Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Brasil - política

Lula critica ausência de Tarcísio e ação policial na Favela do Moinho



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a ausência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em visita à Favela do Moinho, no centro de São Paulo, nesta quinta-feira (26/6). Em seu discurso, Lula atacou a atuação da Polícia Militar (PM) paulista na Favela do Moinho. Em especial, no feriado de Páscoa, quando foi colocado em curso a retirada de famílias que moravam no local.

 

O chefe do Planalto disse que ainda não assinou a cessão do terreno para o governo paulista porque teme que a truculência se repita, quando a gestão de Tarcísio de Freitas tiver a posse da área.

 

“A minha preocupação é que se a gente fizer a cessão e eles tiveram que ocupar isso aqui amanhã, eles vão utilizar outra vez a polícia e vão tentar enxotar vocês sem vocês conseguirem o que vocês quiserem”, afirmou Lula aos moradores da Favela do Moinho. “Quando tiver todo o acordo a gente faz a cessão definitiva para o governo do Estado. Mas, isso depois de provar que vocês foram tratados com decência, com respeito e que respeitaram cada um de vocês. É por isso que a gente não fez a cessão agora”, acrescentou.

Lula participa do lançamento de uma “solução habitacional” para cerca de 900 famílias que vivem na Favela do Moinho, na região central da cidade. O anúncio é fruto de uma parceria fechada em maio entre o governo federal e a gestão Tarcísio de Freitas após um polêmico processo de desocupação das moradias na área da favela, que pertencia à União e foi cedida ao Estado. Apesar disso, o governador não compareceu ao evento e cumpriu agenda em outras duas cidades paulistas.

 

Em seu discurso, Lula disputou o protagonismo das intervenções do Estado na Favela do Moinho. Nesta quinta-feira (26/6), Tarcísio fez a entrega de moradias em São Bernardo do Campo, berço eleitoral do petista, no ABC Paulista.

 

“O governador foi convidado para vir aqui, se ele não veio porque tinha um compromisso em São Bernardo, ele foi convidado, porque todo lugar que eu vou eu convido o governador. Eu só quero que vocês saibam que agora vocês estão sob cuidados do governo federal”, demarcou o presidente, que ainda lançou suspeita sobre o plano do governo de São Paulo de construir um parque no local.

 

“Por mais que seja bonito um parque, ele não pode ser feito às custas do sofrimento de um ser humano. É importante que as pessoas que querem visitar esse parque, e brincar nesse parque e passar domingo nesse parque não venha pisotear sangue de pobre que aqui foram agredidos para que eles fizessem. Vamos fazer com decência e com muita dignidade”, disse Lula.

 

Mais cedo, Tarcísio havia dito que “nunca” negaria parceria com o governo federal, mas lembrou que o governo estadual “teve coragem” de iniciar os trabalhos na Favela do Moinho, destacou obras de infraestrutura na região e cutucou o petista.

“O presidente vai fazer o evento dele lá e está tudo certo. A gente vai continuar trabalhando”, ironizou Tarcísio.

 

O acordo para a Favela do Moinho prevê que cada núcleo familiar tenha direito a escolher um imóvel de até R$ 250 mil para deixar o local. O governo federal entrará com R$ 180 mil e o estadual com R$ 70 mil. A ideia é contemplar todas as famílias com renda de até R$ 4,7 mil.

 

Embora Tarcísio siga repetindo que será candidato à reeleição no ano que vem, cresceu nas últimas semanas a pressão para que o governador dispute a eleição presidencial como representante do bolsonarismo após as pesquisas o colocarem em situação de empate técnico com Lula.

 

Fonte: Metrópoles



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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