Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Janeiro de 2026

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Governo do Estado pede apoio da população e alerta sobre seca severa no Pantanal



Altas temperaturas e seca severa podem contribuir para os incêndios e dificultar o combate.

O Governo de Mato Grosso tem atuado de forma integrada para a prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado. Contudo, diante do cenário de alerta com previsão de altas temperaturas e seca severa para o Pantanal, o Estado pede apoio da população para evitar queimadas.

“Precisamos da contribuição de todos para evitar grandes incêndios. Já temos uma declaração de escassez hídrica por parte da Agência Nacional de Águas para a Bacia do Alto Paraguai e fizemos o alerta para os municípios afetados pela seca severa. Esse cenário em Mato Grosso pode não apenas contribuir para os incêndios, mas ainda dificultar eventual combate. Por isso, a população precisa tomar os cuidados e se conscientizar”, observa a secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti.

A secretária ressalta que, neste período de calor intenso, qualquer atividade que possa causar fagulhas tem risco de provocar um fogo acidental. Por isso, a ação deve ser evitada, principalmente nos horários mais quentes.

“É preciso acionar as equipes, fazer contato imediato se houver início de fogo em qualquer local, para que a gente possa fazer as orientações iniciais e evitar que esse incidente se transforme em um incêndio de grandes proporções”, acrescenta.

Desde o dia 17 de junho, o uso do fogo no Pantanal mato-grossense está proibido. Neste ano, o período proibitivo segue até 31 de dezembro. Já em áreas urbanas, as queimadas são proibidas durante todo o ano.

As secretarias estaduais de Mato Grosso tem atuado de forma integrada, adotando ações de prevenção e preparação desde o início do ano, para garantir uma resposta mais eficiente aos incêndios florestais.

Confira abaixo tudo que já foi feito pelo Governo de MT:

– Emissão de decretos antecipando e estendendo o período proibitivo do uso do fogo no Pantanal;
– Elaboração de nota técnica orientativa para os produtores rurais, propondo as estruturas mínimas que devem ser mantidas para evitar o alastramento do fogo na região;
– Reuniões para orientação de ações de prevenção e preparação com proprietários de hotéis e pousadas, além da comunidade;
– Contratação de quatro aviões agrícolas para o trabalho de combate direto às chamas;
– Capacitação de 1.400 brigadistas para reforçar o efetivo;
– Capacitação de bombeiros militares para a realização da queima prescrita (técnica para criar uma barreira natural e evitar o espalhamento do fogo);
– Mapeamento de pistas de pouso, os pontos de captação de água para apoio às ações de resposta aos incêndios;
– Melhoria nas condições de tráfego nas rodovias do Pantanal, com patrolamento e encascalhamento, para garantir o apoio logístico;
– Construção de aceiros em pontos estratégicos;
– Construção de açudes que servem de bebedouros e abrigos para animais;
– Perfuração de poços artesianos;
– Substituição de pontes de madeira por aduelas e concreto, para melhorar a trafegabilidade;
– Monitoramento em tempo real da situação dos incêndios em todo o Estado, via satélites, na Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá, para auxiliar as equipes em campo.

Unica News



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Óbito na UPA de Primavera do Leste ocorreu após internação prolongada de paciente em estado grave e sem vínculos familiares


Secretaria de Saúde confirma que paciente apresentava enfisema pulmonar, insuficiência cardíaca, DPOC e insuficiência renal aguda; relatório social aponta extrema vulnerabilidade social e recusa de contato com familiares.

UPA — Foto: Márcio Falcão/TVCA

O óbito registrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste, na madrugada do dia 13 de janeiro, envolveu um paciente de 70 anos que estava internado desde 18 de dezembro, em estado clínico considerado grave desde a admissão.

 

De acordo com o Relatório Social do Processo de Óbito, elaborado pela assistente social da unidade, o paciente Wilmar Fernandes Pereira deu entrada na UPA com diagnóstico de enfisema pulmonar grave, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) exacerbada, além de insuficiência renal aguda e edema importante em membros inferiores.

 

Durante todo o período de internação, o paciente permaneceu na unidade sem alta médica, em acompanhamento contínuo, diante da complexidade do quadro clínico.

 

A Declaração de Óbito apontou como causa principal insuficiência respiratória pulmonar associada à insuficiência cardíaca, conforme atestado pela médica plantonista responsável no momento do falecimento, registrado por volta das 2h40 da manhã.

 

Além das condições clínicas, o relatório social detalha que o paciente se encontrava em situação de isolamento social extremo, relatando histórico de vida em situação de rua e se identificando como viajante, sem residência fixa. Em diversas abordagens realizadas pela equipe de Serviço Social ao longo da internação, o paciente recusou expressamente fornecer contatos familiares ou autorizar qualquer tentativa de localização de parentes.

 

Somente após o óbito, o CREAS de Sinop, município onde havia registros antigos do paciente, informou a existência de um filho, identificado como Charles, atualmente internado em uma casa de recuperação para dependentes químicos. A ex-esposa do paciente, localizada em Cuiabá, confirmou que não mantinha contato com Wilmar há mais de 30 anos e renunciou formalmente à responsabilidade pelos procedimentos funerários, solicitando que o Município assumisse o sepultamento.

 

Diante da inexistência de familiares responsáveis, da recusa expressa da única parente localizada e da condição de extrema vulnerabilidade social, o Serviço de Atendimento Social recomendou formalmente que o Município de Primavera do Leste realizasse o sepultamento, conforme previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e nas normativas municipais para casos de indigência. Todos os registros, contatos e diligências foram anexados ao prontuário e ao processo administrativo do óbito.

 

Em áudio encaminhado à equipe, a secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, confirmou que o paciente já apresentava um quadro clínico extremamente delicado desde a internação e que, paralelamente, a Secretaria iniciou levantamento interno após relatos informais envolvendo a equipe de enfermagem. Segundo a secretária, foram solicitadas informações técnicas e ouvidos profissionais que atuavam no plantão e, caso seja identificada qualquer irregularidade ou falha de conduta, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas. Laura Leandra ressaltou ainda que a Secretaria não teve ciência prévia de nenhuma denúncia formal durante a internação e que, assim que tomou conhecimento de questionamentos, determinou abertura de apuração interna para análise dos fatos.

 

Apesar da ampla repercussão do caso nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que a denúncia envolvendo uma suposta negligência por parte de uma técnica de enfermagem teve origem em matéria publicada pela imprensa local, que posteriormente passou a circular em redes sociais, não havendo, até o momento, qualquer denúncia formal registrada nos canais institucionais do Município.

 

A secretária reforça que, mesmo diante desse cenário, a equipe técnica da pasta segue realizando apuração interna detalhada para verificar se houve qualquer comportamento inadequado por parte de profissionais da unidade que, em tese, pudesse caracterizar negligência. No entanto, conforme já apontado nos relatórios clínicos e sociais que integram o processo de óbito, o paciente apresentava um quadro de saúde extremamente grave, com múltiplas comorbidades e elevado risco clínico, o que, até o momento, não indica relação direta entre o desfecho e eventual falha assistencial, sem prejuízo da continuidade das investigações administrativas para total esclarecimento dos fatos.

Fonte: NMT


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