Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Fagundes contrasta Abilio e descarta resistência ao MDB



Na contramão do que pensa o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), o senador Wellington Fagundes (PL) não enxerga problemas em uma eventual aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso. Um dia após o ato em que apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) foram às ruas pedir anistia, o correligionário e pretenso candidato ao governo do Estado amenizou as críticas feitas perante os conservadores.

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (canal 10.1), nesta segunda-feira (8), o parlamentar ressaltou que o partido nacional não rejeita coligações com legendas que não sejam de esquerda e defendeu o diálogo na condução da política.

“Olha, os únicos partidos que o PL nacional não aceita é a esquerda. Fora isso, nós vamos conversar para um plano para o Brasil, queremos o presidente Bolsonaro como nosso candidato, queremos aprovar a anistia. Para isso, precisamos ter a maioria, inclusive o MDB, que é um grande partido, que queremos e vamos trabalhar para votar a anistia. Todos os partidos que não pensam na linha de esquerda são convidados e poderão fazer aproximações”, disse Fagundes.

 

A declaração de Fagundes contrasta com a postura do prefeito, durante o ato pró-anistia Reaja Brasil, no domingo (7). Na oportunidade, ele direcionou ataques à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado, sugerindo que a deputada não é de direita.

Janaina, por sua vez, afirmou que o debate eleitoral deve ser deixado para o ano da eleição, ressaltando que outras pautas importantes precisam ser discutidas. Ela não falou diretamente sobre os comentários do prefeito.

O senador, contudo, minimizou a polêmica lembrando de sua presença em eventos do MDB e da nova federação União Progressista em Mato Grosso, destacando a importância de manter relações respeitosas entre os partidos.

“Na hora da eleição, defini-se como serão as disputas. Mas eleição não pode ser para fazer inimizade. E a gente também não pode ser hipócrita. Tudo tem que ser transparente”, afirmou.

GD



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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