Primavera do Leste / MT - Sábado, 07 de Marco de 2026

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Opinião - política

O espetáculo da politicagem



A prática de uma minoria que ainda tenta engolir uma cidade

“Câmara aprovou contas da gestão passada com parecer favorável do Ministério Público e Tribunal de Contas”

Na sessão ordinária de ontem, 30, a pauta foi à votação das contas anuais da gestão passada. Foram 10 votos favoráveis a 5 contrários. Mas antes deste processo de votação pelo legislativo  da Câmara Municipal, o documento passou pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso que deu parecer favorável.

O que surpreendeu a maioria dos Primaverenses foi o discurso na tribuna da vereadora Carmen Betti, que contestou alguns números em relação ao dinheiro aplicado na saúde. Mas o que chama atenção é que a vereadora na época em que ainda não era candidata, e que estava como membra titular da comissão de justiça e redação,  teve acesso a toda documentação e mesmo assim, deu parecer favorável pela comissão.

Como pode? Dúvida? Insegurança? Politicagem talvez seja a palavra mais apropriada. Mas vamos recordar! Este início de ano, com o gestor Getúlio Viana, alguns cortes na saúde foram feitos, como o encerramento ao atendimento noturno em alguns Postos de Saúde, também como o fechamento da Farmácia Municipal em alguns postos, e também o quase fechamento do Cerest (órgão que cuida da saúde do trabalhador), e isso porque todos esses serviços são direitos assegurados a população, mas para o gestor anterior não foi prioridade. E por aqui nem vamos falar dos outros serviços cortados, e sucateados.

Durante sua fala indignada, vejamos! Se não gastarmos com a saúde, como fica a população? No uso da tribuna os vereadores Luis Costa e Manuel Mazutti, ressaltaram a importância da aplicabilidade do dinheiro público, no caso da saúde. Luis chamou a atenção da vereadora, no sentido de criticar o documento, mas apenas na tribuna, local público e de visibilidade pelo período eleitoral.

“Não podemos usar a política, por questões pessoais, com ódio no coração. A senhora foi vereadora na gestão passada e aprovou as contas do ex-prefeito Getúlio Viana, com muito mais apontamentos, e se a gestão do seu Érico teve tantas falhas como a senhora cita, então faltou fiscalização do legislativo passado, no qual a senhora fez parte”. Menciona o vereador Luis Costa sobre a fala da vereadora Carmen.

Os números apresentados das contas do ex-prefeito da gestão anterior mostram um dado de 64 milhões de gastos, em um ano, com saúde pública. E como estava? O Cerest funcionando, as farmácias nos bairros, os atendimentos noturnos, entre outros serviços oferecidos. Já a gestão de 8 meses, do ex-prefeito Getúlio Viana, gastou quase 46 milhões de reais, cortando todos os serviços essenciais. E quem sentiu isso, foi à comunidade!

Esse emaranhado deixa claro que a situação política de um grupo ainda prevalece. O interesse de uma minoria massacra todos os direitos da maior parte da população, e assim as possibilidades de fazer política coerente, de lutar por cidadania, acaba sendo sufocada, e quem sofre é o cidadão.

Fonte: dados do portal da transparência / Primavera do Leste



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TCE-MT confirma regularidade de licitação da Prefeitura de Primavera do Leste e reconhece economia de 22% aos cofres públicos


A redução superior a 20% no valor da proposta vencedora representa significativa economia aos cofres públicos

A licitação teve como objetivo a contratação de empresa especializada para a execução de obra de drenagem de águas pluviais no Bairro Jardim Ipê Florido

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) confirmou a regularidade da Concorrência Pública nº 001/2025 realizada pela Prefeitura de Primavera do Leste e reconheceu a economicidade do processo, que garantiu uma economia de aproximadamente 22% em relação ao valor inicialmente estimado pela Administração Municipal.

 

A redução superior a 20% no valor da proposta vencedora representa significativa economia aos cofres públicos, reforçando o compromisso da gestão com a responsabilidade fiscal e com a busca pela proposta mais vantajosa para o Município.

 

A licitação teve como objetivo a contratação de empresa especializada para a execução de obra de drenagem de águas pluviais no Bairro Jardim Ipê Florido, com valor estimado em R$ 1,4 milhão. Com a disputa regular entre as participantes, a empresa vencedora apresentou proposta substancialmente inferior ao orçamento previsto, assegurando melhor aplicação dos recursos públicos.

 

Durante o processo, houve denúncia apresentada por uma das empresas participantes, questionando sua inabilitação na fase de análise documental. No entanto, o Tribunal considerou a manifestação improcedente. Conforme destacado na decisão, a empresa deixou de apresentar, dentro do prazo estabelecido em edital, documento essencial à habilitação, o balanço patrimonial referente a um dos exercícios exigidos pela Lei nº 14.133/2021.

 

A decisão foi relatada pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, que ressaltou não se tratar de mero erro formal, mas da ausência de requisito obrigatório, o que justificou a decisão da Comissão de Licitação. O TCE-MT também apontou que não houve prejuízo à competitividade do certame.

 

Ao validar o procedimento e reconhecer a economia obtida, o Tribunal reforça que a licitação foi conduzida com legalidade, transparência, segurança jurídica e respeito aos princípios da Administração Pública.

A decisão demonstra que a gestão municipal tem mantido a correta aplicação dos recursos públicos, com rigor técnico, responsabilidade e total observância à legislação vigente em todos os seus processos licitatórios.


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