Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Assaltantes explodem caixas eletrônicos de duas agências e fazem reféns em Nova Mutum (MT)



Ladrões não conseguiram levar nenhum dinheiro dos terminais. Testemunhas disseram que os assaltantes usavam fuzis na ação.

Assaltantes explodiram caixas eletrônicos de duas agências bancárias na madrugada deste domingo (3) em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. Segundo informações da Polícia Militar, a princípio os ladrões não conseguiram levar nenhum dinheiro dos terminais bancários.

Os ataques ocorreram na agência do Banco do Brasil e também na Caixa Econômica Federal de Nova Mutum, que ficam próximas uma da outra. Primeiro, o grupo tentou atacar a Caixa Econômica. Depois, foram até o segundo banco. De acordo com a PM, testemunhas disseram que os assaltantes usavam fuzis na ação.

Segundo o tenente-coronel e comandante da PM em Nova Mutum, Fernando Souza, surgiu a informação de que os assaltantes estariam em 15 pessoas. No entanto, a polícia conseguiu identificar quatro suspeitos em um veículo.

“Apesar da PM fazer o policiamento na cidade, a ação foi muito rápida. Eles fizeram os ataques e parte do grupo pegou três reféns e levou para a saída da cidade”, disse ao G1.

Um dos veículos que era usado pela quadrilha teria forçado a passagem em um posto de pedágio na BR-163.

“Eles estouraram a cancela do pedágio, no mesmo horário depois do assalto. Isso nos leva a crer que são as mesmas pessoas [do assalto em Nova Mutum]. Os reféns foram deixados na saída da cidade”, explicou o comandante.
Ladrões tentaram levar dinheiro de bancos em Nova Mutum (Foto: Polícia Militar de Mato Grosso)

Ladrões tentaram levar dinheiro de bancos em Nova Mutum (Foto: Polícia Militar de Mato Grosso)

Câmeras de segurança que ficam próximas das agências registraram a ação de parte do grupo. Algumas pessoas, usando roupas escuras e encapuzadas, chegaram em um veículo. Os faróis do carro, possivelmente por propósito – segundo a PM, foram direcionados para as câmeras de segurança.

Policiais militares de todas as cidades vizinhas foram comunicadas sobre a tentativa de assalto e começaram a ajudar nas buscas aos ladrões. Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamada para avaliar se existem fragmentos de explosivos ainda nas duas agências.

Depois das explosões e de não conseguirem retirar dinheiro dos caixas eletrônicos, os assaltantes fugiram em um veículo modelo Santa Fé ao longo da BR-163. Outro carro, não identificado, também deu apoio na fuga.

A quadrilha fugiu em direção ao posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na saída para Cuiabá. Até a manhã deste domingo nenhuma pessoa havia sido presa ou identificada pela polícia.

G1 / MT



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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