Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2026

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A Palavra

As redes sociais estão dilacerando a sociedade’, diz um ex-executivo do Facebook



Um ex-alto executivo do Facebook fez um mea culpa por sua contribuição para o desenvolvimento de ferramentas que, em sua opinião, “estão dilacerando o tecido social”. Chamath Palihapitiya, que trabalhou na empresa de Mark Zuckerberg de 2007 a 2011, da qual chegou a ser vice-presidente de crescimento de usuários, acredita que “os ciclos de retroalimentação de curto prazo impulsionados pela dopamina que criamos estão destruindo o funcionamento da sociedade. Sem discursos civis, sem cooperação, com desinformação, com falsidade”.

Palihapitiya fez essas declarações sobre o vício em redes sociais e seus efeitos em um fórum da Escola de Negócios de Stanford no dia 10 de novembro, mas o site de tecnologia The Verge as publicou na segunda-feira e, através dele, jornais como o The Guardian. Palihapitiya — que trabalhou para aumentar o número de pessoas que usam as redes sociais — recomendou ao público presente no fórum que tomasse um “descanso” no uso delas.

Esclareceu que não falava apenas dos Estados Unidos e das campanhas de intoxicação russas no Facebook. “É um problema global, está corroendo as bases fundamentais de como as pessoas se comportam consigo mesmas e com as outras”, enfatizou, acrescentando que sente “uma grande culpa” por ter trabalhado no Facebook. Falou sobre como as interações humanas estão sendo limitadas a corações e polegares para cima e como as redes sociais levaram a uma grave falta de “discurso civil”, à desinformação e à falsidade.

Na palestra, Palihapitiya — agora fundador e CEO da Social Capital, com a qual financia empresas de setores como saúde e educação — declarou ser uma espécie de objetor de consciência do uso de redes sociais e anunciou que quer usar o dinheiro que ganhou no Facebook para fazer o bem no mundo. “Não posso controlar [o Facebook], mas posso controlar minha decisão, que é não usar essa merda. Também posso controlar as decisões dos meus filhos, que não podem usar essa merda”, disse, esclarecendo que não saiu completamente das redes sociais, mas que tenta usá-las o mínimo possível.

O ex-vice-presidente do Facebook alertou que os comportamentos das pessoas estão sendo programados sem que elas percebam. “Agora você tem que decidir o quanto vai renunciar”, acrescentou. Palihapitiya fez referência ao que aconteceu no estado indiano de Jharkhand em maio, quando mensagens falsas de WhatsApp sobre a presença de supostos sequestradores de crianças acabaram com o linchamento de sete pessoas inocentes. “Estamos enfrentando isso”, criticou Palihapitiya, acrescentando que esse caso “levado ao extremo” implica que criminosos “podem manipular grandes grupos de pessoas para que façam o que eles querem”.

Mas Palihapitiya não criticou apenas os efeitos das redes na maneira pela qual a sociedade funciona, mas todo o sistema de funcionamento de Silicon Valley. Segundo ele, os investidores injetam dinheiro em “empresas estúpidas, inúteis e idiotas”, em vez de abordar problemas reais como mudança climática e doenças curáveis.

As críticas de Palihapitiya às redes se juntam às do primeiro presidente do Facebook, Sean Parker, que criticou a forma como a empresa “explora uma vulnerabilidade da psicologia humana” criando um “ciclo de retroalimentação de validação social”. Além disso, um ex-gerente de produto da empresa, Antonio García-Martínez, acusou o Facebook de mentir sobre sua capacidade de influenciar as pessoas em função dos dados que coleta sobre elas e escreveu um livro, Chaos Monkeys, sobre seu trabalho na empresa. No último ano vem crescendo a preocupação com o poder do Facebook, seu papel nas eleições norte-americanas e sua capacidade de amplificar notícias falsas.

Fonte El País



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Polícia

Justiça mantém preso suspeito de matar esposa e bebê de 4 meses em Mato Grosso


Homem de 29 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia; Polícia Civil continua investigando o caso

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, investigado pelas mortes da esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e do filho do casal, um bebê de apenas quatro meses. O crime aconteceu na quinta-feira (17), em uma propriedade rural na região de Luciara, no norte de Mato Grosso.

A prisão preventiva foi determinada nesta sexta-feira (18), durante audiência de custódia conduzida pelo juiz Raphael Alves Oldemburg, da 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia.

