Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Estudante morre após complicações em cirurgia de lipoaspiração em Cuiabá



Thayane foi transferida para outro hospital particular após as complicações, acompanhada de um anestesista e um cirurgião assistente, mas não resistiu e morreu.

Uma mulher de 35 anos morreu depois de complicações em uma lipoaspiração no Hospital Valore, em Cuiabá, nessa quarta-feira (23). Thayane Oliveira Sousa Leal deixa 3 filhos e o marido.

Em nota, o Hospital Valore informou que a paciente deu entrada na manhã do dia 23, passando por todos os protocolos de internação antes de ser encaminhada ao centro cirúrgico, onde ocorreu uma intercorrência (veja nota na íntegra no final da matéria).

“Durante o procedimento, houve uma intercorrência, sendo prestado prontamente todo o atendimento necessário. Conforme os protocolos estabelecidos, após a estabilização da paciente, ela foi transferida para outro hospital em Cuiabá, onde continuou a receber todo o suporte médico adequado”, disse.

Segundo a Polícia Civil, a vítima foi transferida para outro hospital particular após as complicações, acompanhada de um anestesista e um cirurgião assistente. As equipes do hospital tentaram reanimar a vítima, mas sem sucesso.

Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a morte da estudante. Thayane cursava óptica e optometria em uma faculdade particular da região e compartilhava sua paixão pela família e vida saudável.

O procedimento realizado na vítima custa a partir de R$ 6 mil, mas varia de acordo com a cidade, hospital e profissional escolhidos.

Outra morte

 

Eliza da Silva, 27 anos, morreu em 2021 — Foto: Arquivo Pessoal

Eliza da Silva, 27 anos, morreu em 2021 — Foto: Arquivo Pessoal

Em 2021, uma jovem de 27 anos morreu após passar por uma cirurgia plástica no mesmo hospital, em Cuiabá. A vendedora de carros Eliza da Silva sofreu um ataque cardíaco durante o procedimento.

Ela realizou todos os exames necessários, que não apresentaram nenhuma anormalidade. Apta para o procedimento, paciente foi liberada para realizá-lo.

Na época, a família da jovem registrou boletim de ocorrência e alegou negligência médica.

Apesar de ser considerada uma cirurgia estética, a lipoaspiração não é um procedimento tão simples assim. Ela requer a realização de diversos exames preparatórios e cuidados por parte do paciente e do médico, mas mesmo assim apresenta riscos.

G1/MT



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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