Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Genro é preso após atear fogo em carro e matar sogra de 73 anos em MT



Idosa morreu após genro atear fogo em carro durante discussão. A mulher dele também foi atacada, mas sobreviveu.

m homem foi preso nessa segunda-feira (6) suspeito de ter matado a sogra dele, de 73 anos, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Carlos Augusto da Silva, de 41 anos, era procurado pela Polícia Civil, que o localizou em Campo Verde, a 139 km da capital.

A idosa morreu na segunda-feira, em Cuiabá, após ter queimaduras causadas pelo genro, que ateou fogo no carro dela durante uma discussão. O site G1 não localizou o advogado dele. A Polícia Civil não informou se ele confessou ou negou o crime.

O crime foi registrado em Chapada dos Guimarães no dia 30 de julho. A mulher dele também foi atacada por ele, mas sobreviveu. Já a sogra foi levada em estado grave para o Pronto-Socorro de Cuiabá e estava internada desde então.

“A sogra foi a pessoa que mais demorou a sair do carro e teve, aproximadamente, 75% do corpo queimado. A mulher [de Carlos] teve alta, mas a sogra morreu”, explicou o investigador-chefe da Polícia Civil, Jacir Rodrigues.

Os policiais receberam informações de que Carlos estaria escondido em Campo Verde, onde moram duas irmãs dele. Na sexta-feira (3) os investigadores foram até a cidade e encontraram a casa onde ele estaria com a família.

O suspeito foi abordado e preso na segunda-feira.

O caso

Além da sogra, Carlos teria ferido a mulher, de 49 anos. Ela contou à polícia que o marido estava ingerindo bebida alcoólica, quando começou a discutir com a sogra. Na ocasião, ele agrediu a idosa com socos.

Durante a discussão, a vítima tentou fugir, entrando no carro. O genro, porém, havia jogado combustível dentro do veículo e ateou fogo no carro com a sogra e a mulher dentro.

Segundo a Polícia Civil, Carlos deve responder por homicídio qualificado contra a sogra e tentativa de homicídio contra a esposa.

G1 MT



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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