Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 27 de Marco de 2026

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A Palavra

Delação de Silval pode fazer Nininho perder MT-130



O deputado estadual Ondanir Bortolini -PSD, Nininho, também foi apontado pelo ex-governador do Estado, Silval Barbosa -PMDB, como beneficiário em esquema corrupto. A delação “monstruosa” do peemedebista homologada junto à Procuradoria Geral da República atingiu a maioria dos políticos do Estado.

Nininho, além de político, é empreiteiro e corre o risco de perder a concessão da rodovia estadual MT -130, que liga Rondonópolis a Primavera do Leste. A via é administrada perla concessionária Morro da Mesa, da qual Nininho é acionista.

Desde a delação de Silval, o Ministério Público do Estado -MPE está acompanhando o caso. Em seu depoimento, o ex-governador confessou um esquema ilícito entre ele, Nininho e o empresário Eloi Brunetta.

Segundo Silval, Nininho e o empresário o teriam procurado, em 2011, para viabilizar a concessão da MT-130 no referido trecho. O acordo era simples: concessão autorizada e cobrança de pedágio mediante pagamento de propina. Neste caso, segundo o agora delator, R$ 7 milhões.

No esquema, segue Silval, cheques teriam sido emitidos por uma construtora, para maquiar a origem e o repasse do dinheiro. Quanto ao destino, a propina teria sido usada para: pagamento de dívida de Silval com Jurandir Vieira (um dos operadores financeiros investigados no âmbito da operação Ararath), quitação de dívida de terceiros junto ao próprio empresário, troca de cheques com Jurandir por dinheiro em espécie (por intermédio de Rodrigo, filho de Silval) e pagamento de propina a outros agentes públicos, que deviam para o empresário do ramo de factoring, Valdir Piran, exaustivamente apontado na delação de Silval.

Gazeta MT



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geral

Ministério reúne indígenas para acordo sobre ferrovia que chegará até Lucas do Rio Verde


O governo federal informou hoje que avançou no diálogo com lideranças do povo Xavante da Terra Indígena Marechal Rondon sobre a construção de um trecho de 80 quilômetros da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), prevista para chegar até Lucas do Rio Verde. As reuniões ocorreram ontem e hoje, em Brasília, sob liderança do Ministério dos Transportes com a participação do ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Infra S.A.

 

O ministério dos Transportes destacou que conduz projetos de infraestrutura com base na escuta ativa das populações afetadas e na construção conjunta de soluções. “Nosso compromisso é garantir que o desenvolvimento ocorra com responsabilidade e respeito. A Fico é estratégica para o país, mas precisa ser construída com diálogo e legitimidade”, afirmou o subsecretário de Sustentabilidade da pasta, Cloves Benevides.

 

O diretor de Empreendimentos da Infra, André Ludolfo, destacou que o avanço da ferrovia está condicionado ao entendimento com as comunidades. “Este projeto só avançará com diálogo contínuo, transparente e respeitoso com os povos indígenas. Não há hipótese de implementação sem o entendimento das comunidades”, ressaltou.

 

Ao longo das articulações, nove caciques, representantes de vinte e quatro aldeias, apresentaram demandas sobre impactos e contrapartidas do empreendimento, incluindo infraestrutura básica nas comunidades, melhoria de estradas e participação nos benefícios econômicos da ferrovia.

 

“Estamos tratando do futuro da nossa comunidade e isso exige respeito. Somos nós que vivemos na terra e precisamos decidir”, disse o cacique Joenil Waiaudzé, ao defender que a interlocução com o poder público ocorra de forma direta e com resultados concretos para as aldeias.

 

A Fico é um projeto estratégico para a logística nacional, voltado ao escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Conectada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), integra o Corredor Leste-Oeste, ampliando o acesso ferroviário aos portos do Arco Norte. Com 383 quilômetros de extensão, a Fico I liga Água Boa, em Mato Grosso, a Mara Rosa (GO). O segundo trecho, ainda sem previsão para ser iniciado, conectará Mara Rosa a Lucas do Rio Verde.


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Brasil

JUSTIÇA FEITA! Réus do caso Sara Freitas são condenados com pena máxima pelo assassinato da cantora


Foram condenados à pena máxima na noite desta quarta-feira (25), após julgamento em júri popular, os três acusados pelo assassinato de Sara Freitas. São eles, o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime, condenado a 34 anos em regime fechado; Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, condenado a 28 anos e Victor Gabriel Oliveira Neves, condenado a 33 anos.

De acordo com as investigações, Weslen Pablo, o bispo Zadoque, foi responsável por esfaquear a vítima enquanto ela era imobilizada por Victor Gabriel. Todos foram condenados por feminicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e associação criminosa.

 

 

Além dos três, um quarto envolvido já havia sido condenado. Trata-se de Gideão Duarte de Lima, acusado de atrair a cantora até o local onde ela foi emboscada e assassinada. Ele foi sentenciado, em abril do ano passado, a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

O CRIME

Sara Freitas foi assassinada com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. A cantora ficou desaparecida por quatro dias antes de ser encontrada morta, em 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, em Dias D’Ávila.

Fonte: AloJuca


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