Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 22 de Setembro de 2026

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Doze meninos e técnico estão fora de caverna na Tailândia



Quatro meninos e o técnico foram os últimos a deixar a caverna Tham Luang, no norte do país. Chuva complica operação desta terça.

s quatro meninos e o técnico de futebol deixaram a caverna Tham Luang, no norte da Tailândia, nesta terça-feira (10), terceiro dia de resgate. De acordo com a Marinha tailandesa, eles passam bem. Oito crianças já tinham sido resgatadas desde o começo das operações, no domingo (8).

Houve uma certa demora em transferir os meninos da entrada da caverna para o helicóptero, mas três ambulâncias já deixaram o local, de acordo com a BBC.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, afirmou que os meninos receberam ansiolíticos antes de serem levados à superfície, segundo o “The Guardian”. Nos últimos dias, resgatados foram vistos chegar à superfície em macas.

As oito primeiras crianças trazidas para a superfície estão internadas no hospital da província de Chiang Rai, que fica a cerca de 70 km da caverna, mas passam bem. Elas estão em quarentena para evitar alguma infecção já que a saúde do grupo ficou fragilizada por um longo período de jejum forçado.

Nesta terça, chove forte na região, o que pode elevar o tempo de resgate do grupo. O objetivo da missão desta terça, segundo um porta-voz oficial do resgate, é trazer à superfície, além dos remanescentes do grupo, um médico e três fuzileiros navais que entraram na cavidade subterrânea para dar assistência ao grupo.

Operação delicada

A operação de resgate é bastante complexa e perigosa: as galerias subterrâneas estão completamente escuras e são de difícil acesso. O grupo precisa atravessar trechos inundados, muito estreitos e com um relevo bastante acidentado. Alguns dos meninos não sabem nadar. Todos precisaram aprender técnicas de mergulho às pressas. O estado de saúde dos meninos e do técnico também preocupam a equipe de resgate.

Os nomes dos resgatados não foram divulgados nem mesmo para os pais. As autoridades tomaram essa atitude para preservar os pais das crianças que ainda não tinham sido retiradas da caverna. Questões culturais explicam a decisão das autoridades.

Equipes de resgate se preparam para levar crianças resgatadas em caverna na Tailândia para hospital   (Foto: Facebook/Police Thailand News/via Reuters )

Equipes de resgate se preparam para levar crianças resgatadas em caverna na Tailândia para hospital (Foto: Facebook/Police Thailand News/via Reuters )

Em princípio, o governo anunciou que os 12 meninos, de 11 a 16 anos, e o técnico, de 25 anos, seriam retirados em quatro grupos. O primeiro, com quatro crianças, e depois três grupos de três pessoas. Diante do sucesso do primeiro dia de operação, que aconteceu no domingo (8), quatro pessoas também foram retiradas na segunda (9).

Operação de resgate em caverna da Tailândia chega ao 3º dia

Operação de resgate em caverna da Tailândia chega ao 3º dia

Entre as operações, existe uma pausa para que novos cilindros de oxigênio fossem colocados na cavidade subterrânea e para o descanso dos mergulhadores. Uma equipe de 90 mergulhadores foi mobilizada – 50 estrangeiros e 40 tailandeses. Mais de 1000 pessoas fazem parte das equipes.

No dia 23 de junho, o time de futebol “Javalis Selvagens” entrou na caverna após um treino e foi surpreendido pelas fortes chuvas, que provocaram a inundação das galerias subterrâneas. O grupo passou nove dias desaparecido até que dois mergulhadores britânicos os localizassem na segunda-feira (2). Abatidos, eles estavam sobre uma rocha a mais de 4 km da entrada da gruta.

Medo de tempestade

No início, as autoridades estudaram deixar o grupo dentro da caverna até o fim da estação chuvosa – o que significava que eles poderiam ficar presos por até quatro meses. Porém, o bombeamento constante de água para fora da cavidade e a interrupção das fortes chuvas contribuíram para que o nível da água abaixasse, possibilitando o resgate.

A queda no nível de oxigênio na cavidade subterrânea e a elevação do dióxido de carbono também pressionaram as equipes abreviar o resgate.

As equipes começaram a esvaziar o entorno da caverna para a operação de resgate ainda no fim da noite de sábado (7). Os mais de 1000 jornalistas que acompanham o resgate tiveram que se afastar da região.

Como é feito o resgate dos 12 garotos e do técnico que ficaram presos em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/G1)


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🎄 “NATAL SOLIDÁRIO” NA GESTÃO DO EX-PREFEITO LÉO BORTOLIN: DOCUMENTOS APONTAM R$ 353.100,00 EM PAGAMENTOS E LEVANTAM QUESTIONAMENTOS


Imagem meramente ilustrativa, Charge.

Empenhos registrados em dezembro de 2024 envolvem servidores municipais e despertam dúvidas sobre folha complementar, prestação de serviços e critérios utilizados para os pagamentos

Por Redação

Dezembro é conhecido como o mês da solidariedade, dos presentes e do espírito natalino. Em Primavera do Leste, durante a gestão do então prefeito Leonardo Tadeu Bortolin (MDB), documentos analisados pela reportagem apresentam uma espécie de “Natal Solidário” que chama atenção pelo tamanho dos valores envolvidos.

