Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Polícia

Curandeiro é investigado por fazer meninas ficarem nuas para ‘tirar feitiço’



Um homem está sendo investigado pela Polícia Civil (PJC) após denúncia de que se apresentava como curandeiro para aplicar golpes através de mensagens enviadas pelo celular. O acusado obrigava as vítimas a ficarem nuas para que um suposto feitiço fosse quebrado.

 

De acordo com as investigações, “o trabalho” era feito depois que as meninas ficavam nuas e passavam sal no corpo. Neste momento, ele acompanhava todo o ritual por chamada de vídeo.

Tudo começa quando a vítima recebe uma ligação e o criminoso se apresenta como macumbeiro. Por telefone, ele afirmava que foi contratado para realizar um feitiço que pode trazer vários prejuízos.

 

“À meia-noite, uma coisa vai acontecer, vai cair cabelo, vai ficar na cadeira de roda, uma coisa muito ruim vai acontecer, não estou brincando. Para evitar, você entra dentro do seu quarto, que vou te ligar por videoconferência. Você tira a roupa e passa o sal no seu corpo, eu vou estar olhando você passar. Quando você terminar de passar, vai sentir alguém saindo de você”, dizia o criminoso as vítimas.

 

Segundo o delegado da Delegacia da Mulher, Cláudio Santana, que é responsável pelo caso o golpe tem como foco apenas menores de idade.

“Temos vários registros de casos semelhantes, sempre com o mesmo modo de agir em diversas cidades de Mato Grosso. Então, pode ser mais fácil deixar a vítima assustada e ele consegue passar orientações para desfazer o suposto feitiço”, pontuou.

 

Um dos familiares das vítimas que caiu no golpe levou todas as conversas e ligações gravadas até a Polícia Civil. Na delegacia, a foi pontuado que não se tratava de um caso isolado, mas de um golpe que vem sendo aplicado em várias adolescentes.

O caso segue em investigação e o criminoso deve responder por crime de constrangimento ilegal, ameaça e outros crimes previsto pelo Estatuto de Criança do Adolescente (ECA).

 

(Com informações do site Agora MT e Gazeta)



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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