Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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A Palavra - política

Bolsonaro aceita convite e confirma presença no 36º Congresso Gideões Missionários



Um grupo de pastores que viajou a Brasília fez um convite, em nome do pastor Reuel Bernardino, ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) para que o presidenciável visite a 36ª edição do Congresso Gideões Missionários da Última Hora.

O evento pentecostal será realizado entre os dias 21 a 30 de abril, na cidade de Balneário Camboriú (SC), com a presença de pastores, cantores e fiéis de todo o Brasil.

Após receber os pastores que estiveram em Brasília, o deputado aceitou gravar um vídeo em agradecimento à visita e ao convite para visitar o Congresso Gideões Missionários: “Se Deus quiser estaremos presente. Para mim é motivo de orgulho e satisfação”, afirmou Bolsonaro.

No meio cristão, Bolsonaro vem recebendo forte apoio por sua postura conservadora, e empenho em pautas como a defesa da família, defesa da vida e contra a descriminalização do aborto e das drogas, oposição à ideologia de gênero e doutrinação infantil nas escolas, além de enfatizar o compromisso com o combate à corrupção.

Polêmico, Jair Bolsonaro costuma causar bastante comoção com suas declarações. Ao longo deste ano, vem preferindo não se envolver em polêmica, e evitou comentar o episódio do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), que se tornou o centro das discussões políticas nos últimos dias entre representantes da esquerda.

O pré-candidato anunciou que se for eleito, indicará o economista Paulo Guedes para a função de ministro da Fazenda. Profissional renomado e respeitado pelo mercado, Guedes vem elaborando um plano econômico para a campanha de Bolsonaro com viés liberal, propondo redução de impostos e burocracias, além das privatizações de estatais para combater a corrupção.

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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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