Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Opinião - política

O espetáculo da politicagem



A prática de uma minoria que ainda tenta engolir uma cidade

“Câmara aprovou contas da gestão passada com parecer favorável do Ministério Público e Tribunal de Contas”

Na sessão ordinária de ontem, 30, a pauta foi à votação das contas anuais da gestão passada. Foram 10 votos favoráveis a 5 contrários. Mas antes deste processo de votação pelo legislativo  da Câmara Municipal, o documento passou pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso que deu parecer favorável.

O que surpreendeu a maioria dos Primaverenses foi o discurso na tribuna da vereadora Carmen Betti, que contestou alguns números em relação ao dinheiro aplicado na saúde. Mas o que chama atenção é que a vereadora na época em que ainda não era candidata, e que estava como membra titular da comissão de justiça e redação,  teve acesso a toda documentação e mesmo assim, deu parecer favorável pela comissão.

Como pode? Dúvida? Insegurança? Politicagem talvez seja a palavra mais apropriada. Mas vamos recordar! Este início de ano, com o gestor Getúlio Viana, alguns cortes na saúde foram feitos, como o encerramento ao atendimento noturno em alguns Postos de Saúde, também como o fechamento da Farmácia Municipal em alguns postos, e também o quase fechamento do Cerest (órgão que cuida da saúde do trabalhador), e isso porque todos esses serviços são direitos assegurados a população, mas para o gestor anterior não foi prioridade. E por aqui nem vamos falar dos outros serviços cortados, e sucateados.

Durante sua fala indignada, vejamos! Se não gastarmos com a saúde, como fica a população? No uso da tribuna os vereadores Luis Costa e Manuel Mazutti, ressaltaram a importância da aplicabilidade do dinheiro público, no caso da saúde. Luis chamou a atenção da vereadora, no sentido de criticar o documento, mas apenas na tribuna, local público e de visibilidade pelo período eleitoral.

“Não podemos usar a política, por questões pessoais, com ódio no coração. A senhora foi vereadora na gestão passada e aprovou as contas do ex-prefeito Getúlio Viana, com muito mais apontamentos, e se a gestão do seu Érico teve tantas falhas como a senhora cita, então faltou fiscalização do legislativo passado, no qual a senhora fez parte”. Menciona o vereador Luis Costa sobre a fala da vereadora Carmen.

Os números apresentados das contas do ex-prefeito da gestão anterior mostram um dado de 64 milhões de gastos, em um ano, com saúde pública. E como estava? O Cerest funcionando, as farmácias nos bairros, os atendimentos noturnos, entre outros serviços oferecidos. Já a gestão de 8 meses, do ex-prefeito Getúlio Viana, gastou quase 46 milhões de reais, cortando todos os serviços essenciais. E quem sentiu isso, foi à comunidade!

Esse emaranhado deixa claro que a situação política de um grupo ainda prevalece. O interesse de uma minoria massacra todos os direitos da maior parte da população, e assim as possibilidades de fazer política coerente, de lutar por cidadania, acaba sendo sufocada, e quem sofre é o cidadão.

Fonte: dados do portal da transparência / Primavera do Leste



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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