Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Magno Malta recebe convite formal de Jair Bolsonaro para ser vice em sua chapa



A chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em sua tentativa de chegar ao Palácio do Planalto no dia 01 de janeiro de 2019 ainda não está formada, mas o pré-candidato já elegeu quem quer como vice: o senador Magno Malta (PR-ES).

Malta recebeu o convite formal de Bolsonaro, e boa parte da imprensa enxerga na parceria uma estratégia do deputado para conseguir tempo de TV, já que sem o PR na coligação, o tempo de TV do presidenciável seria de menos de 10 segundos. Se a cúpula do partido aceitar a oferta, e Magno Malta topar ser candidato a vice, o tempo de Bolsonaro subiria para 45 segundos.

“Tenho conversado com o Magno não é de hoje. Acho um excelente parlamentar. E logicamente, se prosperar nossa ideia de disputar a convenção agora para presidente da República, o Magno Malta, se quiser somar conosco, da minha parte está fechado”, afirmou Bolsonaro ao Estadão. “Já conversei com ele, mas não aprofundamos detalhes”, acrescentou.

Magno Malta, descrito por Malafaia como um dos políticos evangélicos de maior prestígio, é conhecido por sua jornada de combate à pedofilia e tentativa de redução da maioridade penal, como forma de punir adolescentes que cometem crimes graves e saem impunes por conta da legislação atual.

No PR, Magno Malta vem sendo o principal interlocutor de Bolsonaro, defendendo a aliança na candidatura ao Planalto. Outro que abraça a mesma ideia é o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), que lidera a legenda e renunciou ao mandato após ser acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no mensalão.

Para o deputado federal Delegado Fernando Francischini (PSL-PR), caso Malta não aceite o convite para tentar a reeleição ao mandato de senador, já existe um plano alternativo: “Se não for o Magno, a ideia é que seja alguém do PR do Nordeste”, disse.

Francischini – que possui forte presença nas redes sociais e trabalha como um dos coordenadores da pré-campanha de Bolsonaro – acredita que o PR do Nordeste possui muitos filiados na região com perfil parecido com o que Bolsonaro procura, mas mantém os nomes estudados em segredo.

Da parte do PSL, a ideia para convencer o PR a aceitar a coligação está na chance de fazer o partido alcançar um grande número de parlamentares eleitos, já que há a aposta que o vínculo com a candidatura de Bolsonaro possa atrair votos.

Gospel +



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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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