Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 25 de Junho de 2026

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Júlio diz que leilão foi precipitado e defende Neri e Fávaro



Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Júlio Campos (União), não acredita que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller (PP), tenham envolvimento no suposto esquema para compra de arroz importado governo Federal. Geller deixou o cargo na terça-feira (11).

Ao reagir à polêmica nesta quarta-feira (12), Júlio, que já foi deputado federal por 3 mandatos, disse que a União se precipitou ao decidir pela importação. “Eu lamento profundamente, mas não creio no envolvimento do ministro Carlos Fávaro, como também do Neri Geller, nesse caso… O governo agiu de pronto, anulou a concorrência e vai investigar se houve alguma coisa estranha. Espero que agora o governo reflita e pare com essa história de querer importar arroz”, disse em entrevista à imprensa, no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O governo decidiu importar arroz poucos dias depois da enchente que devastou o Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.

Contudo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou que havia indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras e decidiu anular o leilão realizado para importar o arroz. Um ex-assessor de Geller, que também é sócio do filho do então secretário em uma empresa, foi um dos negociadores do leilão. Isso fez com que a oposição e associações de produtores alegassem um suposto favorecimento.

Em razão da polêmica em torno do procedimento, o ministro da Agricultura anunciou a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola, nesta tarça-feira (11). Segundo o ministro, Neri Geller colocou o cargo à disposição do governo e foi demitido.

No entanto, nos bastidores, informações dão conta que Neri não pediu demissão e sequer foi atendido por Fávaro após a notícia da exoneração. Júlio, por sua vez, avalia que todo escândalo poderia ter sido evitado, já que especialistas já tinham alertado que o estoque de arroz seria suficiente para atender a população.

“Talvez numa jogada política, demagógica ou para atender interesses econômicos escusos, o governo Federal resolveu mandar importar arroz de qualidade até duvidosa. Foi feita uma concorrência de forma precipitada e ocorreram algumas coisas estranhas”, finalizou.

GD



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A Palavra - Opinião

O Tour Legislativo: Enquanto você trabalha, o seu bolso paga a “formação” no Sul


O Tour Legislativo: Enquanto você trabalha, o seu bolso paga a “formação” no Sul

Texto informações Portal da Transparência Câmara de Vereadores Primavera do Leste

​Por: Luis Costa

​Você, cidadão de Primavera do Leste, acordou cedo hoje? Enfrentou o trânsito, bateu o ponto, lidou com a inflação e fez o orçamento doméstico esticar para dar conta de pagar os impostos? Pois saiba que, enquanto você se desdobra na realidade local, uma parcela importante do seu dinheiro está fazendo um tour de luxo pelo Sul do Brasil.

​Não, você não foi convidado para o vinho. Nem para o chocolate quente na serra gaúcha. Quem está lá, “trabalhando” em nome do seu bem-estar ou melhor, em nome de uma “formação especial”, são os nossos representantes legislativos.

​Consultando o Portal da Transparência, a gente descobre que o aprendizado custa caro. Só nos empenhos identificados, temos nomes como Lucas Telles dos Passos, que abocanhou R$ 7.500,00, e Diogo Nogueira Silva, com R$ 3.600,00. Isso apenas em registros isolados. Somando essas “capacitações”, passamos facilmente da casa dos 11 mil reais — e isso sem contar as passagens aéreas e outros custos que, na prática do serviço público, costumam vir na bagagem como “despesas extras”.

​Ao todo, estamos falando de quase 20 mil reais que saíram direto da conta do município para garantir que vereadores e assessoria pudessem entender melhor a “fiscalização e responsabilidades” em Porto Alegre.

​É irônico, não é? Para aprender sobre responsabilidade, é preciso gastar o que o povo mal tem. Enquanto o curso de formação é sobre “temas sensíveis”, o que parece ser realmente sensível é o cartão de crédito da prefeitura quando o assunto é o conforto dos nossos edis em terras gaúchas.

​Vereador Telles, a lição de casa em Porto Alegre parece estar sendo muito bem paga. Mas, aqui em Primavera, a gente continua perguntando: quando é que a “formação” vai incluir um curso de como não torrar o dinheiro público com tanta facilidade?

​Fica a pergunta. E o recibo, esse, como sempre, fica para você pagar.


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