Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 08 de Maio de 2026

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Medeiros convoca Lula, Dilma e Silval para depor na CPMI da JBS



Brasília – Requerimento do senador José Medeiros (Pode-MT) pede a convocação dos ex-presidentes Lula e Dilma e do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar supostas irregularidades em empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) ao grupo J&F, que controla a JBS.

 “Os fatos que envolvem os donos da JBS e os ex-presidentes petistas são gravíssimos e precisam ser apurados à exaustão.Os áudios de Joesley Batista, divulgados pela mídia nacional, trouxeram à tona detalhes de como Dilma e Lula foram informados sobre saldo de propinas de R$ 300 milhões para o Partido dos Trabalhadores. Portanto, a presença deles na CPI deverá esclarecer essa relação que eu considero no mínimo promíscua”, afirmou.

 Quanto ao ex-governador Silval Barbosa, Medeiros afirma que pesam sobre ele a acusação de que os donos da JBS pagavam propinas para, em troca, receber incentivos fiscais em Mato Grosso. O fato já havia sido confirmado por Wesley Batista em sua delação, que afirmou ter pagado um total de R$ 30 milhões em propina ao ex-governador.

José Medeiros também quer que a CPMI ouça Esther Flesch, ex-sócia do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, apontada como responsável pela contratação do ex-procurador da República, Marcello Miller e que teriam trocado e-mails sobre honorários, quando Miller ainda era procurador.

 Jornalista – Ontem (11.09), o senador de Mato Grosso já havia apresentado requerimento convocando Joesley Batista e o procurador geral da República, Rodrigo Janot, a prestarem depoimento na CPMI da JBS. Além dos dois, Medeiros também pediu que o colegiado convocasse o empresário Ricardo Saud, a jornalista Ticiana Villas Boas, esposa de Joesley, o ex-procurador da República Marcelo Miller e Eduardo Botão Pelella, procurador da República.

 A CPMI da JBS elegeu, nesta manhã de terça-feira (12.09), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como relator. O presidente do colegiado é o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

Assessoria de Imprensa



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Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


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