Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

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Com mais de 5 mil focos de incêndio no ano, MT começa período proibitivo das queimadas



O período de proibição das queimadas em zona rural começou neste domingo (15) e vai durar 90 dias, até o dia 15 de outubro, podendo ser prorrogado.

Mais de 21 mil focos de incêndio já foram registrados no país neste ano. Desses, mais de 5 mil foram registrados em Mato Grosso, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O período de proibição das queimadas em zona rural começou neste domingo (15) e vai durar 90 dias, até o dia 15 de outubro, podendo ser prorrogado.

De acordo com o Inpe, do dia 1º de janeiro ao 14 de julho foram registrados 5,2 mil focos de queimadas em Mato Grosso.

Os mato-grossenses devem se preparar para dias mais secos nas próximas semanas depois de enfrentar, em mais de três ocasiões, temperaturas baixas causadas por frentes frias.

Dos 10 municípios brasileiros com mais focos de incêndio registrados no país neste ano, seis são de Mato Grosso: Feliz Natal, Nova Maringá, Tangará da Serra, Tabaporã e Gaúcha do Norte.

Prevenção

Um plano de ação com medidas de prevenção e combate a incêndios elaborado pela Concessionária Rota do Oeste para ampliar a segurança na BR-163 e evitar a incidência de queimadas e fumaça ao longo do trecho sob concessão.

Entre as ações preventivas adotadas rotineiramente pela Rota do Oeste estão a formação de aceiros, roçadas e supressão vegetal.

A Concessionária dispõe ainda de equipamentos para combate das chamas, como caminhões-pipa e abafadores em todos os veículos de inspeção da rodovia, além de estrutura para acionar o Corpo de Bombeiros de forma mais célere para atendimento em ocorrências de maiores proporções.

Em 2018, a Rota do Oeste atendeu 74 ocorrências relacionadas a queimadas. No período proibitivo de 2017 foram registrados 268 casos.

Cuidado e prevenção

Além de prejudicar o meio ambiente com a morte de espécies da fauna e da flora, as queimadas colocam em risco a segurança de quem trafega pela rodovia. Algumas dicas podem evitar as queimadas:

  • Não jogue lixo na rodovia, principalmente latas, vidros e bitucas de cigarro
  • Evite descartar tecidos sujos com material combustível (graxa, gasolina, querosene, etc);
  • Acione a PRF (191) ou Rota do Oeste (0800 065 0163) em caso de fumaça às margens da rodovia;
  • Alerte a Concessionária sobre incidência de fogo ou fumaça nas bases de atendimento ou praças de pedágio;
  • Nunca tente apagar incêndio às margens da rodovia. O correto é acionar a concessionária para que as providências sejam adotadas com segurança.
  •  G1 MT.


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Agro - Brasil

Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação de rodovia


Idosa se ajoelha diante de máquina para tentar impedir obra de duplicação da GO-330 — Foto: Arquivo pessoal/João Paulo Nogueira da Silva

A imagem da idosa Maria da Paz, de 78 anos, ajoelhada diante de uma máquina para impedir a entrada do equipamento em sua fazenda durante as obras de duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, ganhou ampla repercussão nas redes sociais. A obra, executada pelo Governo de Goiás, tem investimento total estimado em cerca de R$ 400 milhões.

Em nota, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) destacou ao g1 que não houve invasão da propriedade e que desapropriação da área não afeta a residência da idosa. O texto diz ainda que foi cumprida uma ordem judicial para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido de R$ 550 mil pagos à mulher. Segundo a agência, a idosa foi notificada em março de 2026. (leia nota completa ao fim da reportagem).

 

O vídeo foi gravado na sexta-feira (29). Nas imagens, a idosa aparece pedindo para que as máquinas saiam do local. Outros vídeos mostram policiais e moradores ao redor de Maria.

Na noite de quarta-feira (27) até a manhã de quinta-feira (28), fazendeiros realizaram manifestação na GO-330 e bloqueram um trecho da rodovia. Na ocasião, a Goinfra emitiu uma nota afirmando que “desde o início do processo, buscou uma solução consensual para as desapropriações necessárias”.

Ao g1, João Paulo Nogueira da Silva, integrante da Comissão de Proprietários Atingidos pela Duplicação da GO-330, afirmou que 46 proprietários terão áreas desapropriadas para as obras e devem ser indenizados.

Segundo João, a reivindicação de Maria é para que as máquinas não avancem além da área necessária para a passagem da rodovia dentro da propriedade. De acordo com ele, a preocupação da idosa é evitar que partes da fazenda sejam utilizadas para a extração de cascalho.

Na propriedade, Maria tem vacas e vive da produção de queijo. No total, a fazenda possui 24 mil hectares, sendo que 36,84% da área será desapropriada.

Em nota, a Comissão informou que, de acordo com dados levantados pelo grupo, apenas dois proprietários afetados concluíram formalmente acordos com o Estado até o momento.

A Goinfra afirma que o valor pago a Maria da Paz “já é bem superior ao máximo praticado no mercado de Catalão, que é de R$ 40 mil por hectare ou R$ 193,6 mil por alqueire, o que, nesse caso, daria um total de R$ 367,8 mil pelo 1,9 alqueire da propriedade”.

Por outro lado, a Comissão defende que as indenizações oferecidas não refletem o valor real de mercado das propriedades rurais.

“​A Comissão de Proprietários reitera que nunca se posicionou contra o desenvolvimento da região ou a duplicação da rodovia. No entanto, exige que o direito constitucional à justa e prévia indenização seja respeitado”, destacou o texto.

De acordo com o governo, a duplicação da GO-330 será executada em etapas, divididas em três segmentos para acelerar o andamento das obras.

Segundo a Goinfra, a primeira fase abrange um trecho de 11,7 quilômetros entre o Posto Policial de Catalão e o trevo da GO-305. O investimento supera R$ 123 milhões e inclui a ampliação da pista atual, a construção de uma nova via em concreto betuminoso e a implantação de uma ponte sobre o córrego Cachoeirinha.

Já a segunda etapa contempla a duplicação e a restauração da pista existente em um trecho de 18,6 quilômetros, entre o trevo de Goiandira (GO-305) e a ponte sobre o Rio Veríssimo, no percurso entre Catalão e Ipameri, com investimento estimado em R$ 175,6 milhões.

Nota da Goinfra

A Goinfra sempre priorizou o diálogo e a solução consensual, mas uma família tenta manipular a opinião pública para receber recursos públicos indevidos.

O que ocorreu na propriedade foi o cumprimento de ordem judicial de imissão de posse para continuidade das obras, após depósito do valor legalmente definido (R$ 550 mil por 9 hectares), calculado por engenheiros independentes de forma técnica e isenta, conforme a legislação nacional.

Um oficial de justiça esteve no local e notificou formalmente os proprietários em março. A família optou por não receber as equipes porque reivindica R$ 5,8 milhões, valor que nenhuma avaliação técnica sustenta e nenhuma legislação que se refere ao setor público permite. O pagamento de tal valor (que representaria mais de R$ 2,2 milhões o alqueire) seria um ato descabido e ilegal, pois trata-se de um montante dez vezes acima do valor de mercado da propriedade.

A Goinfra cumpre a lei e a família vem utilizando a imagem da senhora para distorcer uma situação que já possui decisão judicial e assim tentar receber valores indevidos do poder público.

A obra é uma demanda histórica da população de Catalão, Ipameri e Pires do Rio; e a Goinfra segue com diálogo aberto e comprometida com a legalidade, a transparência e a entrega da obra para a região.

G1/GO

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