Primavera do Leste / MT - Domingo, 29 de Marco de 2026

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Opinião

PEREGRINOS



Não há como negar que existe um sentimento de deslocamento ou uma inadequação quanto a vida dos cristãos neste mundo. C.S. Lewis chegou a conclusão de que só pode ser, porque fomos criados para um outro mundo. Ou seja, estamos longe de casa. Somos peregrinos e forasteiros neste mundo, vivemos deslocados, com um forte sentimento de ausência que não será preenchido por coisa alguma neste mundo.

É bem este sentimento que afligia os cristãos das regiões as quais Pedro escreveu sua primeira carta, e que ainda continua a afligir a sociedade pós-moderna. Naquelas regiões as pessoas viviam debaixo de um forte poder político, um regime de opressão e perseguição, pois Nero estava no poder.

Muito semelhante à vida contemporânea, a cultura é confusa, cada um tem a sua própria verdade e superstições, cada um serve o seu próprio deus. O homem pensa apenas no presente, a maior preocupação é sobreviver sem qualquer esperança quanto ao futuro, não se tem nenhum propósito para a existência que ajude a enfrentar a vida presente, só se pensa em como aproveitar ao máximo do que se tem disponível hoje, pois o amanhã é incerto.

A mensagem de Pedro é relevante, pois aponta caminhos para entendermos os desafios de nosso tempo e trabalharmos para transformação deste mundo de maldades, injustiças e aflições por meio do Evangelho, mas mantendo uma esperança viva em Cristo Jesus.

Pedro usa a dinâmica do passado e o futuro. No passado, está a obra redentora que Deus fez na pessoa de seu filho Jesus Cristo. Seu nascimento, sua vida, morte e ressurreição. E no futuro está a esperança da volta de Cristo para aplicar de forma global e total a sua obra; renovar os céus e a terra, e manifestar a totalidade de seu reino.

O cristão precisa peregrinar por este mundo com um correto entendimento de sua eleição e redenção. Da obra que Cristo já fez por nós na cruz, e da obra que Ele ainda fará. Nestas duas perspectivas, passado – futuro, o cristão encontra força, encorajamento e esperança para cumprir a sua missão neste mundo e enfrentar as lutas e sofrimentos do presente.

Enquanto na primeira parte ele trata de temas teológicos que são estruturantes para toda a carta e algumas implicações da obra redentora de Deus em nossa vida. Então ele aplica estes conceitos para várias áreas mais específicas de nossa vida como peregrinos, residentes temporários neste mundo. À luz do texto sagrado, vemos claramente a tensão, de ao mesmo tempo sermos criados para um outro mundo, mas ainda peregrinarmos neste mundo, neste tempo, com os desafios de nossa época.

Então Pedro vai relacionar a doutrina bíblica ou a teologia à vida prática, ele aborda uma variedade de temas à luz da Palavra de Deus.

Esperança é um tema importante nesta carta, a qual ele chama de uma viva esperança. Que transcende os nossos problemas circunstanciais e transitórios.

Esperança é uma palavra muito especial nas Escrituras e muito necessária para o povo de Deus. Pois à luz da esperança, até o sofrimento, algo tão presente em nossa peregrinação, recebe outra perspectiva. Mas o que impera em nosso mundo é o desespero, o qual o filósofo Martin Heidegger chama de sentimento do nada. Para o filósofo Franz Kafka a esperança existe, mas não para nós. Para o antigo filósofo chamado Sófocles, “não nascer é, inquestionavelmente, a maior felicidade. A segunda maior felicidade é, tão logo nascer, retornar ao lugar de onde se veio.” Somente em Deus o homem tem uma proposta para além deste mundo vazio, de salvação eterna para sua vida.

Sobre o cristão e a política, temática sempre tão delicada para nós brasileiros, só de pensar sobre isso, faltam-nos as palavras e sobram os palavrões, mas as Escrituras nos desafiam a ter uma postura submissa e intercessora, como cidadãos conscientes, engajados na transformação deste mundo pelos valores do Reino de Deus, e também intervir na História, transformar a cultura, visando o bem-estar humano a despeito da Queda, a salvação dos pecadores e a glória do Senhor, até que Cristo venha.

