Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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Genro é preso após atear fogo em carro e matar sogra de 73 anos em MT



Idosa morreu após genro atear fogo em carro durante discussão. A mulher dele também foi atacada, mas sobreviveu.

m homem foi preso nessa segunda-feira (6) suspeito de ter matado a sogra dele, de 73 anos, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Carlos Augusto da Silva, de 41 anos, era procurado pela Polícia Civil, que o localizou em Campo Verde, a 139 km da capital.

A idosa morreu na segunda-feira, em Cuiabá, após ter queimaduras causadas pelo genro, que ateou fogo no carro dela durante uma discussão. O site G1 não localizou o advogado dele. A Polícia Civil não informou se ele confessou ou negou o crime.

O crime foi registrado em Chapada dos Guimarães no dia 30 de julho. A mulher dele também foi atacada por ele, mas sobreviveu. Já a sogra foi levada em estado grave para o Pronto-Socorro de Cuiabá e estava internada desde então.

“A sogra foi a pessoa que mais demorou a sair do carro e teve, aproximadamente, 75% do corpo queimado. A mulher [de Carlos] teve alta, mas a sogra morreu”, explicou o investigador-chefe da Polícia Civil, Jacir Rodrigues.

Os policiais receberam informações de que Carlos estaria escondido em Campo Verde, onde moram duas irmãs dele. Na sexta-feira (3) os investigadores foram até a cidade e encontraram a casa onde ele estaria com a família.

O suspeito foi abordado e preso na segunda-feira.

O caso

Além da sogra, Carlos teria ferido a mulher, de 49 anos. Ela contou à polícia que o marido estava ingerindo bebida alcoólica, quando começou a discutir com a sogra. Na ocasião, ele agrediu a idosa com socos.

Durante a discussão, a vítima tentou fugir, entrando no carro. O genro, porém, havia jogado combustível dentro do veículo e ateou fogo no carro com a sogra e a mulher dentro.

Segundo a Polícia Civil, Carlos deve responder por homicídio qualificado contra a sogra e tentativa de homicídio contra a esposa.

G1 MT



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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