Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 02 de Abril de 2026

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Júlio diz que leilão foi precipitado e defende Neri e Fávaro



Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Júlio Campos (União), não acredita que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller (PP), tenham envolvimento no suposto esquema para compra de arroz importado governo Federal. Geller deixou o cargo na terça-feira (11).

Ao reagir à polêmica nesta quarta-feira (12), Júlio, que já foi deputado federal por 3 mandatos, disse que a União se precipitou ao decidir pela importação. “Eu lamento profundamente, mas não creio no envolvimento do ministro Carlos Fávaro, como também do Neri Geller, nesse caso… O governo agiu de pronto, anulou a concorrência e vai investigar se houve alguma coisa estranha. Espero que agora o governo reflita e pare com essa história de querer importar arroz”, disse em entrevista à imprensa, no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O governo decidiu importar arroz poucos dias depois da enchente que devastou o Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.

Contudo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou que havia indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras e decidiu anular o leilão realizado para importar o arroz. Um ex-assessor de Geller, que também é sócio do filho do então secretário em uma empresa, foi um dos negociadores do leilão. Isso fez com que a oposição e associações de produtores alegassem um suposto favorecimento.

Em razão da polêmica em torno do procedimento, o ministro da Agricultura anunciou a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola, nesta tarça-feira (11). Segundo o ministro, Neri Geller colocou o cargo à disposição do governo e foi demitido.

No entanto, nos bastidores, informações dão conta que Neri não pediu demissão e sequer foi atendido por Fávaro após a notícia da exoneração. Júlio, por sua vez, avalia que todo escândalo poderia ter sido evitado, já que especialistas já tinham alertado que o estoque de arroz seria suficiente para atender a população.

“Talvez numa jogada política, demagógica ou para atender interesses econômicos escusos, o governo Federal resolveu mandar importar arroz de qualidade até duvidosa. Foi feita uma concorrência de forma precipitada e ocorreram algumas coisas estranhas”, finalizou.

GD



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Leo Bortolin deixa AMM com legado forte e projeção política


Ex-presidente destaca adesão inédita de 100% dos municípios e fortalecimento institucional da entidade_

Leo Bortolin encerrou nesta quarta-feira, 1º de abril, sua gestão à frente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) com um discurso de balanço e projeção. Após 27 meses na presidência, o ex-prefeito de Primavera do Leste transmitiu o cargo ao ex-prefeito de Colíder, Hemerson Máximo, o Maninho, e deixou a entidade com forte capital político e institucional.

A saída ocorre em meio ao movimento de Bortolin para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, consolidando uma transição que combina legado administrativo e articulação política.

Durante sua gestão, a AMM atingiu um marco histórico com a adesão de 100% dos municípios mato-grossenses, ampliando a representatividade da entidade e fortalecendo sua atuação nas principais pautas do municipalismo.

Outro eixo de destaque foi a interiorização das ações por meio do AMM Itinerante, que levou serviços e suporte técnico diretamente às prefeituras, além do fortalecimento da área técnica, com aumento na elaboração de projetos e apoio às gestões municipais.

Bortolin também ampliou o protagonismo da entidade no cenário nacional, com atuação ativa em temas estratégicos como autonomia financeira dos municípios, compensação das perdas do Fethab Diesel, moratória da soja, demarcação de terras indígenas e reforma tributária.

“Fortalecemos a presença dos municípios nos grandes debates e garantimos mais espaço para as demandas locais”, afirmou.

Na área de capacitação, a gestão promoveu cursos, seminários e encontros técnicos que resultaram na qualificação de mais de três mil gestores e servidores municipais, elevando o nível da administração pública em Mato Grosso.

A AMM também avançou na oferta de serviços, gerando economia para os municípios e contribuindo para maior eficiência na gestão pública local.

Ao deixar o cargo, Bortolin agradeceu prefeitos, colaboradores e parceiros e reforçou o compromisso com o municipalismo em sua nova etapa política.

A entidade completa 43 anos em maio e segue com nova gestão, mantendo uma estrutura fortalecida e um legado consolidado de resultados.

 


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