Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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A Palavra - política

Bolsonaro aceita convite e confirma presença no 36º Congresso Gideões Missionários



Um grupo de pastores que viajou a Brasília fez um convite, em nome do pastor Reuel Bernardino, ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) para que o presidenciável visite a 36ª edição do Congresso Gideões Missionários da Última Hora.

O evento pentecostal será realizado entre os dias 21 a 30 de abril, na cidade de Balneário Camboriú (SC), com a presença de pastores, cantores e fiéis de todo o Brasil.

Após receber os pastores que estiveram em Brasília, o deputado aceitou gravar um vídeo em agradecimento à visita e ao convite para visitar o Congresso Gideões Missionários: “Se Deus quiser estaremos presente. Para mim é motivo de orgulho e satisfação”, afirmou Bolsonaro.

No meio cristão, Bolsonaro vem recebendo forte apoio por sua postura conservadora, e empenho em pautas como a defesa da família, defesa da vida e contra a descriminalização do aborto e das drogas, oposição à ideologia de gênero e doutrinação infantil nas escolas, além de enfatizar o compromisso com o combate à corrupção.

Polêmico, Jair Bolsonaro costuma causar bastante comoção com suas declarações. Ao longo deste ano, vem preferindo não se envolver em polêmica, e evitou comentar o episódio do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), que se tornou o centro das discussões políticas nos últimos dias entre representantes da esquerda.

O pré-candidato anunciou que se for eleito, indicará o economista Paulo Guedes para a função de ministro da Fazenda. Profissional renomado e respeitado pelo mercado, Guedes vem elaborando um plano econômico para a campanha de Bolsonaro com viés liberal, propondo redução de impostos e burocracias, além das privatizações de estatais para combater a corrupção.

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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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