Pecuarista é encontrado morto amarrado em árvore após denunciar abate de gado em Poxoréu
Ele havia denunciado abate clandestino na fazenda dele, em Poxoréu. Crime ocorreu na madrugada deste domingo (15) e ninguém foi preso.
Um pecuarista foi encontrado morto amarrado em uma árvore na madrugada deste domingo (15) nos fundos da fazenda dele, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, Elói Pereira Duarte, de 77 anos, havia denunciado, na semana passada, o abate clandestino de gados na propriedade dele.
A Polícia Civil foi comunicada e deve abrir um inquérito nesta segunda-feira (16).
Elói foi encontrado morto, às 1h (horário de Mato Grosso), na propriedade onde criava gados há mais de 20 anos. Ele morava na cidade com a família.
O corpo dele estava nos fundos da sede da fazenda, amarrado em uma árvore e com sinais de vários golpes na cabeça. A suspeita é a de que os criminosos tenham usado um pedaço de madeira pra matá-lo.
As primeiras informações apontam que os criminosos que já vinham abatendo gado na fazenda do pecuarista às escondidas. A polícia suspeita que tenham cometido o crime justamente no momento em que a vítima chegava na fazenda.
Na última terça-feira (10) o pecuarista chegou a registrar boletim de ocorrência na polícia, denunciando a prática de abate clandestino que teria passado a ser frequente na fazenda.
A polícia trabalha com a hipótese de que Elói tenha flagrado, no sábado (14), o abate no local e acabou sendo executado.
Latas de cerveja foram recolhidas na fazenda por investigadores. A partir delas, a polícia deve ter impressões digitais que poderão ajudar nas investigações. A previsão é de que o inquérito seja concluído em 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias.
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça
TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018
Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
Proposta
O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
Controvérsia
A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.
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