Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 31 de Marco de 2026

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Polícia

Curandeiro é investigado por fazer meninas ficarem nuas para ‘tirar feitiço’



Um homem está sendo investigado pela Polícia Civil (PJC) após denúncia de que se apresentava como curandeiro para aplicar golpes através de mensagens enviadas pelo celular. O acusado obrigava as vítimas a ficarem nuas para que um suposto feitiço fosse quebrado.

 

De acordo com as investigações, “o trabalho” era feito depois que as meninas ficavam nuas e passavam sal no corpo. Neste momento, ele acompanhava todo o ritual por chamada de vídeo.

Tudo começa quando a vítima recebe uma ligação e o criminoso se apresenta como macumbeiro. Por telefone, ele afirmava que foi contratado para realizar um feitiço que pode trazer vários prejuízos.

 

“À meia-noite, uma coisa vai acontecer, vai cair cabelo, vai ficar na cadeira de roda, uma coisa muito ruim vai acontecer, não estou brincando. Para evitar, você entra dentro do seu quarto, que vou te ligar por videoconferência. Você tira a roupa e passa o sal no seu corpo, eu vou estar olhando você passar. Quando você terminar de passar, vai sentir alguém saindo de você”, dizia o criminoso as vítimas.

 

Segundo o delegado da Delegacia da Mulher, Cláudio Santana, que é responsável pelo caso o golpe tem como foco apenas menores de idade.

“Temos vários registros de casos semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir em diversas cidades de Mato Grosso. Então, pode ser mais fácil deixar a vítima assustada e ele consegue passar orientações para desfazer o suposto feitiço”, pontuou.

 

Um dos familiares das vítimas que caiu no golpe levou todas as conversas e ligações gravadas até a Polícia Civil. Na delegacia, a foi pontuado que não se tratava de um caso isolado, mas de um golpe que vem sendo aplicado em várias adolescentes.

O caso segue em investigação e o criminoso deve responder por crime de constrangimento ilegal, ameaça e outros crimes previsto pelo Estatuto de Criança do Adolescente (ECA).

 

(Com informações do site Agora MT e Gazeta)



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Polícia

Assessor vereador preso: polícia revela estrutura por trás da morte de engenheiro em Primavera


 A Polícia Civil bateu cedo e bateu firme. Na manhã desta segunda-feira (30), a Operação Linha de Mando avançou no caso do engenheiro Afrelino Baptistella Júnior, executado a tiros em 2022. Teve prisão em flagrante, mandados cumpridos e peça importante da engrenagem criminosa exposta.

 

Segundo consta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal, em endereços ligados a suspeitos que fariam parte da cadeia de comando do assassinato.

 

O crime, registrado em 22 de novembro de 2022, foi direto e sem chance de reação. Um homem em uma motocicleta emparelhou com o carro da vítima e abriu fogo. O engenheiro morreu no local. Uma médica que estava com ele sobreviveu.

 

A linha de investigação é clara: execução planejada. Emboscada. Nada de latrocínio.

 

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de crime encomendado, com divisão de funções. Mandante, intermediador e executor. Entre os investigados aparecem um possível mandante, a esposa dele, um policial militar e um ex-policial militar apontado como autor dos disparos.

 

A motivação, segundo consta, gira em torno de conflitos pessoais. Ciúmes, ameaças e desentendimentos.

 

Durante a operação, um dos alvos acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Na casa dele, os policiais encontraram uma pistola carregada, munições na câmara e no carregador, além de mais munições dentro de um veículo.

 

Celulares, documentos e a arma foram apreendidos. Todo o material vai passar por perícia. A suspeita é que a arma tenha ligação direta com o homicídio.

 

O delegado Eric Martins afirmou que a operação é mais uma etapa para fechar o quebra-cabeça e responsabilizar todos os envolvidos.

Até agora, os nomes não foram divulgados.

Mas o cerco está fechando.


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