Primavera do Leste / MT - Domingo, 07 de Junho de 2026

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Júlio diz que leilão foi precipitado e defende Neri e Fávaro



Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Júlio Campos (União), não acredita que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller (PP), tenham envolvimento no suposto esquema para compra de arroz importado governo Federal. Geller deixou o cargo na terça-feira (11).

Ao reagir à polêmica nesta quarta-feira (12), Júlio, que já foi deputado federal por 3 mandatos, disse que a União se precipitou ao decidir pela importação. “Eu lamento profundamente, mas não creio no envolvimento do ministro Carlos Fávaro, como também do Neri Geller, nesse caso… O governo agiu de pronto, anulou a concorrência e vai investigar se houve alguma coisa estranha. Espero que agora o governo reflita e pare com essa história de querer importar arroz”, disse em entrevista à imprensa, no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O governo decidiu importar arroz poucos dias depois da enchente que devastou o Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.

Contudo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou que havia indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras e decidiu anular o leilão realizado para importar o arroz. Um ex-assessor de Geller, que também é sócio do filho do então secretário em uma empresa, foi um dos negociadores do leilão. Isso fez com que a oposição e associações de produtores alegassem um suposto favorecimento.

Em razão da polêmica em torno do procedimento, o ministro da Agricultura anunciou a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola, nesta tarça-feira (11). Segundo o ministro, Neri Geller colocou o cargo à disposição do governo e foi demitido.

No entanto, nos bastidores, informações dão conta que Neri não pediu demissão e sequer foi atendido por Fávaro após a notícia da exoneração. Júlio, por sua vez, avalia que todo escândalo poderia ter sido evitado, já que especialistas já tinham alertado que o estoque de arroz seria suficiente para atender a população.

“Talvez numa jogada política, demagógica ou para atender interesses econômicos escusos, o governo Federal resolveu mandar importar arroz de qualidade até duvidosa. Foi feita uma concorrência de forma precipitada e ocorreram algumas coisas estranhas”, finalizou.

GD



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Idosa com demência é achada após dois dias desaparecida em área de mata


Uma idosa diagnosticada com demência foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na tarde de sexta-feira (5), após passar cerca de dois dias desaparecida em uma área rural de Colíder, a 650 quilômetros de Cuiabá.

 

A mulher havia sido vista pela última vez na quarta-feira (3), na Comunidade Saltinho. As buscas foram iniciadas na manhã de sexta-feira por equipes da 12ª Companhia Independente Bombeiro Militar (12ª CIBM), após o acionamento dos familiares.

 

Imagens de câmeras de segurança mostraram a idosa caminhando sozinha por uma estrada vicinal durante a madrugada, por volta das 3h30. A via dá acesso a uma região de mata fechada próxima ao rio Carapá, o que direcionou os trabalhos das equipes de resgate.

 

Com apoio da Polícia Militar, os bombeiros realizaram buscas utilizando drone equipado com câmera térmica para fazer uma varredura inicial da área. Como a primeira operação não apresentou resultados, os militares intensificaram as diligências em solo, entrando na vegetação para ampliar o reconhecimento do terreno.

 

Durante as buscas, um dos principais indícios encontrados foi um chinelo localizado em meio à mata. Após a confirmação de que o objeto pertencia à idosa, as equipes concentraram os esforços na região e passaram a analisar pegadas encontradas no solo para identificar a possível direção seguida pela vítima.

 

Cerca de 300 metros do local onde o chinelo foi encontrado, os bombeiros localizaram a mulher caída às margens do rio Carapá, por volta das 17h.

 

Segundo os militares, a idosa estava viva, porém bastante debilitada, desorientada e apresentando sinais de desidratação. Devido às condições físicas, ela precisou ser transportada em uma maca por aproximadamente um quilômetro até o ponto onde uma equipe de resgate aguardava.

 

Após o resgate, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Colíder, onde recebeu atendimento médico.

A ação mobilizou bombeiros, policiais militares e familiares, que acompanharam as buscas até o momento em que a idosa foi localizada em segurança.

GD


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