Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 27 de Maio de 2026

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Menina de 12 anos baleada pelo padrasto ao tentar defender a mãe em MT está na UTI



Homem de 33 anos pretendia atirar na mãe da vítima por não aceitar o fim do relacionamento. Ele ainda não foi localizado e o caso está sendo investigado pela polícia.

Uma menina de 12 que levou um tiro no abdômen ao tentar defender a mãe dela, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, no sábado (13), está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do município, de acordo com a Polícia Civil.

Mas, Ana Luisa Cavalcante Medeiros está consciente, conforme a polícia.

O autor do disparo, segundo a polícia, é o padrasto da vítima, Alexsandro de Moura Amaral, de 33 anos, que ainda não foi localizado.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Rondonópolis.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na data do crime, Alexsandro teria pulado o murado da casa da ex-mulher dele, Cirley Nunes Cavalcante, para tentar matá-la. A enteada, ao ver que o padrastro estava armado, gritou para a mãe que correu e se escondeu no quarto.

A menina estava na frente da porta do quarto em que a mãe estava quando Alexsandro efetuou disparo e a acertou.

A princípio, o padrasto deve responder por tentativa de homicídio doloso, que é quando existe a intenção de matar.

Um vizinho, que pediu para ter a identidade revelada, disse não ter ouvido o barulho do disparos. “Estava lavando o meu carro, não escutamos nada. Daí chegou a viatura da Polícia Militar e o Samu, só ouvimos os comentários de que ele tinha atirado na enteada”, contou.

Segundo ele, a informação é de que ele não aceitava a separação e, por isso, tentou matar a mulher.

G1 / MT



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Operação policial combate avanço de Facção criminosa sobre associação comunitária na região distrito Nova Poxoréu


A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras

A Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 27, a Operação Dreamfall, voltada ao enfrentamento da atuação de uma facção criminosa com influência em Primavera do Leste, a partir da região de Nova Poxoréu, especialmente no “Vale dos Sonhos”.

As investigações revelam que integrantes da facção teriam assumido o controle de uma associação de moradores da comunidade, utilizando intimidação, ameaças e violência para dominar a entidade comunitária e ampliar o poder da organização criminosa na região.

De acordo com informações da Polícia Federal, o grupo passou a impor cobranças obrigatórias aos moradores, exigindo pagamentos mensais e até taxas ligadas ao acesso de serviços essenciais, como abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica.

A operação teve origem após compartilhamento de informações realizado pelo Comando Regional da Polícia Militar de Primavera do Leste, que identificou indícios da presença estruturada da facção no distrito.

Durante a ação policial desta quarta-feira, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Rondonópolis.

Além das acusações de organização criminosa, extorsão e lavagem de dinheiro, os investigados também poderão responder com base na nova Lei Federal nº 15.358/2026, criada especificamente para endurecer o combate às facções criminosas no país. A legislação prevê penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão, sobretudo em casos envolvendo domínio territorial, exploração ilegal de serviços e intimidação coletiva.

A atuação criminosa no Vale dos Sonhos acendeu alerta entre autoridades de segurança pública devido à ligação direta da comunidade com Primavera do Leste. Embora o distrito pertença administrativamente ao município de Poxoréu, grande parte da população depende da estrutura econômica, comercial e de serviços da cidade vizinha.

Nos bastidores das forças de segurança, a preocupação é de que organizações criminosas estejam tentando ocupar espaços comunitários em regiões periféricas e distritos em expansão, aproveitando fragilidades sociais, ausência de infraestrutura e disputas locais para consolidar influência.

A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras, assumindo inclusive funções que deveriam ser garantidas pelo poder público.

 


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