Operação mira 14 pessoas envolvidas em esquema de jogo do bicho em MT
Ao todo, 37 máquinas semelhantes às de cartões de crédito, que eram usadas para os jogos foram apreendidas.
Por g1 MT
Uma operação da Polícia Civil cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em pontos comerciais de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, nesta terça-feira (13). A Operação Arca de Noé tem o objetivo de combater o jogo do bicho na região.
Ao todo, 14 pessoas foram conduzidas à Delegacia Regional e 37 máquinas semelhantes às de cartões de crédito que eram usadas para os jogos, foram apreendidas. A operação é a primeira fase da investigação que procura identificar e prender os membros da organização criminosa que dão sustentação ao jogo do bicho na cidade.
2 de 2 O material apreendido passará por perícia da Politec. — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso
Para o delegado Thiago Damasceno, as organizações criminosas usam os jogos de azar para cometerem crimes graves como o tráfico de drogas e de armas, corrupção de servidores públicos, crimes contra a vida e patrimoniais.
“Mato Grosso já sofreu com a influência do jogo do bicho e a ação de hoje visa impedir o fortalecimento e o domínio dessas organizações criminosas”, explica.
O material apreendido deve passar por perícia da Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (Politec).
Tania Rauber _é mentora em Comunicação e Oratória.
Sete segundos. Durante décadas, esse foi o tempo médio necessário para que alguém começasse a formar uma opinião sobre você. Em outras palavras, era o intervalo para causar uma boa impressão. Isso antes dos algoritmos, dos perfis e dos feeds transformarem a forma como consumimos informação, nos relacionamos e construímos conexões. Agora, com o digital cada vez mais presente em nossas vidas, esse prazo foi reduzido para até três segundos. Uma diminuição superior à metade, enquanto o desafio mais que duplicou.
Na internet, a disputa pela atenção é infinitamente maior. São milhares de estímulos competindo simultaneamente por alguns instantes do nosso olhar. Vídeos, fotos, anúncios, notificações e mensagens transformaram a atenção em um dos ativos mais valiosos da atualidade.
Antes mesmo de uma conversa presencial, somos apresentados ao mundo por meio de uma foto de perfil, uma publicação nas redes sociais, um vídeo, uma reunião online ou uma participação em um podcast. Em segundos, as pessoas formam percepções sobre quem somos e sobre o valor que podemos oferecer.
Engana-se quem acredita que isso está relacionado apenas à aparência. No ambiente digital, causar uma boa impressão depende de uma combinação de fatores. Clareza na comunicação, autenticidade, postura, linguagem corporal, consistência e, sobretudo, a capacidade de criar conexões fazem toda a diferença.
Nesse contexto, a oratória deixa de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar uma ferramenta estratégica. Saber organizar ideias, transmitir segurança e estabelecer conexões genuínas são competências capazes de transformar conhecimento em influência.
Não é raro encontrar profissionais altamente qualificados, com anos de experiência e profundo domínio técnico, que ainda enfrentam dificuldades para comunicar o próprio valor. Na prática, a percepção sobre quem somos começa antes mesmo da primeira palavra. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, não basta ser competente. É preciso tornar essa competência visível.
Isso não significa criar personagens ou buscar uma perfeição impossível. Pelo contrário. Autenticidade e preparo caminham juntos.
Porque, antes de confiar no que fazemos, as pessoas precisam confiar em quem somos. E essa relação é construída pela coerência entre aquilo que mostramos, o discurso que sustentamos e a experiência que entregamos.
No ambiente digital, personagens dificilmente se sustentam. A verdadeira autoridade nasce do alinhamento entre imagem, comunicação e propósito. Mais do que chamar atenção, é preciso construir credibilidade.
A primeira impressão abre portas. A coerência constrói confiança. E é dessa combinação que nasce a verdadeira autoridade. Por isso, hoje, mais do que nunca, a primeira impressão ainda importa. E muito.
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