Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 29 de Setembro de 2026

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Fux desmembra inquérito envolvendo cinco deputados de MT entre eles Zeca



Parte que envolve políticos que atuam em nível estadual será apurada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

 

Fux decidiu que somente processo envolvendo Ezequiel Fonseca deveria permanecer no STF

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o desmembramento de um inquérito que investiga a participação de seis deputados da legislatura passada de Mato Grosso em um esquema de notas frias que teria desviado verbas da Assembleia Legislativa do Estado.

O suposto crime contra os cofres públicos teria tido a participação dos deputados estaduais, da legislatura passada, Ezequiel Fonseca (PP), Zeca Viana (PDT), Ondanir Bertolini, o Nininho (PSDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Wancley Charles Rodrigues (PV) e Eduardo Botelho (PSB).

Os políticos supostamente envolvidos no esquema são investigados por prática de peculato. O caso veio à tona em setembro de 2015, após o empresário Hilton Carlos da Costa Campos denunciar o alegado esquema ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Segundo ele, o desvio de recursos teria se iniciado no primeiro semestre de 2011 e era liderado pelos deputados estaduais investigados.

Todo o processo havia sido remetido pelo Ministério Público Estadual (MPE) à Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão de Ezequiel Fonseca possuir prerrogativa de foro como parlamentar federal, que responde a inquéritos no STF.

Uma das provas contra ele é uma nota fiscal emitida em nome da empresa G.B. de Oliveira Comércio ME, em 24 de fevereiro de 2014, no valor de R$ 5,2 mil. O procedimento teria sido utilizado para desviar dinheiro dos cofres públicos.

“Assim, há fundadas suspeitas da prática de peculato, sendo imprescindível a regular abertura de inquérito para completa apuração dos fatos, subsidiando-se a formação de opinio delicti”, frisou o ministro Luiz Fux.

Em decisão proferida em 19 de setembro, o ministro, relator do procedimento, determinou o desmembramento do inquérito. Ele acolheu pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para desmembrar a parte do procedimento que envolva Ezequiel.

O procedimento envolvendo o deputado federal será conduzido pelo STF. Já a parte que envolve políticos que atuam em nível estadual será apurada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

“Requer ao Ministro Relator, outrossim, na linha do quanto decidido em questão de ordem apresentada no Inquérito n° 3.515, o desmembramento do feito em relação aos demais parlamentares estaduais, com a remessa de cópia integral dos autos ao Procurador-Geral de Justiça do Mato Grosso, para que proceda como entender de direito em relação a eles”, asseverou.

“A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar inquéritos e ações penais restringe-se aos detentores de foro por prerrogativa de função perante esta Corte. Somente em casos excepcionais, quando se vislumbre prejuízo para a análise dos fatos e provas, admite-se a extensão desta competência aos investigados não detentores da referida prerrogativa”, acrescentou.

Fux ainda acolheu pedido de Janot para que sejam feitas oitivas de Vinícius Prado Silveira e Gabriela Brito de Oliveira, para que prestem esclarecimentos ao ministro sobre o suposto esquema fraudulento na AL-MT.

Na decisão, o ministro solicitou que a Assembleia entregue cópia integral do processo de pagamento referente à nota fiscal da empresa G.B. de Oliveira Comércio ME, que teria sido intermediado por Fonseca. Fux também determinou a oitiva Ezequiel Fonseca.

Notas frias

O esquema com uso de supostas notas frias na Assembleia veio à tona em 9 de setembro de 2015, após o empresário Hilton Carlos da Costa Campos procurar o Gaeco.

Ele afirmou que no primeiro semestre de 2011 foi procurado por um servidor da Assembleia, que propôs o fornecimento de notas falsas – “notas frias” – para simular a aquisição de materiais de papelaria e insumos de informática, em troca do pagamento de 10% sobre o valor nominal a cada nota.

