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Mauro diz que facções crescem como câncer e culpa legislação: ‘Vamos ficar enxugando gelo’



Em entrevista na Jovem Pan News nesta segunda-feira (15), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), questionado sobre o aumento dos índices de violência e o avanço das organizações criminosas no Estado, afirmou que “esse é um dos mais graves” problemas que o Brasil enfrenta. Mendes classificou o crescimento das organizações criminosas como um “câncer”.

“Esse talvez seja, na minha opinião, um dos mais graves problemas que o Brasil enfrenta e com pouca efetividade nós temos enfrentado isso ao longo dos anos. O nosso esforço, meu, de outros governadores e até do Governo Federal, está sendo em vão”, disse o governador.

“As organizações criminosas estão crescendo como um câncer em todo o País e esse câncer vai acabar virando uma metástase”, acrescentou Mauro Mendes. Segundo ele, “atualmente as grandes cidades brasileiras vivem essa realidade”.

Conforme o governador de Mato Grosso, “nos últimos 30 anos, todos os indicadores de segurança pública pioraram e os nossos esforços não estão produzindo resultados. O cidadão brasileiro sabe disso, tem medo de andar nas ruas e quem pode busca mudar para um condomínio, para um prédio. Mas a grande maioria do povo brasileiro sofre com a violência no nosso país. E o grande responsável por isso são as leis brasileiras que não são adequadas e não punem corretamente para desestruturar a cadeia do crime. O criminoso perdeu o medo da polícia e da Justiça, perdeu o respeito”, completou Mendes.

Governador ressaltou que o combate ao crime organizado esbarra na ineficiência das leis brasileiras, que contribuem para a impunidade.

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Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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