Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 13 de Abril de 2026

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Curandeiro é investigado por fazer meninas ficarem nuas para ‘tirar feitiço’



Um homem está sendo investigado pela Polícia Civil (PJC) após denúncia de que se apresentava como curandeiro para aplicar golpes através de mensagens enviadas pelo celular. O acusado obrigava as vítimas a ficarem nuas para que um suposto feitiço fosse quebrado.

 

De acordo com as investigações, “o trabalho” era feito depois que as meninas ficavam nuas e passavam sal no corpo. Neste momento, ele acompanhava todo o ritual por chamada de vídeo.

Tudo começa quando a vítima recebe uma ligação e o criminoso se apresenta como macumbeiro. Por telefone, ele afirmava que foi contratado para realizar um feitiço que pode trazer vários prejuízos.

 

“À meia-noite, uma coisa vai acontecer, vai cair cabelo, vai ficar na cadeira de roda, uma coisa muito ruim vai acontecer, não estou brincando. Para evitar, você entra dentro do seu quarto, que vou te ligar por videoconferência. Você tira a roupa e passa o sal no seu corpo, eu vou estar olhando você passar. Quando você terminar de passar, vai sentir alguém saindo de você”, dizia o criminoso as vítimas.

 

Segundo o delegado da Delegacia da Mulher, Cláudio Santana, que é responsável pelo caso o golpe tem como foco apenas menores de idade.

“Temos vários registros de casos semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir em diversas cidades de Mato Grosso. Então, pode ser mais fácil deixar a vítima assustada e ele consegue passar orientações para desfazer o suposto feitiço”, pontuou.

 

Um dos familiares das vítimas que caiu no golpe levou todas as conversas e ligações gravadas até a Polícia Civil. Na delegacia, a foi pontuado que não se tratava de um caso isolado, mas de um golpe que vem sendo aplicado em várias adolescentes.

O caso segue em investigação e o criminoso deve responder por crime de constrangimento ilegal, ameaça e outros crimes previsto pelo Estatuto de Criança do Adolescente (ECA).

 

(Com informações do site Agora MT e Gazeta)



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‘Pouca Sombra’ é preso suspeito de integrar quadrilha que fez o maior assalto de MT


Suspeito é apontado como chefe da logística de mega-assalto em Confresa, sendo uma peça-chave na organização do crime que aterrorizou a cidade em 2023

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um dos principais suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pelo maior roubo da história do Estado, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa.

 

A prisão ocorreu na quarta-feira (8), em Marabá (PA), durante a terceira fase da Operação Pentágono.

Segundo o portal Marabá em Foco, o suspeito conhecido como ‘Pouca Sombra’, Pablo Henrique de Sousa Franco, foi apontado como chefe da logística do ataque.

Na mesma ação, também foi preso Josivan Pereira da Silva, outro investigado por participação no crime.

 

Segundo as investigações, ‘Pouca Sombra’ teria atuado diretamente na estrutura logística da quadrilha, responsável por garantir transporte, rotas de fuga e suporte operacional para a execução do assalto.

 

A Polícia Civil não detalhou, até o momento, todas as atribuições individuais dos suspeitos.

 

Ação em cinco estados

A ofensiva policial cumpre ao todo 97 ordens judiciais em cinco estados, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

 

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado, o grupo tinha atuação interestadual e estrutura altamente organizada, com divisão em núcleos que incluíam comando financeiro, planejamento, execução e apoio logístico em diferentes regiões do país.

 

As investigações apontam que pelo menos 50 pessoas participaram direta ou indiretamente do crime, que seguiu o modelo conhecido como ‘domínio de cidades’, quando criminosos cercam o município, atacam forças de segurança e causam pânico para facilitar a ação principal.

Confresa foi sitiada

O ataque aconteceu em 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio, enquanto outros destruíam veículos e espalhavam terror pela cidade.

 

O alvo principal era a transportadora de valores Brink’s. Apesar do uso de explosivos de alta potência, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, abandonando veículos e equipamentos utilizados na ação.

 

Segundo o delegado da GCCO, Gustavo Belão, esta fase da operação representa um avanço importante ao atingir integrantes dos núcleos de comando, financiamento e logística, considerados essenciais para a execução do crime.

 

As investigações também revelaram que os recursos movimentados pela organização têm origem em outros roubos de grande porte realizados no país, além de crimes menores usados para lavagem de dinheiro.

 

Após o ataque, 18 suspeitos morreram em confrontos com forças de segurança durante buscas realizadas no Tocantins. Outros envolvidos já haviam sido presos em fases anteriores da operação.

 

A Operação Pentágono integra a estratégia estadual de combate ao crime organizado e conta com apoio de forças policiais de diversos estados, reforçando a atuação conjunta para desarticular quadrilhas com atuação nacional.

Fonte MidiaMax

 


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