Segundo a documentação encaminhada para análise, quatro empenhos realizados em dezembro de 2024 somam R$ 353.100,00, envolvendo pagamentos a servidores municipais por meio de registros descritos como folha complementar e prestação de serviços.

O caso levanta questionamentos sobre a origem dos valores, os critérios utilizados para escolha dos beneficiários, a natureza dos serviços e a existência de eventual respaldo legal para os pagamentos.

É importante destacar que os documentos analisados não permitem concluir, por si só, que tenha ocorrido crime ou desvio de recursos públicos. O próprio material ressalta que as cópias apresentadas não são documentos oficiais e que os documentos originais devem ser solicitados à Prefeitura para confirmação.


🎅 O primeiro “presente”: R$ 75.000,00

O primeiro registro que chama atenção é o empenho nº 18.770, realizado em 2 de dezembro de 2024, no valor de R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais).

O histórico apresentado na documentação aparece como “FOLHA DE PAGAMENTO CONCURSO COMPLEMENTAR”, utilizando o elemento de despesa relacionado a serviço de apoio administrativo técnico operacional.

De acordo com os documentos apresentados, três servidores teriam recebido R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) cada:

  • Edvane Evangelista Dias, identificada no documento como chefe de Recursos Humanos;
  • Hélio Schneider Paulus Neto, identificado como secretário de Administração;
  • Thiago Campos Ramalho, identificado como contador-geral do município.

Os valores aparecem nas folhas apresentadas como pagamentos complementares.

E aqui começa a primeira pergunta da reportagem:

Se o registro aparece como folha complementar, qual foi a natureza jurídica dessa verba e qual legislação autorizou o pagamento?


💰 Seis dias depois, outro pagamento de R$ 65.100,00

O chamado “espírito natalino” não teria parado no primeiro pagamento.

Em 6 de dezembro de 2024, aparece o empenho nº 18.874, no valor de R$ 65.100,00 (sessenta e cinco mil e cem reais).

Desta vez, a descrição apresentada no documento é de serviços de seleção e treinamento, novamente envolvendo servidores municipais como beneficiários.

A questão que naturalmente surge é:

Quais serviços foram prestados, em que período, por quais servidores e qual foi a justificativa para a remuneração extraordinária?


🎄 Dezembro ainda não tinha acabado

Se alguém imaginasse que os pagamentos extraordinários terminariam na primeira quinzena de dezembro, os documentos indicam o contrário.

A documentação aponta ainda dois outros empenhos:

12 de dezembro de 2024 — Empenho nº 18.935:
R$ 79.000,00 (setenta e nove mil reais).

30 de dezembro de 2024 — Empenho nº 19.762:
R$ 134.000,00 (cento e trinta e quatro mil reais).

Segundo o material analisado, esses pagamentos também foram destinados a servidores mediante registros relacionados à prestação de serviços.

📊 A conta do “Natal”

Somando os quatro valores apresentados na documentação:

  • R$ 75.000,00
  • R$ 65.100,00
  • R$ 79.000,00
  • R$ 134.000,00

Total: R$ 353.100,00

Ou seja, mais de trezentos e cinquenta mil reais em empenhos mencionados no documento somente durante dezembro de 2024.

Enquanto boa parte da população estava preocupada com ceia, presentes e contas de fim de ano, os documentos analisados levantam uma questão bem menos festiva:

Quem recebeu, por que recebeu e qual foi a base legal para receber?


🔎 Servidor público prestando serviço para a própria Prefeitura?

Um dos pontos mais sensíveis apresentados na documentação está justamente na descrição dos pagamentos.

O material questiona como servidores municipais poderiam aparecer como prestadores de serviços remunerados pelo próprio Município.

A pergunta é direta: se o servidor já possui vínculo com a Prefeitura e recebe salário pelo cargo que ocupa, qual serviço adicional teria sido prestado para justificar uma remuneração específica?

Isso não significa, automaticamente, que o pagamento seja ilegal. Para chegar a essa conclusão seria necessário analisar a legislação aplicável, os atos administrativos, contratos ou instrumentos equivalentes, a natureza das funções exercidas e a efetiva prestação dos serviços.

Mas a dúvida documental existe — e merece resposta.


📑 “Folha complementar”, mas onde está o registro?

Outro questionamento apresentado é relacionado à classificação dos pagamentos.

O material questiona por que determinados valores teriam sido registrados como folha complementar e, segundo o documento, não estariam identificados da mesma forma no Portal da Transparência.

Também questiona por que somente um grupo específico de servidores teria sido beneficiado.

Nesse ponto, a investigação documental precisa avançar.

Seria necessário verificar os documentos oficiais completos, incluindo empenho, liquidação, ordem de pagamento, legislação autorizativa e demais registros administrativos relacionados a cada despesa.


