Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Igreja e 5º mandato a Rezende



Impondo o chamado voto de cabresto, como na época do coronelismo, a Assembleia de Deus tem conseguido garantir ao menos uma cadeira na Assembleia Legislativa nos últimos 20 anos e, no pleito de 2014, assegurou espaço também na Câmara Federal, com Victório Galli (PSL). Resta saber se agora os fiéis vão continuar seguindo orientação do presidente da Igreja, pastor Sebastião Rodrigues, e reeleger o deputado estadual Sebastião Rezende (PSC) para o quinto mandato ou optar por outros “irmãos” que estão no páreo, como o suplente de federal Xuxu Dal Molin, de Sorriso; o vereador rondonopolitano Thiago Silva (MDB) ou Elias Galli (PSL), filho de Victório. Ganha aquele que for escolhido prioritariamente pela cúpula da Igreja. Nos cultos, esse candidato é chamado ao púlpito. E tudo indica que será o deputado Rezende, que tem tanta moral com o pastor Sebastião que conta até com um gabinete dentro do Grande Templo, em Cuiabá. Como a Assembleia tem igrejas e fiéis em todo canto, Rezende é daqueles que, a exemplo dos pleitos anteriores, tem o privilégio de ver “brotar” voto em todos os 141 municípios. Tanto em 2010 quanto em 2014, Rezende, ainda pelo PR, foi reeleito com a terceira maior votação de todos os concorrentes, obtendo, respectivamente, 51.552  e 45.106 votos.

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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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