Com a decisão, Jailton permanece detido enquanto a investigação avança. A prisão preventiva não tem prazo previamente determinado e pode ser mantida enquanto existirem fundamentos legais para a medida.

Mãe e bebê foram mortos dentro de propriedade rural

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, Taymilla e o bebê foram encontrados mortos após serem atingidos por golpes de arma branca na Fazenda Mata Verde, na região rural de Luciara.

Antes do crime, a jovem teria entrado em contato com familiares pedindo ajuda e relatando que estaria em perigo. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade para tentar socorrê-la e, segundo o relato apresentado à polícia, teria presenciado parte da agressão.

As forças de segurança foram acionadas e realizaram buscas na região. Jailton acabou localizado em uma das casas existentes na propriedade e recebeu voz de prisão em flagrante.

Investigação continua

A Polícia Civil de São Félix do Araguaia conduz as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação. O caso permanece sob investigação e outros elementos deverão ser analisados durante o inquérito.

Informações preliminares divulgadas pelo delegado Daniel Moura apontam que a perícia ainda deverá concluir os laudos necessários para esclarecer detalhes das lesões e das circunstâncias das mortes.

A defesa do investigado deverá apresentar sua versão no decorrer do processo. Até o momento, a Justiça manteve a prisão preventiva.

Fonte: Redação Antenado News
Informações complementares: Polícia Civil e fontes jornalísticas


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Região

Prefeitura de Primavera do Leste reforça combate a incêndio na região das Furnas


Força-tarefa reúne Corpo de Bombeiros, equipes municipais e apoio particular para conter fogo que já atingiu aproximadamente 150 hectares

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, segue atuando em conjunto com o Corpo de Bombeiros no combate a um incêndio que atinge áreas de mata de preservação e pastagens na região das Furnas, nas proximidades do município.

 

O trabalho foi intensificado na manhã desta quinta-feira (17), na Fazenda Vale Formoso, onde o fogo avançou após atingir a região de serra e Furnas. A ocorrência teve possível início às margens da BR-070, no dia 11 de setembro, quando as equipes realizaram o primeiro combate na Fazenda Rio Grande 1.

 

Com o avanço das chamas, o incêndio chegou à Fazenda Vale Formoso, atingindo uma área estimada em aproximadamente 150 hectares. Desde o início da ocorrência, equipes permanecem mobilizadas para conter os focos e evitar que o fogo avance para novas áreas.

 

A operação conta com três militares do Corpo de Bombeiros e o apoio de diferentes recursos empregados no combate, incluindo uma AT e uma ABT do Corpo de Bombeiros, três caminhões-pipa da Prefeitura de Primavera do Leste, duas pás carregadeiras e uma motoniveladora do município, além de um trator de esteira disponibilizado por proprietário particular e uma aeronave contratada pelo proprietário da fazenda.

 

No local, aproximadamente 11 civis também atuam nas atividades de combate e apoio à ocorrência, auxiliando as equipes durante os trabalhos.

 

O subtenente do Corpo de Bombeiros Dos Santos explicou que as equipes permanecem mobilizadas desde o início do incêndio e destacou a importância do trabalho conjunto.

 

“Nossas equipes permanecem no local desde a última sexta-feira, dia em que o foco de incêndio teve início. Contamos com o apoio fundamental da Prefeitura de Primavera do Leste, que disponibilizou maquinário, incluindo pás carregadeiras e caminhões-pipa, além de auxílio logístico constante. Somam-se aos nossos esforços aeronaves contratadas pelo proprietário da fazenda. Embora o fogo ainda persista no interior da região das Furnas, estamos empenhados em sua extinção e acreditamos que a ocorrência será finalizada em breve”, explicou.

 

Nesta sexta-feira (18), as equipes continuam mobilizadas na região, atuando no combate aos focos ainda existentes e na contenção das chamas, com o objetivo de eliminar completamente o incêndio e reduzir os riscos de novos avanços.

 

A Prefeitura de Primavera do Leste reforça que a atuação integrada entre o Município, Corpo de Bombeiros e os demais envolvidos é fundamental para garantir uma resposta rápida às ocorrências e minimizar os impactos causados pelos incêndios, especialmente em áreas de vegetação e propriedades rurais.

Assessoria.


Antenado News