Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Polícia

Homem é morto com tiro na cabeça em invasão a sítio



Juscimar Muniz de Melo, 42, vulgo ‘gordo’, foi morto com um tiro na cabeça após ter sua fazenda invadida, na manhã deste domingo (23), no assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (880 km a noroeste de Cuiabá). A vítima ainda teve seu pescoço cortado e as testemunhas foram presas no banheiro.

 

Por volta das 9h, a Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência de homicídio em um assentamento. No local, a vítima foi encontrada com um tiro no lado direito da cabeça e com a garganta cortada.

 

Segundo boletim de ocorrências, a mulher da vítima, e outras testemunhas que estavam no local, relatam que dois homens armados, saíram de trás do paiol, gritando perdeu, e mandando que as vítimas colocassem a mão na cabeça.

 

Neste momento, um dos suspeitos chegou perto da vítima e deu um tiro na cabeça. Após o homicídio, eles colocaram as outras pessoas que estavam na casa em um banheiro e a deixaram trancadas.

 

A mulher contou ainda que durante este momento, dois adolescentes que moravam no sítio vizinho chegaram de moto e foram e também foram trancados no banheiro.

 

Os suspeitos ainda arrastaram o corpo da vítima que estava caído na área externa para dentro da casa e cortaram a garganta.

 

Eles fugiram levando as joias da vítima e uma caminhonete Triton, que foi encontrada horas depois, jogada no mato.

 

Até o momento ninguém foi preso e a motivação do crime é investigada.

GD



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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