Primavera do Leste / MT - Domingo, 28 de Junho de 2026

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Doze meninos e técnico estão fora de caverna na Tailândia



Quatro meninos e o técnico foram os últimos a deixar a caverna Tham Luang, no norte do país. Chuva complica operação desta terça.

s quatro meninos e o técnico de futebol deixaram a caverna Tham Luang, no norte da Tailândia, nesta terça-feira (10), terceiro dia de resgate. De acordo com a Marinha tailandesa, eles passam bem. Oito crianças já tinham sido resgatadas desde o começo das operações, no domingo (8).

Houve uma certa demora em transferir os meninos da entrada da caverna para o helicóptero, mas três ambulâncias já deixaram o local, de acordo com a BBC.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, afirmou que os meninos receberam ansiolíticos antes de serem levados à superfície, segundo o “The Guardian”. Nos últimos dias, resgatados foram vistos chegar à superfície em macas.

As oito primeiras crianças trazidas para a superfície estão internadas no hospital da província de Chiang Rai, que fica a cerca de 70 km da caverna, mas passam bem. Elas estão em quarentena para evitar alguma infecção já que a saúde do grupo ficou fragilizada por um longo período de jejum forçado.

Nesta terça, chove forte na região, o que pode elevar o tempo de resgate do grupo. O objetivo da missão desta terça, segundo um porta-voz oficial do resgate, é trazer à superfície, além dos remanescentes do grupo, um médico e três fuzileiros navais que entraram na cavidade subterrânea para dar assistência ao grupo.

Operação delicada

A operação de resgate é bastante complexa e perigosa: as galerias subterrâneas estão completamente escuras e são de difícil acesso. O grupo precisa atravessar trechos inundados, muito estreitos e com um relevo bastante acidentado. Alguns dos meninos não sabem nadar. Todos precisaram aprender técnicas de mergulho às pressas. O estado de saúde dos meninos e do técnico também preocupam a equipe de resgate.

Os nomes dos resgatados não foram divulgados nem mesmo para os pais. As autoridades tomaram essa atitude para preservar os pais das crianças que ainda não tinham sido retiradas da caverna. Questões culturais explicam a decisão das autoridades.

Equipes de resgate se preparam para levar crianças resgatadas em caverna na Tailândia para hospital   (Foto: Facebook/Police Thailand News/via Reuters )

Equipes de resgate se preparam para levar crianças resgatadas em caverna na Tailândia para hospital (Foto: Facebook/Police Thailand News/via Reuters )

Em princípio, o governo anunciou que os 12 meninos, de 11 a 16 anos, e o técnico, de 25 anos, seriam retirados em quatro grupos. O primeiro, com quatro crianças, e depois três grupos de três pessoas. Diante do sucesso do primeiro dia de operação, que aconteceu no domingo (8), quatro pessoas também foram retiradas na segunda (9).

Operação de resgate em caverna da Tailândia chega ao 3º dia

Operação de resgate em caverna da Tailândia chega ao 3º dia

Entre as operações, existe uma pausa para que novos cilindros de oxigênio fossem colocados na cavidade subterrânea e para o descanso dos mergulhadores. Uma equipe de 90 mergulhadores foi mobilizada – 50 estrangeiros e 40 tailandeses. Mais de 1000 pessoas fazem parte das equipes.

No dia 23 de junho, o time de futebol “Javalis Selvagens” entrou na caverna após um treino e foi surpreendido pelas fortes chuvas, que provocaram a inundação das galerias subterrâneas. O grupo passou nove dias desaparecido até que dois mergulhadores britânicos os localizassem na segunda-feira (2). Abatidos, eles estavam sobre uma rocha a mais de 4 km da entrada da gruta.

Medo de tempestade

No início, as autoridades estudaram deixar o grupo dentro da caverna até o fim da estação chuvosa – o que significava que eles poderiam ficar presos por até quatro meses. Porém, o bombeamento constante de água para fora da cavidade e a interrupção das fortes chuvas contribuíram para que o nível da água abaixasse, possibilitando o resgate.

A queda no nível de oxigênio na cavidade subterrânea e a elevação do dióxido de carbono também pressionaram as equipes abreviar o resgate.

As equipes começaram a esvaziar o entorno da caverna para a operação de resgate ainda no fim da noite de sábado (7). Os mais de 1000 jornalistas que acompanham o resgate tiveram que se afastar da região.

Como é feito o resgate dos 12 garotos e do técnico que ficaram presos em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/G1)


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A Palavra - Opinião

A primeira impressão ainda importa, e muito


Tania Rauber _é mentora em Comunicação e Oratória.

Sete segundos. Durante décadas, esse foi o tempo médio necessário para que alguém começasse a formar uma opinião sobre você. Em outras palavras, era o intervalo para causar uma boa impressão. Isso antes dos algoritmos, dos perfis e dos feeds transformarem a forma como consumimos informação, nos relacionamos e construímos conexões. Agora, com o digital cada vez mais presente em nossas vidas, esse prazo foi reduzido para até três segundos. Uma diminuição superior à metade, enquanto o desafio mais que duplicou.

Na internet, a disputa pela atenção é infinitamente maior. São milhares de estímulos competindo simultaneamente por alguns instantes do nosso olhar. Vídeos, fotos, anúncios, notificações e mensagens transformaram a atenção em um dos ativos mais valiosos da atualidade.

Antes mesmo de uma conversa presencial, somos apresentados ao mundo por meio de uma foto de perfil, uma publicação nas redes sociais, um vídeo, uma reunião online ou uma participação em um podcast. Em segundos, as pessoas formam percepções sobre quem somos e sobre o valor que podemos oferecer.

Engana-se quem acredita que isso está relacionado apenas à aparência. No ambiente digital, causar uma boa impressão depende de uma combinação de fatores. Clareza na comunicação, autenticidade, postura, linguagem corporal, consistência e, sobretudo, a capacidade de criar conexões fazem toda a diferença.

Nesse contexto, a oratória deixa de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar uma ferramenta estratégica. Saber organizar ideias, transmitir segurança e estabelecer conexões genuínas são competências capazes de transformar conhecimento em influência.

Não é raro encontrar profissionais altamente qualificados, com anos de experiência e profundo domínio técnico, que ainda enfrentam dificuldades para comunicar o próprio valor. Na prática, a percepção sobre quem somos começa antes mesmo da primeira palavra. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, não basta ser competente. É preciso tornar essa competência visível.

Isso não significa criar personagens ou buscar uma perfeição impossível. Pelo contrário. Autenticidade e preparo caminham juntos.

Porque, antes de confiar no que fazemos, as pessoas precisam confiar em quem somos. E essa relação é construída pela coerência entre aquilo que mostramos, o discurso que sustentamos e a experiência que entregamos.

No ambiente digital, personagens dificilmente se sustentam. A verdadeira autoridade nasce do alinhamento entre imagem, comunicação e propósito. Mais do que chamar atenção, é preciso construir credibilidade.

A primeira impressão abre portas. A coerência constrói confiança. E é dessa combinação que nasce a verdadeira autoridade. Por isso, hoje, mais do que nunca, a primeira impressão ainda importa. E muito.

 


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