Primavera do Leste / MT - Domingo, 14 de Junho de 2026

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Menina de 12 anos baleada pelo padrasto ao tentar defender a mãe em MT está na UTI



Homem de 33 anos pretendia atirar na mãe da vítima por não aceitar o fim do relacionamento. Ele ainda não foi localizado e o caso está sendo investigado pela polícia.

Uma menina de 12 que levou um tiro no abdômen ao tentar defender a mãe dela, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, no sábado (13), está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do município, de acordo com a Polícia Civil.

Mas, Ana Luisa Cavalcante Medeiros está consciente, conforme a polícia.

O autor do disparo, segundo a polícia, é o padrasto da vítima, Alexsandro de Moura Amaral, de 33 anos, que ainda não foi localizado.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Rondonópolis.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na data do crime, Alexsandro teria pulado o murado da casa da ex-mulher dele, Cirley Nunes Cavalcante, para tentar matá-la. A enteada, ao ver que o padrastro estava armado, gritou para a mãe que correu e se escondeu no quarto.

A menina estava na frente da porta do quarto em que a mãe estava quando Alexsandro efetuou disparo e a acertou.

A princípio, o padrasto deve responder por tentativa de homicídio doloso, que é quando existe a intenção de matar.

Um vizinho, que pediu para ter a identidade revelada, disse não ter ouvido o barulho do disparos. “Estava lavando o meu carro, não escutamos nada. Daí chegou a viatura da Polícia Militar e o Samu, só ouvimos os comentários de que ele tinha atirado na enteada”, contou.

Segundo ele, a informação é de que ele não aceitava a separação e, por isso, tentou matar a mulher.

G1 / MT



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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