“Ele aceitou a proposta espúria e emitiu notas falsas em nome das empresas H.C. da Costa Campos e Cia. Ltda., G.B. de Oliveira Comércio ME, VPS Comércio ME e VH Alves Comércio Ltda. Dessas empresas, somente a primeira (H.C da Costa Campos) existiria de fato, sendo todas as demais “empresas de fachada”, constituídas com o único propósito de fornecer as notas falsas”, narrou trecho do depoimento do empresário ao Gaeco.

Conforme Hilton Carlos, foram emitidas centenas de notas fiscais falsas para a AL-MT, utilizadas para comprovação de despesas indevidamente ressarcidas por meio de verbas indenizatórias parlamentares.

“O Ministério Público do Mato Grosso fez um levantamento das notas fiscais que o próprio emissor reconheceu serem falsas, e que foram apresentadas para a Assembleia Legislativa do Mato Grosso, constatando a sua utilização pelos deputados estaduais José Antônio Gonçalves Viana, Ondanir Bortolini, Emanuel Pinheiro, Wancley Charles Rodrigues de Carvalho, José Eduardo Botelho e Ezequiel Ângelo Fonseca”, narrou trecho da decisão de Fux.

Midia News



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SARGENTO DAS DIÁRIAS: GABINETE DE TELLES LIDERA GASTOS NA CÂMARA DE PRIMAVERA


Levantamento baseado no Portal da Transparência aponta R$ 190.875 em diárias vinculadas ao gabinete do vereador Sargento Telles entre 2025 e 2026

O vereador Sargento Telles aparece no topo do levantamento de gastos com diárias entre os 15 gabinetes da Câmara Municipal de Primavera do Leste.

Os dados, obtidos a partir do Portal da Transparência, foram compilados e publicados pelo site PVA Queridinhas, em matéria divulgada em 25 de setembro de 2026.

Segundo o levantamento, o gabinete de Sargento Telles acumula R$ 190.875 em diárias no período analisado:

2025: R$ 84.025

2026: R$ 106.850

Total: R$ 190.875

Do montante, R$ 102.200 aparecem registrados em nome do próprio vereador, sendo R$ 45.200 em 2025 e R$ 57.000 em 2026. Os demais R$ 88.675 correspondem aos integrantes da equipe vinculada ao gabinete, conforme os dados apresentados na publicação.

Mais de R$ 100 mil somente em nome do vereador

O número que chama atenção é o valor atribuído diretamente ao parlamentar.

Somados os registros de 2025 e 2026, são R$ 102.200 em diárias em nome de Sargento Telles.

Em 2026, os registros atribuídos ao vereador chegam a R$ 57 mil, superando os R$ 45.200 registrados em seu nome durante todo o ano de 2025.

R$ 1,09 milhão em diárias em 2026

O levantamento publicado pelo PVA Queridinhas aponta ainda que os 15 gabinetes da Câmara somaram R$ 1.090.700 em diárias nos registros de 2026.

Em 2025, o total havia sido de R$ 681.800.

A diferença é de R$ 408.900.

No período acumulado analisado, os gastos registrados chegam a R$ 1.772.500.

“Sargento das diárias”

Os números colocam Sargento Telles no centro da discussão sobre os gastos do Legislativo municipal.

O título “Sargento das diárias” surge justamente dos dados publicados: R$ 190.875 atribuídos ao seu gabinete, o maior valor entre os 15 gabinetes analisados.

É importante destacar que o levantamento, isoladamente, não aponta irregularidade. Diárias são despesas previstas e regulamentadas pela própria Câmara Municipal.

A questão que permanece para o debate público é outra:

Quais foram os destinos, as finalidades das viagens e os resultados obtidos para o município diante de R$ 190.875 em diárias vinculadas ao gabinete do vereador?

Transparência não é apenas publicar o valor. É permitir que o cidadão saiba onde o dinheiro foi gasto e qual foi o retorno para a população.

Fonte: Portal da Transparência da Câmara Municipal de Primavera do Leste. Levantamento publicado pelo site PVA Queridinhas, em 25/09/2026.


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