Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Igreja e 5º mandato a Rezende



Impondo o chamado voto de cabresto, como na época do coronelismo, a Assembleia de Deus tem conseguido garantir ao menos uma cadeira na Assembleia Legislativa nos últimos 20 anos e, no pleito de 2014, assegurou espaço também na Câmara Federal, com Victório Galli (PSL). Resta saber se agora os fiéis vão continuar seguindo orientação do presidente da Igreja, pastor Sebastião Rodrigues, e reeleger o deputado estadual Sebastião Rezende (PSC) para o quinto mandato ou optar por outros “irmãos” que estão no páreo, como o suplente de federal Xuxu Dal Molin, de Sorriso; o vereador rondonopolitano Thiago Silva (MDB) ou Elias Galli (PSL), filho de Victório. Ganha aquele que for escolhido prioritariamente pela cúpula da Igreja. Nos cultos, esse candidato é chamado ao púlpito. E tudo indica que será o deputado Rezende, que tem tanta moral com o pastor Sebastião que conta até com um gabinete dentro do Grande Templo, em Cuiabá. Como a Assembleia tem igrejas e fiéis em todo canto, Rezende é daqueles que, a exemplo dos pleitos anteriores, tem o privilégio de ver “brotar” voto em todos os 141 municípios. Tanto em 2010 quanto em 2014, Rezende, ainda pelo PR, foi reeleito com a terceira maior votação de todos os concorrentes, obtendo, respectivamente, 51.552  e 45.106 votos.

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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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