Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Bolsonaro irozina aliança de centrão com Alckmin: ‘Tudo que não presta’



O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ironizou neste sábado (21), aliança firmada por seu adversário tucano, Geraldo Alckmin, com os partidos do centrão -DEM, PP, SD e PR.

“Eu quero cumprimentar o Alckmin. Ele juntou a alta nata de tudo que não presta no Brasil ao lado dele”, disse. O presidenciável fez uma ressalva, afirmando que não se referia aos deputados e senadores.

“A alta nata não quer dizer os parlamentares. A nata que define, que decide as situações”, disse.

Apesar de criticar o bloco de partidos, o deputado viu na última semana naufragar sua tentativa de firmar aliança com um deles, o PR de Valdemar Costa Neto, ex-deputado condenado no processo do mensalão. Com a parceria, ele tentava atrair o senador Magno Malta (ES) como vice em sua chapa.

Ao fim de um evento de formatura de paraquedistas do Exército, Bolsonaro disse que pretende se eleger para mudar a política do “toma lá dá cá” em Brasília.

Embora critique o centrão, ele diz ter canal aberto para dialogar com parte do centrão.

“Ele [Alckmin] é um general sem tropa porque 40% dos deputados que compõem esses partidos [centrão] têm um compromisso de governabilidade sem o toma lá da cá conosco.”

Capitão reformado, Bolsonaro participou do evento realizado anualmente pelo Exército no Rio de Janeiro. Vestido de terno preto e camisa branca, ficou na primeira fileira do palanque montado para receber oficiais ao lado de nomes como o general Braga Netto, interventor federal na Segurança do Rio de Janeiro.

No momento de cumprimento das famílias aos formandos, Bolsonaro desceu do palanque e foi cercado por pessoas que dedicaram palavras em apoio à sua candidatura e pediram para tirar selfies ao seu lado.

No domingo (22), ele será oficializado pelo PSL como pré-candidato ao Palácio do Planalto em convenção nacional do partido, no Rio.

Após duas tentativas frustradas de aliança -a primeira delas com PR e a segunda com o PRP do general reformado Augusto Heleno Bolsonaro- ainda segue na busca por um vice.

Ele confirmou que as tratativas com a advogada Janaina Paschoal, autora do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, seguem em curso. Ele disse que as conversas estão em fase de “noivado”.

“Ela é uma pessoa vivida na questão de sofrer pressão, do impeachment, de sofrer muita pressão. Então ela está apta a se manter numa tranquilidade quando pressionada. E logicamente a bagagem cultural dela, vai somar muito”, explicou.

Segundo ele, a escolha de seu vice se dará dentro do próprio PSL. Além do nome da advogada, é cotado para o cargo o presidente licenciado da legenda, Luciano Bivar.

“Eu acho que a Janaina é o ideal para o que a gente pretende. Vamos ter uma dupla em Brasília imune ao centrão”, disse.

Bolsonaro criticou a atual forma de o Executivo se relacionar com o Legislativo.

“Se é pra fazer a mesma coisa, não vote em mim. É simples: eu não quero conversar com Sergio Moro em Curitiba. Vocês falam tanto que tem que ter governabilidade… essa forma de governar é que levou o Brasil à ineficiência e à corrupção não encontrada em nenhum lugar do mundo.” Com informações da Folhapress.



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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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