Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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Bolsonaro indica general para chefiar Secretaria de Governo



Nome de Carlos Alberto dos Santos Cruz para o cargo foi anunciado pelo presidente eleito na manhã desta segunda-feira (26)

presidente eleito Jair Bolsonaro indicou, no fim da manhã desta segunda-feira (26), o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz para ser o ministro-chefe da Segov (Secretaria de Governo) a partir de 1º de janeiro.

O militar tem 66 anos e já foi comandante das forças de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti e no Congo.

Em abril de 2017, Santos Cruz foi nomeado secretário de Segurança Pública do Ministério da Justiça. No ano seguinte, tornou-se consultor da ONU.

A Secretaria de Governo tem atualmente status de ministério. A pasta foi criada em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff e reunia a Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria da Micro e Pequena Empresa e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

No governo de Michel Temer, houve uma reestruturação e a Segov passou a responder apenas por questões institucionais e pela articulação política do Palácio do Planalto. Atualmente, a chefia é ocupada pelo ministro Carlos Marun.

O futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, chegou a dizer na semana passada que a Secretaria de Governo seria extinta. No entanto, Bolsonaro considera manter a pasta, apesar de ainda não ter detalhado como ela funcionará a partir de 2019.

Veja abaixo a mensagem publicada pelo presidente eleito:

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Gostaria de comunicar a indicação do General-de-Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz para a Secretaria de Governo.

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R7


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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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