Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

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Júlio diz que leilão foi precipitado e defende Neri e Fávaro



Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Júlio Campos (União), não acredita que o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e o ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller (PP), tenham envolvimento no suposto esquema para compra de arroz importado governo Federal. Geller deixou o cargo na terça-feira (11).

Ao reagir à polêmica nesta quarta-feira (12), Júlio, que já foi deputado federal por 3 mandatos, disse que a União se precipitou ao decidir pela importação. “Eu lamento profundamente, mas não creio no envolvimento do ministro Carlos Fávaro, como também do Neri Geller, nesse caso… O governo agiu de pronto, anulou a concorrência e vai investigar se houve alguma coisa estranha. Espero que agora o governo reflita e pare com essa história de querer importar arroz”, disse em entrevista à imprensa, no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O governo decidiu importar arroz poucos dias depois da enchente que devastou o Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.

Contudo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou que havia indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras e decidiu anular o leilão realizado para importar o arroz. Um ex-assessor de Geller, que também é sócio do filho do então secretário em uma empresa, foi um dos negociadores do leilão. Isso fez com que a oposição e associações de produtores alegassem um suposto favorecimento.

Em razão da polêmica em torno do procedimento, o ministro da Agricultura anunciou a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola, nesta tarça-feira (11). Segundo o ministro, Neri Geller colocou o cargo à disposição do governo e foi demitido.

No entanto, nos bastidores, informações dão conta que Neri não pediu demissão e sequer foi atendido por Fávaro após a notícia da exoneração. Júlio, por sua vez, avalia que todo escândalo poderia ter sido evitado, já que especialistas já tinham alertado que o estoque de arroz seria suficiente para atender a população.

“Talvez numa jogada política, demagógica ou para atender interesses econômicos escusos, o governo Federal resolveu mandar importar arroz de qualidade até duvidosa. Foi feita uma concorrência de forma precipitada e ocorreram algumas coisas estranhas”, finalizou.

GD



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Polícia

Momento de defesa’: enteada confessa que esfaqueou o padrasto em MT para defender a mãe de agressões


Ela contou que, ao ver a situação, foi até a cozinha, pegou uma faca e agiu por desespero para proteger a mãe.

Raquel Teodoro Pontes, de 19 anos, confessou ter esfaqueado o padrasto, Sandro Rodrigues de Assis, de 40 anos, em Cuiabá. Em depoimento nesta quinta-feira (16), ela afirmou que agiu para defender a mãe de uma agressão. O crime ocorreu na quarta-feira (15), na casa onde a vítima morava, no bairro Voluntários da Pátria.

Na delegacia, Raquel relatou que chegou no meio da discussão e não entendeu o motivo da briga. Ela contou que, ao ver a situação, foi até a cozinha, pegou uma faca e agiu em um ‘momento de desespero’.

“Eu peguei uma briga deles e, quando eu vi, ela tava deitada na cama e ele já tava debruçado por cima com a mão levantada para bater nela”, afirmou a jovem.

 


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