Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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JAYME LIDERA PESQUISA PARA SENADOR COM 35% DAS INTENÇÕES DE VOTOS



Frente para o segundo colocado é de 15%. Segundo, terceiro e quarto colocados estão tecnicamente empatados. Neste ano, serão eleitos dois senadores.

Pesquisa Voice realizada em todo Mato Grosso, aponta o favoritismo do candidato democrata ao Senado, Jayme Campos com 35% dos votos, ou seja, 15% a mais que o segundo colocado, Procurador Mauro César Lara e 16% a frente do terceiro colocado, Nilson Leitão.

Eles são seguidos pela juíza Selma Arruda com 14% e depois vem Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B), com 9%; Adilton Sachetti (PRB), com 8%; Carlos Fávaro (PSD), com 4%; Waldir Caldas (NOVO), Sebastião Carlos (REDE) e Gilberto Lopes Filho (PSOL), todos com 2% cada; e Aladir Leite (PPL), com 1%.

Com 812 entrevistas realizadas entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, a terceira pesquisa demonstra que Jayme Campos vem paulatinamente crescendo e se consolidando, pois em maio, na primeira rodada ele detinha 22% das intenções de votos. Já na penúltima pesquisa ele atingiu a 27% e agora chegou a 35% em um universo em que 11 pré-candidatos disputam as duas vagas para o Senado.

É preciso lembrar que nesta disputa, o eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, sendo que o primeiro voto na urna eletrônica é para deputado federal com quatro números, seguido pelo deputado estadual com cinco números, o primeiro senador e o segundo senador ambos com três números, seguidos pelo governador com dois números e finalizando com o presidente da República também com dois números.

Os votos nulos e brancos somaram, entre as duas opções de votos, 18%. Os Indecisos ou que não souberam responder, 58%; e os que não responderam, 8%.

Jayme Campos também lidera na espontânea, quando o eleitor apresenta o nome do candidato em que ele votará, mesmo sem receber nenhuma lista com os nomes dos postulantes. Jaime Campos tem 6% seguido pelo procurador Mauro, 4%; Selma, 3%; Leitão, 2%; Fávaro e Maria Lúcia, 1% cada.

A margem de erro da pesquisa é de 3,5%, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

Assessoria 



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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