Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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Magno Malta recebe convite formal de Jair Bolsonaro para ser vice em sua chapa



A chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em sua tentativa de chegar ao Palácio do Planalto no dia 01 de janeiro de 2019 ainda não está formada, mas o pré-candidato já elegeu quem quer como vice: o senador Magno Malta (PR-ES).

Malta recebeu o convite formal de Bolsonaro, e boa parte da imprensa enxerga na parceria uma estratégia do deputado para conseguir tempo de TV, já que sem o PR na coligação, o tempo de TV do presidenciável seria de menos de 10 segundos. Se a cúpula do partido aceitar a oferta, e Magno Malta topar ser candidato a vice, o tempo de Bolsonaro subiria para 45 segundos.

“Tenho conversado com o Magno não é de hoje. Acho um excelente parlamentar. E logicamente, se prosperar nossa ideia de disputar a convenção agora para presidente da República, o Magno Malta, se quiser somar conosco, da minha parte está fechado”, afirmou Bolsonaro ao Estadão. “Já conversei com ele, mas não aprofundamos detalhes”, acrescentou.

Magno Malta, descrito por Malafaia como um dos políticos evangélicos de maior prestígio, é conhecido por sua jornada de combate à pedofilia e tentativa de redução da maioridade penal, como forma de punir adolescentes que cometem crimes graves e saem impunes por conta da legislação atual.

No PR, Magno Malta vem sendo o principal interlocutor de Bolsonaro, defendendo a aliança na candidatura ao Planalto. Outro que abraça a mesma ideia é o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), que lidera a legenda e renunciou ao mandato após ser acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no mensalão.

Para o deputado federal Delegado Fernando Francischini (PSL-PR), caso Malta não aceite o convite para tentar a reeleição ao mandato de senador, já existe um plano alternativo: “Se não for o Magno, a ideia é que seja alguém do PR do Nordeste”, disse.

Francischini – que possui forte presença nas redes sociais e trabalha como um dos coordenadores da pré-campanha de Bolsonaro – acredita que o PR do Nordeste possui muitos filiados na região com perfil parecido com o que Bolsonaro procura, mas mantém os nomes estudados em segredo.

Da parte do PSL, a ideia para convencer o PR a aceitar a coligação está na chance de fazer o partido alcançar um grande número de parlamentares eleitos, já que há a aposta que o vínculo com a candidatura de Bolsonaro possa atrair votos.

Gospel +



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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