Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026

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MT recebe 9 mil unidades de cloroquina do governo federal



Mato Grosso recebeu 9 mil comprimidos de cloroquina do governo federal para tratamento dos pacientes com o novo coronavírus. A medida faz parte do pacote de 500 mil comprimidos do medicamento distribuídos pelo Ministério da Saúde desde o fim de março para combater a pandemia da covid-19. O recebimento da cloroquina foi confirmado pelo secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, na live desta terça-feira (19).

“Recebemos fracionados lotes do Ministério da Saúde com 9 mil comprimidos de cloroquina e fizemos a distribuição entre os hospitais”, informou Figueiredo.

 

Por ser uma doença nova, a covid-19 ainda não tem um medicamento ou vacina para a cura. No entanto, o Ministério da Saúde decidiu distribuir o medicamento que, em alguns casos se mostrou eficiente, mas que em novos estudos causou complicações no estado dos pacientes com o vírus.

Ele também pontuou que, apesar do apelo popular para o uso em massa do medicamento, não são todos os casos que possuem indicação. “A gente percebe nas nossas redes sociais volume de pessoas que clamam para que pessoas recebam cloroquina. Não dá para distribuir no pacotinho para todo mundo. Todo médico que assim entender, vai administrar”.

 

Isso porque, segundo o secretário, o medicamento não é efetivo para todos os casos. Cada paciente deve ser avaliado pelo médico, que é quem decide sobre o uso. “Não há proibição nenhuma de utilização de cloroquina. Só que não é secretário que prescreve, é o médico. Cada paciente é individual, com comorbidades que influem nos medicamentos”.

 

Na entrevista Gilberto voltou a enfatizar a necessidade das pessoas ficarem em casa e manterem o isolamento. “As pessoas que estão circulando, fazem por subsistência. Mas, quem puder ficar em casa, para proteger os familiares do grupo de risco, deve fazer”.

 

Com a flexibilização das restrições, como a reabertura das empresas e indústrias, a previsão é que os casos continuem aumentando, mesmo que ainda não se saiba até quando esse crescimento vai continuar. “Continuará sendo crescente o número de casos e vai aumentar demanda por leitos hospitalares. Espero que não faltem leitos”.

GD



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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