⚖️ Qual era a lei? Qual era o critério?

O próprio material levanta outra série de perguntas:

Existia uma lei autorizando os pagamentos?

Qual era a base de cálculo?

Qual foi o critério utilizado para selecionar os servidores?

Por que determinados servidores foram contemplados?

A eventual legislação utilizada seria aplicável à situação concreta?

Essas perguntas são relevantes porque, quando se trata de dinheiro público, não basta apenas existir um pagamento registrado.

É preciso que exista previsão legal, finalidade pública, procedimento adequado e documentação capaz de demonstrar a regularidade da despesa.


👀 E qual seria a participação da gestão da época?

Outro ponto levantado pelo documento diz respeito à administração do então prefeito Leonardo Bortolin.

A documentação observa que parte dos servidores mencionados ocupava cargos de nomeação e cita, entre eles, o então secretário de Administração. Por isso, questiona qual teria sido a participação do gestor da época na autorização ou realização dos pagamentos.

Novamente, isso não constitui prova de irregularidade por parte do ex-prefeito. A responsabilidade administrativa ou eventual responsabilidade pessoal precisa ser estabelecida a partir de documentos oficiais e de uma apuração competente.


🧐 A investigação está justamente nas perguntas

O documento analisado apresenta uma série de questionamentos que podem ser resumidos em alguns pontos centrais:

1. Qual era a base legal dos pagamentos?

2. Os valores eram salários, gratificações ou pagamentos por serviços extraordinários?

3. Quais serviços foram efetivamente realizados?

4. Os serviços estavam fora das atribuições normais dos servidores?

5. Quem autorizou cada pagamento?

6. Qual foi o critério para escolha dos beneficiários?

7. Por que determinados servidores receberam valores elevados?

8. Existem documentos oficiais completos que comprovem a regularidade das despesas?

9. A legislação utilizada, caso existente, autorizava especificamente esse tipo de pagamento?

10. Houve algum tipo de controle ou análise pelos órgãos responsáveis?


🚨 Documento pede investigação

Na conclusão, o material afirma que os documentos apresentados deveriam ser confrontados com os originais junto à Prefeitura e defende a formalização de denúncia para apuração dos fatos.

O documento menciona suspeita de possível desvio de recursos públicos e aponta que os valores questionados poderiam representar dano ao erário superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) somente em dezembro de 2024.

Entretanto, a própria documentação faz uma ressalva importante: os documentos apresentados são cópias e suas versões originais devem ser solicitadas à Prefeitura Municipal de Primavera do Leste.


📣 EX-PREFEITO E ASSESSORIA FORAM PROCURADOS

A reportagem procurou o ex-prefeito Leonardo Bortolin e sua assessoria para apresentar os questionamentos levantados nesta matéria e oportunizar esclarecimentos sobre os pagamentos, os empenhos e os documentos mencionados.

Até o fechamento desta reportagem, não foi encaminhada nota ou manifestação oficial sobre os assuntos abordados.

O espaço permanece aberto para manifestação do ex-prefeito Leonardo Bortolin e de sua assessoria. Caso sejam encaminhados esclarecimentos posteriormente, a reportagem poderá publicar a manifestação, garantindo o direito de resposta e o contraditório.


🎄 Natal solidário ou uma conta que precisa ser explicada?

A reportagem não apresenta uma condenação. Apresenta documentos, valores e perguntas.

Os registros analisados apontam para R$ 353.100,00 em quatro empenhos realizados em dezembro de 2024, durante a gestão do então prefeito Leonardo Bortolin (MDB).

Agora cabe aos documentos oficiais responderem aquilo que os números, sozinhos, não conseguem explicar.

Quem autorizou?

Quem recebeu?

Por qual serviço?

Com base em qual lei?

Qual foi o critério?

E, principalmente:

O dinheiro público foi utilizado exatamente como determina a legislação?

Porque no setor público o espírito natalino pode até existir.

Mas, quando o presente sai do bolso do contribuinte, a sociedade tem o direito de saber quem ganhou, quanto ganhou e por quê.


📌 Fontes e documentos da reportagem

Fonte principal: documentação encaminhada à reportagem, contendo cópias de empenhos, folhas de pagamento e registros relacionados aos pagamentos realizados em dezembro de 2024.

Documentos de pagamentos e beneficiários: páginas 2 a 5 do material analisado.

Portal da Transparência citado no documento: a própria documentação informa que parte das informações foi obtida no Portal da Transparência do Município de Primavera do Leste.

Ressalva documental: o material informa expressamente que as cópias apresentadas não são documentos oficiais e que os originais devem ser solicitados à Prefeitura.

Nota editorial: esta reportagem apresenta os fatos e questionamentos constantes na documentação analisada. Não afirma a ocorrência de crime, desvio de recursos ou ilegalidade, uma vez que essas conclusões dependem da análise dos documentos oficiais e de eventual investigação pelos órgãos competentes.

 

 

https://scpi.primaveradoleste.mt.gov.br/transparencia/?AcessoIndividual=lnkDespesasPor_NotaEmpenho


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