Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Parceria com Governo do Estado garantirá mais vagas e estrutura moderna para alunos da rede municipal de Primavera do Leste



Coordenadoria de Comunicação

A educação de Primavera do Leste acaba de dar um passo importante com a assinatura do termo que oficializa a cessão da nova unidade escolar do bairro Jardim Luciana para o município. A escola, que já está em construção com recursos do Governo do Estado, garantirá mais vagas para alunos do ensino fundamental, oferecendo uma estrutura moderna, totalmente climatizada e equipada para atender a crescente demanda da rede municipal.
O documento foi assinado na manhã desta quinta-feira (20), no estande da Prefeitura durante a Farm Show 2025, pelo vice-governador Otaviano Pivetta. O ato contou com a presença do prefeito Sergio Machnic, da vice-prefeita Iva Viana, da secretária municipal de Educação, Luciani de Almeida Cunha, além de outras autoridades locais.
A nova escola chega para atender a necessidade urgente de mais vagas no ensino fundamental. Atualmente, a rede municipal já ultrapassou 6 mil alunos de 6 a 10 anos, distribuídos em 10 unidades escolares. No entanto, muitas crianças precisam se deslocar para estudar, já que não há escolas suficientes nos bairros onde moram. Para suprir essa demanda, a prefeitura precisou adaptar 14 turmas em salas anexas, uma solução provisória que agora será resolvida com a nova unidade.
O prefeito Sergio Machnic ressaltou a importância da parceria com o Governo do Estado para garantir mais investimentos na educação. “Essa escola é uma grande conquista para nosso município, pois reforça o nosso compromisso em oferecer um ensino de qualidade para nossas crianças. O Governo do Estado tem sido um parceiro fundamental, entendendo as necessidades  e contribuindo para que possamos atender cada vez melhor nossos alunos. Com essa nova unidade, muitas famílias terão acesso a uma escola bem estruturada, perto de casa, proporcionando mais conforto e um aprendizado mais eficiente”, afirmou o prefeito.
Para a secretária municipal de Educação, Luciani Cunha, a cessão da escola é um grande avanço para a cidade. “A construção dessa unidade pelo Governo do Estado já representa um investimento essencial na educação, e agora, com a cessão ao município, poderemos integrá-la à nossa rede e atender mais alunos com qualidade. Essa parceria é fundamental para garantir que todas as crianças tenham acesso a um ensino digno, próximo de casa e com infraestrutura adequada”, afirmou.
A vice-prefeita Iva Viana ressaltou o impacto positivo da escola para as famílias da região. “Essa nova unidade vai transformar a realidade de muitas crianças que hoje precisam se deslocar para estudar. Com essa escola, além de ampliarmos as vagas na rede municipal, garantimos um ensino mais acessível e confortável para os alunos. Esse é um grande avanço para Primavera do Leste, e seguimos trabalhando para fortalecer ainda mais a educação no município”, disse.
O vice-governador Otaviano Pivetta reforçou que a educação é prioridade para o Governo do Estado e que investimentos como esse são essenciais para acompanhar o crescimento das cidades. “O Governo de Mato Grosso trabalha para garantir que todas as crianças tenham acesso a escolas bem estruturadas, com ensino de qualidade. Primavera do Leste está em pleno desenvolvimento, e essa nova unidade chega para atender uma necessidade real da população, proporcionando um ambiente adequado e confortável para os alunos”, afirmou.
A escola está sendo construída na Avenida São João Bosco, antiga Avenida Formosa, no Loteamento Jardim Luciana, e será incorporada à rede municipal de ensino. Com salas climatizadas, mobiliário novo e uma estrutura moderna, a unidade garantirá mais conforto e qualidade para os estudantes.
Conforme o prefeito, “a prefeitura segue investindo na educação e fortalecendo parcerias com o Governo do Estado para ampliar a infraestrutura escolar e oferecer cada vez mais oportunidades para as nossas crianças”.


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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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