Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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Mauro diz que facções crescem como câncer e culpa legislação: ‘Vamos ficar enxugando gelo’



Em entrevista na Jovem Pan News nesta segunda-feira (15), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), questionado sobre o aumento dos índices de violência e o avanço das organizações criminosas no Estado, afirmou que “esse é um dos mais graves” problemas que o Brasil enfrenta. Mendes classificou o crescimento das organizações criminosas como um “câncer”.

“Esse talvez seja, na minha opinião, um dos mais graves problemas que o Brasil enfrenta e com pouca efetividade nós temos enfrentado isso ao longo dos anos. O nosso esforço, meu, de outros governadores e até do Governo Federal, está sendo em vão”, disse o governador.

“As organizações criminosas estão crescendo como um câncer em todo o País e esse câncer vai acabar virando uma metástase”, acrescentou Mauro Mendes. Segundo ele, “atualmente as grandes cidades brasileiras vivem essa realidade”.

Conforme o governador de Mato Grosso, “nos últimos 30 anos, todos os indicadores de segurança pública pioraram e os nossos esforços não estão produzindo resultados. O cidadão brasileiro sabe disso, tem medo de andar nas ruas e quem pode busca mudar para um condomínio, para um prédio. Mas a grande maioria do povo brasileiro sofre com a violência no nosso país. E o grande responsável por isso são as leis brasileiras que não são adequadas e não punem corretamente para desestruturar a cadeia do crime. O criminoso perdeu o medo da polícia e da Justiça, perdeu o respeito”, completou Mendes.

Governador ressaltou que o combate ao crime organizado esbarra na ineficiência das leis brasileiras, que contribuem para a impunidade.

Momento MT

 



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Polícia

Relatório sigiloso interrompe júri do caso Giovani em Primavera do Leste


Julgamento foi encerrado após apresentação de documento que não constava nos autos; nova sessão está prevista para janeiro de 2027.

O Tribunal do Júri que analisava o caso da morte de Giovani Henrique Oliveira Lopes foi interrompido na terça-feira (13), no Fórum de Primavera do Leste (MT), após a defesa apresentar um relatório sigiloso que, segundo as informações divulgadas, não constava anteriormente no processo.

 

Diante da apresentação do documento durante a sessão, a juíza responsável decidiu dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento sem que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

 

Um novo júri está previsto para janeiro de 2027. A data exata ainda não foi divulgada, e o conteúdo do relatório permanece sob sigilo.

 

Depoimentos foram ouvidos antes da interrupção

 

O julgamento começou na manhã de terça-feira, mais de oito anos após a morte de Giovani. Antes de a sessão ser interrompida, os jurados acompanharam depoimentos relacionados ao crime.

 

Durante o julgamento, Giovana Lopes, esposa da vítima, relatou os acontecimentos que antecederam o homicídio. Segundo seu depoimento, Giovani retornou do Encontro de Violeiros, em Poxoréu, com o nariz quebrado, após se envolver em uma briga.

 

Cerca de dez minutos depois, três homens teriam chegado à residência. A testemunha afirmou que tentou impedir a entrada deles e se colocou à frente do marido para protegê-lo.

 

Ainda conforme o relato apresentado em plenário, ela foi puxada e caiu no chão. Na sequência, Giovani foi atingido por um disparo na cabeça. O filho do casal, que tinha quatro anos na época, estava na residência.

 

Crime aconteceu em maio de 2018

 

Giovani Henrique Oliveira Lopes tinha 23 anos quando foi morto, em 1º de maio de 2018, dentro da própria residência, em Poxoréu.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o caso teria começado após uma colisão entre veículos no estacionamento do Encontro de Violeiros. O episódio teria provocado uma discussão e agressões envolvendo Giovani e o policial penal Fábio Domingos.

 

A acusação sustenta que, depois de deixar o evento e retornar para casa, Giovani teria sido seguido. Homens teriam chegado ao imóvel, se identificado como policiais e entrado na residência.

 

Segundo o Ministério Público, Fábio Domingos é apontado como autor do disparo que matou a vítima. Ele e Carlos Jesus de Oliveira respondem por homicídio qualificado.

 

Josane Francisca Dias de Souza também integra o processo, respondendo por acusação de disparo de arma de fogo relacionada à confusão ocorrida anteriormente no estacionamento da festa.

 

Patrício Francisco Dias, que também respondia pelo homicídio, morreu durante a tramitação do processo. A Justiça declarou extinta sua punibilidade.

 

Novo julgamento deve ocorrer em janeiro de 2027

 

O processo tramitava inicialmente em Poxoréu, mas a Justiça determinou que o Tribunal do Júri fosse realizado em Primavera do Leste.

 

Com a dissolução do Conselho de Sentença, será necessário convocar novos jurados para analisar o caso em outra sessão.

 

A expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2027, quando o crime estará próximo de completar nove anos.

 

Até a realização do novo júri, não haverá veredicto do Conselho de Sentença sobre as acusações analisadas nessa sessão.

 

Antenado News — Informação e jornalismo regional.


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