Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Pedido para abertura da CPI de Transportes em Primavera do Leste é retirado de pauta



O vereador Luis Costa (PL) protocolou o requerimento de CPI solicitando a investigação dos transportes públicos, escolares e outros. Porém o documento foi retirado de pauta porque alguns vereadores não entenderam a necessidade de investigação de todos os tipos de transportes.

Na última sessão ordinária, antes do recesso plenário (15), os vereadores discutiram e votaram o pedido de requerimento para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos transportes públicos, escolares e outros. A solicitação do requerimento foi confeccionada pelo vereador Luis Costa (PL), e assinada por mais cinco vereadores, sendo, Juarez Faria Barbosa (PDT), Valmislei Alves dos Santos (PV), Carlos Araújo (PP), Carmem Betti Borges de Oliveira (PSC) e Manuel Mazzutti Neto (MDB).

O objetivo da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem como finalidade investigar o serviço prestado em transporte na cidade de Primavera do Leste – MT, que atua com o transporte coletivo urbano e intermunicipal (linha Primavera do Leste X Poxoreu) e transporte escolar, e todos os outros tipos de transportes municipais.
“Fiz o requerimento em meu gabinete e de forma clara e objetiva, levei a todos os vereadores de forma transparente, e destes, cinco assinaram o pedido. Para a confecção deste pedido, andei muito antes, ouvi muitas pessoas, recebi muitas mensagens e vídeos e partir desta coleta de dados, decidi ir em loco, e peguei o ônibus no Primavera 3 e percorri até o centro, para verificar a qualidade do transporte e percebi que os ônibus estão com muito atrasos, a estrutura da maioria dos veículos estão sucateadas, também existe super lotação. Todas as situações que aponto, temos como provar com os relatos dos passageiros. Nós estamos aqui para legislar para o povo, que tem sofrido muito em sair de casa as 4h da manhã e mesmo assim não conseguem chegar no trabalho cedo por causa dos atrasos, precisamos tratar com respeito o usuário, quem está pagando merece um serviço de qualidade”. Aponta Luis Costa.
Em relação aos depoimentos, discorrem-se algumas situações relatadas de cidadãos:
1-O atraso constante nos pontos de ônibus, principalmente nos bairros;
2-A super lotação;
3-A falta de manutenção mecânica, como exemplo, a situação de um pneu estourar na rodovia e não ter condições para sua troca;
4-Reclamação de velocidade alta;
5 -A possível irregularidade com as documentações dos veículos;
6-A possível falta de vistoria de órgãos municipal e estadual;
7-Negligência no cumprimento do contrato de concessão;
8-E outros fatos que surgir no decorrer da investigação, como também no mérito do transporte escolar, envolvendo condições e licitações.
Para chegar-se a este processo, moradores de Primavera do Leste e outros de Poxoreu relataram os fatos. Ouviu-se também funcionários de uma grande empresa de Primavera do Leste, que relatou os problemas principalmente no que diz respeito ao transporte intermunicipal. A reunião entre a empresa foi possível com a cooperação e disposição do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, em que, em anexo ao documento, também relata a situação e posição do sindicato frente a esta CPI.


Porém o requerimento teve o parecer jurídico contrário pois a justificativa é que o pedido é muito amplo, porque solicita a investigação de todas as empresas de transportes. Diante da divergência em plenário, depois de muitas discussões os vereadores em sua maioria decidiram que era melhor retirar o requerimento da pauta e reformular o texto para que após o período de recesso, seja novamente protocolado para ir em sessão. Desta forma ficará apenas a investigação ao transporte público municipal.
“O meu objetivo era investigar todos os transportes de nossa cidade, seja público, escolar, as licitações do executivo que envolvem transportes, porque desta forma seriamos justos e analisaríamos a qualidade e transparência em todos os ramos de transportes de nossa cidade. Mas respeito o parecer jurídico e respeito os votos contrários de cada colega. No entanto, quero que não se esqueçam que estamos aqui legislando, para o povo, que paga a passagem, povo que acorda de madruga, povo sofrido, povo que sai de bairro distante como o Primavera 3 e tem que vim até o centro para trabalhar, mas muitas vezes perde até um dia de trabalho por falta de cumprimento de horário e lotação. São muitas as reclamações e podemos observar a insatisfação dos usuários. Várias pessoas procuraram meu gabinete e fizeram declarações que inclusive estão anexadas ao requerimento, relatando a má qualidade do transporte. Eu quero que o cidadão seja respeitado, e que possa ter um transporte de qualidade, e precisamos buscar soluções porque não adianta mais querer abrir CPI depois das tragédias, como é o caso de brumadinho. Infelizmente, neste país esperamos acontecer o pior, para que possamos tomar atitudes”. Explica o legislador.
Luis Costa afirma que com a abertura da CPI, será possível a investigação em ter em Primavera do Leste um transporte público de qualidade. “Quem mais precisa é o senhor trabalhar, estudante, professor, precisamos lutar para que isso aconteça para todos nós”.

Com informações do Aqui Agora Pva



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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