Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Obra levará água do São Francisco para 42 municípios do estado



dona de casa Maria de Lourdes de Almeida tem 54 anos de idade e sempre conviveu com o problema da falta de água no sertão de Alagoas. Um sofrimento que agora chegou ao fim com o Canal do Sertão Alagoano, que está levando água para uma das regiões mais secas do país. Maria de Lourdes está feliz com a chegada da água.

“A vida vai ficar bem melhor. Agora posso cozinhar, lavar roupa e beber água sem precisar gastar dinheiro com os carros pipas”, disse.

O Canal do Sertão Alagoano utiliza a água do Rio São Francisco para abastecer a área rural de 42 municípios de Alagoas. Quando o projeto estiver concluído, o canal terá 250 quilômetros (km) de extensão e beneficiará um milhão de pessoas.

O presidente Jair Bolsonaro participou, em Piranhas (AL), da cerimônia que marcou a conclusão de mais uma etapa da construção do Canal do Sertão de Alagoas. Durante o evento foi assinado o contrato para liberar R$ 14,8 milhões para conclusão da quarta etapa do projeto. Com o fim da quarta fase, 113 mil moradores do sertão de Alagoas vão ser beneficiados.

O presidente comemorou de forma bem humorada a chegada da água. Ele abriu um grande chuveiro para simbolizar a inauguração e se molhou com crianças presentes na cerimônia.

A água está modificando a vida das pessoas que moram no sertão. Valmir Santana, morador de Piranhas há 40 anos, trabalhou como pedreiro na obra do canal e agora é um dos beneficiados pelo projeto. “Água é vida e o canal trouxe a vida para o sertão”.

O agricultor José Laércio tem 62 anos de idade e sempre morou no sertão. Ele disse que antes do canal precisava andar 36 quilômetros para buscar água. Agora ele abre a torneira e consegue regar a plantação. “Agora eu posso plantar de tudo o ano inteiro e não precisarei mais de ficar um dia inteiro caminhando para buscar água”.

O Canal do Sertão vai garantir o abastecimento para a população atingida pela seca. Outros trechos do canal já estão em operação e abastecem 228 mil pessoas nos municípios da região do Alto Sertão. A água também é utilizada para irrigar plantações na área rural. Já foram registradas mais de 500 captações para produtores agrícolas, atividade pecuária e comunidades rurais.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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