Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Mauro diz que facções crescem como câncer e culpa legislação: ‘Vamos ficar enxugando gelo’



Em entrevista na Jovem Pan News nesta segunda-feira (15), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), questionado sobre o aumento dos índices de violência e o avanço das organizações criminosas no Estado, afirmou que “esse é um dos mais graves” problemas que o Brasil enfrenta. Mendes classificou o crescimento das organizações criminosas como um “câncer”.

“Esse talvez seja, na minha opinião, um dos mais graves problemas que o Brasil enfrenta e com pouca efetividade nós temos enfrentado isso ao longo dos anos. O nosso esforço, meu, de outros governadores e até do Governo Federal, está sendo em vão”, disse o governador.

“As organizações criminosas estão crescendo como um câncer em todo o País e esse câncer vai acabar virando uma metástase”, acrescentou Mauro Mendes. Segundo ele, “atualmente as grandes cidades brasileiras vivem essa realidade”.

Conforme o governador de Mato Grosso, “nos últimos 30 anos, todos os indicadores de segurança pública pioraram e os nossos esforços não estão produzindo resultados. O cidadão brasileiro sabe disso, tem medo de andar nas ruas e quem pode busca mudar para um condomínio, para um prédio. Mas a grande maioria do povo brasileiro sofre com a violência no nosso país. E o grande responsável por isso são as leis brasileiras que não são adequadas e não punem corretamente para desestruturar a cadeia do crime. O criminoso perdeu o medo da polícia e da Justiça, perdeu o respeito”, completou Mendes.

Governador ressaltou que o combate ao crime organizado esbarra na ineficiência das leis brasileiras, que contribuem para a impunidade.

Momento MT

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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