Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 04 de Marco de 2026

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Delação de Riva assusta ex e atuais deputados, a deleção revela que Riva pagou mais de R$ 100 milhões em propina para deputados em MT



O ex-deputado estadual José Riva revelou em sua delação premiada que pagou mais de R$ 100 milhões em propina durante os 20 anos em que comandou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A informação é da coluna Radar, do site da Revista Veja.

O ex-deputado estadual ainda está em negociação de sua colaboração com a Procuradoria Geral da República. Porém, tem prestado depoimentos relevantes que podem culminar com a homologação do acordo. Além disso, Riva teria fornecido documentos e vídeos para comprar aquilo que está dizendo.

De acordo com a revista Veja, o esquema comandado por Riva no Estado seria um dos maiores do país em se tratando de políticos de pouca expressão nacional. “Com sua delação na reta final, ele admitirá à PGR que pagou mais de 100 milhões de reais de suborno ao longo dos 20 anos em que se manteve no poder”, diz a coluna Radar.

O dinheiro, em quase sua totalidade, teria ficado com deputados estaduais ao longo dos últimos 20 anos. Ele seria utilizado para, entre outras coisas, “comprar” eleição da Mesa Diretora e evitar a fiscalização sobre seus atos a frente do poder legislativo.

A revista “comemora” o fato do ex-presidente da Assembleia não buscar cargos de maior relevância, como de deputado federal ou senador. “Sorte do Brasil que Riva não sonhou mais alto”, finaliza.

José Riva comandou a Assembleia Legislativa entre os anos de 1994 e 2014. Depois que deixou o mandato, foi preso por três vezes acusado de desviar recursos do parlamento estadual.

Desde o ano passado, o ex-deputado tem adotado uma postura mais colaborativa. Além de assumir os crimes imputados pelo Ministério Público, passou a colaborar com as investigações e revelar “novos atores” às fraudes. Em um dos seus depoimentos, listou 33 deputados e ex-deputados que receberam uma “mesada” durante o período em que comandou o legislativo.

Ele também passou a articular um acordo de colaboração premiada com a PGR. A delação ganhou força após o ex-governador Silval Barbosa, que já teve acordo homologado pelo STF, colocá-lo em diversos cenários criminosos.

Folha max



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Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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