Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 20 de Outubro de 2026

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MPF apura cumprimento de reivindicações por saneamento, educação e saúde por indígenas



Em portarias publicadas no Diário do Ministério Público Federal (MPF) essa semana foram instaurados procedimentos para acompanhar o cumprimento de medidas para atender reivindicações de povos indígenas de Mato Grosso quanto a saneamento básico, educação e saúde.

 

Uma das portarias foi assinada pela procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani. Ela citou que um inquérito civil havia sido instaurado após representação feita pelo povo indígena Guexéuvy Guató, na qual reivindicavam melhoria educacional para a sua comunidade.

 

Ela ainda pontuou que durante a 3ª Assembleia dos Povos Indígenas de Mato Grosso e 1ª Assembleia Ordinária da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, no último mês de outubro, os indígenas reivindicaram a construção de uma escola de ensino específico e diferenciado em seu território.

 

As últimas informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) indicavam que já foram realizados os devidos encaminhamentos para a prestação do serviço de educação à comunidade.

 

“Resolve, (…) instaurar, por meio da presente portaria, procedimento administrativo, com prazo de um ano, tendo como objeto acompanhar a prestação de educação ao povo indígena Guexéuvy Guató da Terra Indígena Baía dos Guató, município de Barão de Melgaço/MT, realizada em sala anexa da Escola Estadual Dom Francisco de Aquino Correa”.

 

Outra portaria, assinada pelo procurador da República Ricardo Pael Ardenghi, trata sobre a necessidade de se acompanhar o cumprimento das soluções apresentadas para amenizar as condições de saneamento e ambientais de algumas aldeias.

 

“Resolve, (…) instaurar, por meio da presente portaria, procedimento administrativo, com prazo de um ano, tendo como objeto acompanhar a efetivação das medidas apresentadas pela SESANI para amenizar as condições de saneamento e ambientais das comunidades Meribá; Nova Esperança; Vale da Benção e Arimatéia, todas da etnia Xavante”.

 

O procurador Ricardo Pael Ardenghi também assinou uma portaria referente à prestação de serviços de saúde. Ele citou que um inquérito civil apurou irregularidades em Paranatinga, na aplicação das verbas de Incentivo de Atenção Básica aos Povos Indígenas (IAB-PI).

 

Foram realizadas diversas diligências e reuniões e o Município se comprometeu a apresentar um plano de aplicação do saldo remanescente do IAB-PI. Não houve necessidade de celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já que o plano de aplicação que foi aprovado demonstrou compatibilidade entre a aquisição de itens necessários e o extrato apresentado pela Prefeitura de Paranatinga. Porém, o procurador entendeu que existem informações pendentes.

 

“Resolve (…) instaurar, por meio da presente portaria, procedimento administrativo, com prazo de um ano, tendo como objeto acompanhar a aplicação e efetivação do referido plano de aplicação do saldo remanescente do IAB-PI no Município de Paranatinga/MT. Ressalto que é de responsabilidade exclusiva da municipalidade a adoção dos procedimentos administrativos que objetivem a aplicação dos recursos em observância à legislação em vigor”.

GD



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Construção da maior ponte de Mato Grosso que conectará Nortão ao Noroeste chega a 77% de execução


Construção da maior ponte de Mato Grosso que conectará Nortão ao Noroeste chega a 77% de execução

 

A maior das pontes de concreto do Estado está sendo construída na MT-208 sobre o Rio Juruena e tem 1.410 metros de extensão. Atualmente a obra está com 77% de execução, informou, hoje, a assessoria do governo de Mato Grosso. Localizada entre os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, a ponte recebeu investimento de R$ 293 milhões. A obra ainda inclui o asfaltamento de 59 km e a construção de mais três pontes com 25, 30 e 50 metros de extensão.

 

A ponte vai integrar o Nortão a Noroeste de Mato Grosso, diminuindo a distância entre os municípios do Vale do Juruena e a BR-163 em mais de 400 quilômetros. Atualmente, além da falta de asfalto, o trajeto necessita a utilização de uma balsa que demora em torno de uma hora para atravessar o rio.

 

“Essa é uma obra que vai ser a redenção da região. Será uma nova saída para a BR-163 e para o porto de Miritituba. Vai viabilizar a logística para quem quiser produzir nesta região, que eu não tenho dúvida que será a mais próspera do Estado nos próximos anos”, afirmou, através de assessoria, Marcelo de Oliveira e Silva, secretário estadual de Infraestrutura e Logística.


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