Primavera do Leste / MT - Domingo, 14 de Junho de 2026

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Polícia

Curandeiro é investigado por fazer meninas ficarem nuas para ‘tirar feitiço’



Um homem está sendo investigado pela Polícia Civil (PJC) após denúncia de que se apresentava como curandeiro para aplicar golpes através de mensagens enviadas pelo celular. O acusado obrigava as vítimas a ficarem nuas para que um suposto feitiço fosse quebrado.

 

De acordo com as investigações, “o trabalho” era feito depois que as meninas ficavam nuas e passavam sal no corpo. Neste momento, ele acompanhava todo o ritual por chamada de vídeo.

Tudo começa quando a vítima recebe uma ligação e o criminoso se apresenta como macumbeiro. Por telefone, ele afirmava que foi contratado para realizar um feitiço que pode trazer vários prejuízos.

 

“À meia-noite, uma coisa vai acontecer, vai cair cabelo, vai ficar na cadeira de roda, uma coisa muito ruim vai acontecer, não estou brincando. Para evitar, você entra dentro do seu quarto, que vou te ligar por videoconferência. Você tira a roupa e passa o sal no seu corpo, eu vou estar olhando você passar. Quando você terminar de passar, vai sentir alguém saindo de você”, dizia o criminoso as vítimas.

 

Segundo o delegado da Delegacia da Mulher, Cláudio Santana, que é responsável pelo caso o golpe tem como foco apenas menores de idade.

“Temos vários registros de casos semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir em diversas cidades de Mato Grosso. Então, pode ser mais fácil deixar a vítima assustada e ele consegue passar orientações para desfazer o suposto feitiço”, pontuou.

 

Um dos familiares das vítimas que caiu no golpe levou todas as conversas e ligações gravadas até a Polícia Civil. Na delegacia, a foi pontuado que não se tratava de um caso isolado, mas de um golpe que vem sendo aplicado em várias adolescentes.

O caso segue em investigação e o criminoso deve responder por crime de constrangimento ilegal, ameaça e outros crimes previsto pelo Estatuto de Criança do Adolescente (ECA).

 

(Com informações do site Agora MT e Gazeta)



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Brasil

Mulher inventa ameaças contra si mesma e acaba presa


Uma reviravolta impressionante na Baixada Fluminense chocou as autoridades policiais nesta quinta-feira (11/6). Uma mulher foi presa em Nilópolis (RJ) sob a acusação de arquitetar um plano extremamente elaborado para se passar por vítima de perseguições, ameaças e outros delitos graves. No entanto, segundo a Polícia Civil, os crimes nunca aconteceram.

A prisão preventiva da suspeita, identificada como Aline da Conceição da Silva Santos, foi o resultado de uma investigação minuciosa conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os agentes começaram a desconfiar após identificarem um padrão incomum e repetitivo em dezenas de registros de ocorrência feitos pela mesma pessoa nos últimos anos.

O Modus Operandi do Esquema Virtual

De acordo com as apurações, Aline utilizava uma estrutura sistemática para dar veracidade às suas falsas denúncias. Ela comprava e cadastrava linhas telefônicas em nome de terceiros e criava perfis fakes em aplicativos de mensagens.

A partir daí, a suspeita simulava conversas inteiras de ameaças, forjava perseguições digitais e criava cenários fictícios altamente detalhados. Munida dessas “provas” criadas por ela mesma, ela ia até as delegacias. Ao todo, a polícia identificou mais de 20 boletins de ocorrência em diferentes unidades do estado onde Aline figurava como a suposta vítima.

Advogado de Ex-Marido Foi Alvo das Falsas Denúncias

O esquema cruel não servia apenas para chamar a atenção, mas também para prejudicar pessoas reais. Uma das principais vítimas do golpe foi o advogado do ex-companheiro de Aline.

A investigada registrou diversas queixas criminais contra o profissional e chegou a usar o judiciário para solicitar medidas protetivas de urgência contra ele, atribuindo ao advogado condutas criminosas inventadas. A farsa acabou mobilizando desnecessariamente o aparelho público e colocando em risco a reputação e a liberdade de inocentes.

Prisão e Acusações Graves

Após um longo trabalho de inteligência, monitoramento e coleta de provas digitais, os policiais da DRCI conseguiram mapear o conjunto de pessoas prejudicadas pelas mentiras e localizaram Aline em Nilópolis, onde o mandado de prisão foi cumprido.

Agora, a farsa digital chegou ao fim. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e responderá judicialmente por uma extensa lista de crimes, incluindo perseguição (stalking), falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa.


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