Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 07 de Maio de 2026

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Mauro diz que facções crescem como câncer e culpa legislação: ‘Vamos ficar enxugando gelo’



Em entrevista na Jovem Pan News nesta segunda-feira (15), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), questionado sobre o aumento dos índices de violência e o avanço das organizações criminosas no Estado, afirmou que “esse é um dos mais graves” problemas que o Brasil enfrenta. Mendes classificou o crescimento das organizações criminosas como um “câncer”.

“Esse talvez seja, na minha opinião, um dos mais graves problemas que o Brasil enfrenta e com pouca efetividade nós temos enfrentado isso ao longo dos anos. O nosso esforço, meu, de outros governadores e até do Governo Federal, está sendo em vão”, disse o governador.

“As organizações criminosas estão crescendo como um câncer em todo o País e esse câncer vai acabar virando uma metástase”, acrescentou Mauro Mendes. Segundo ele, “atualmente as grandes cidades brasileiras vivem essa realidade”.

Conforme o governador de Mato Grosso, “nos últimos 30 anos, todos os indicadores de segurança pública pioraram e os nossos esforços não estão produzindo resultados. O cidadão brasileiro sabe disso, tem medo de andar nas ruas e quem pode busca mudar para um condomínio, para um prédio. Mas a grande maioria do povo brasileiro sofre com a violência no nosso país. E o grande responsável por isso são as leis brasileiras que não são adequadas e não punem corretamente para desestruturar a cadeia do crime. O criminoso perdeu o medo da polícia e da Justiça, perdeu o respeito”, completou Mendes.

Governador ressaltou que o combate ao crime organizado esbarra na ineficiência das leis brasileiras, que contribuem para a impunidade.

Momento MT

 



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Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


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