palihapitiya, acrescentando que esse caso “levado ao extremo” implica que criminosos “podem manipular grandes grupos de pessoas para que façam o que eles querem”.

Mas Palihapitiya não criticou apenas os efeitos das redes na maneira pela qual a sociedade funciona, mas todo o sistema de funcionamento de Silicon Valley. Segundo ele, os investidores injetam dinheiro em “empresas estúpidas, inúteis e idiotas”, em vez de abordar problemas reais como mudança climática e doenças curáveis.

As críticas de Palihapitiya às redes se juntam às do primeiro presidente do Facebook, Sean Parker, que criticou a forma como a empresa “explora uma vulnerabilidade da psicologia humana” criando um “ciclo de retroalimentação de validação social”. Além disso, um ex-gerente de produto da empresa, Antonio García-Martínez, acusou o Facebook de mentir sobre sua capacidade de influenciar as pessoas em função dos dados que coleta sobre elas e escreveu um livro, Chaos Monkeys, sobre seu trabalho na empresa. No último ano vem crescendo a preocupação com o poder do Facebook, seu papel nas eleições norte-americanas e sua capacidade de amplificar notícias falsas.

Fonte El País



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil - política

Ministro do TSE suspende propaganda de Lula por omitir arquivamento de investigação


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL), exibido no horário eleitoral gratuito na televisão.

A decisão foi proferida ontem, após pedido apresentado pela campanha de Flávio. A propaganda menciona a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma investigação sobre uma acusação de estupro envolvendo Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa.

O vídeo compara as trajetórias políticas de Lula e Geraldo Alckmin, candidato a vice na chapa petista, com as de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A campanha do PT citou informações divulgadas pela imprensa sobre a investigação de Flávio por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, além do pedido de investigação envolvendo Gaspar.

Relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro apontam mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo a PF, o senador teria solicitado R$ 131 milhões ao empresário para a produção do longa-metragem, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que a propaganda deveria ser retirada do ar porque não identificou o procedimento investigatório instaurado contra Flávio, a autoridade responsável pela apuração nem a fonte das informações apresentadas. Em relação a Alfredo Gaspar, o ministro destacou que o vídeo omitiu o arquivamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de investigação sobre a acusação de estupro.

“Ora, a mensagem que razoavelmente se transmite ao eleitorado é a de que a chapa adversária se define pela prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de natureza sexual contra criança”, afirmou o presidente do TSE. Após a decisão, o tribunal notificou as emissoras de televisão para que suspendessem a exibição da propaganda no horário eleitoral.


HOME / NOTÍCIAS

Região

Hemocentro de Mato Grosso esclarece novas regras para quem deseja doar sangue


O MT Hemocentro, de Cuiabá, único banco de sangue público de Mato Grosso, informa que o Brasil passou a contar com novas regras para a doação de sangue desde o dia 30 do último mês. As mudanças modernizam a doação de sangue e ampliam possibilidades para os doadores, com redução de alguns períodos de inaptidão.

De acordo com a assessoria do governo estadual, a possibilidade de os doadores habituais continuarem doando após os 70 anos é uma das mudanças de maior repercussão. A nova regulamentação também reduziu alguns períodos de inaptidão para doação de sangue e passa a considerar com maior precisão as condições em que tatuagens, maquiagem definitiva, piercings e alguns procedimentos estéticos foram realizados.

Já o período de impedimento temporário após a realização de exame de endoscopia, que era de seis meses, passou agora para quatro meses. A mesma redução ocorre em algumas situações relacionadas ao uso de anabolizantes sem prescrição médica, adequando os prazos de afastamento à avaliação atual dos riscos envolvidos.

Além das mudanças percebidas diretamente pelo doador, a atualização do regulamento técnico da hemoterapia reforça a segurança e a rastreabilidade de todo o ciclo do sangue.  Foi adotado um padrão internacional que melhora a identificação das bolsas e das amostras desde a coleta, passando pelo processamento, armazenamento e distribuição, até a transfusão no paciente. A medida também favorece o acompanhamento do plasma destinado à produção de medicamentos e hemoderivados.

O MT Hemocentro atende os voluntários na rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento on-line. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

 


Antenado News