Quanto ao trabalho e o relacionamento de patrão e empregado, o cristão é desafiado a ser justo, competente, responsável e até mesmo suportar injustiças por amor a Jesus, pois a morte de Cristo na cruz em nosso lugar garante todos os nossos direitos, que muitas vezes são pisados neste mundo. Cristo, o nosso maior exemplo, quando insultado não devolvia o insulto e quando sofria não revidava. Essa postura faz emudecer aqueles que nos perseguem e maldizem. Fomos chamados para mudar o mundo através da paz, do amor, da tolerância e do exercício do bem. A conduta diária do cristão no mundo é um belo testemunho da veracidade do Evangelho, muito da ineficácia da ação do Evangelho ou da inércia da Igreja na sociedade está ligada a incoerência e a péssima reputação de muitas pessoas e instituições que se denominam cristãs, mas que não cultivam no dia a dia os valores que Cristo deixou.

Quanto a vida conjugal, relação tão complexa e desafiadora em nosso tempo de relações superficiais e descartáveis, ela não pode ser mais um foco de dor e sofrimento, mas um ambiente de afeto, perdão, compreensão e esperança por meio de Cristo Jesus.

A liderança cristã precisa entender o seu tempo e desafios, e como instrumentos afinados com a vontade do Supremo Pastor, Jesus Cristo, a quem prestaremos contas do pastoreio que prestamos ao seu rebanho. Zelando pela boa doutrina e prática cristã relevante, criando uma comunidade com um ambiente de apoio mútuo e abrigo e redenção aos que sofrem neste mundo.

Pedro também nos adverte de que a vida do cristão precisa ser marcada pela humildade no relacionamento entre uns com os outros, criando laços comunitários sólidos e também de vigilância frente aos ataques de satanás, o nosso adversário. E ansiedade que nos sobrevier na caminhada precisa ser lançada sobre Cristo, pois Ele tem cuidado de nós em todo o tempo. Deus nos abençoe a cada dia em nossa peregrinação e missão neste mundo de dores e desesperança.  Em Cristo Jesus. Rev. Paulo Froes



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Entretenimento - Região

Semana do Cavalo projeta R$ 12 de retorno para cada R$ 1 investido e deve gerar quase 1.000 empregos em Primavera do Leste


Primavera do Leste entra no mapa dos grandes eventos de Mato Grosso com a inédita Semana do Cavalo; Prefeito Sérgio destaca verba vinculada e impacto histórico para as comemorações de aniversário.

A Prefeitura Municipal, por iniciativa do Prefeito Sérgio, articulou a vinda do evento com o entendimento claro de que a iniciativa é um investimento que se multiplica

Primavera do Leste sedia pela primeira vez a Semana do Cavalo, um evento de grande escala que integra as celebrações dos 40 anos da cidade e promete ser um motor de desenvolvimento econômico regional. O evento, que já é tradicional em Cuiabá e Rondonópolis, chega à cidade com a previsão de receber mais de 100 mil pessoas, entre moradores e visitantes, e gerar aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos.

 

A Prefeitura Municipal, por iniciativa do Prefeito Sérgio, articulou a vinda do evento com o entendimento claro de que a iniciativa é um investimento que se multiplica. Estudos de impacto econômico apontam que cada R$ 1 investido pelo poder público na Semana do Cavalo é projetado para se transformar em R$ 12 de retorno para a economia de Primavera do Leste, movimentando setores como hospedagem, alimentação e transporte local.

 

Transparência sobre o Recurso

 

Em um movimento de transparência proativa, a Prefeitura esclarece que o aporte de R$ 2,2 milhões para a realização do evento não compromete o orçamento municipal da Saúde ou da Educação.

 

O montante é proveniente de verba vinculada da SECEL (Secretaria de Estado de Cultura, Lazer e Turismo), sendo um recurso destinado exclusivamente ao fomento cultural e turístico, conforme a legislação. Desta forma, fica claro que não existe impacto orçamentário ou dano ao erário, pois o dinheiro não poderia ser redirecionado para outras áreas.

 

Mais que entretenimento, um polo de negócios

 

A Semana do Cavalo vai além dos shows com artistas nacionais, que terão entrada solidária mediante doação de 1kg de alimento. O evento contará com uma programação robusta focada no agronegócio e desenvolvimento técnico, incluindo leilões de genética equina, cursos especializados e, de grande importância social, sessões de equoterapia.

 

O Prefeito Sérgio reforça que trazer a Semana do Cavalo para Primavera neste momento é um reconhecimento do status da cidade: “Primavera tem 40 anos e merece estar no mapa dos grandes eventos de Mato Grosso. Este evento celebra nosso aniversário, atrai turismo e, acima de tudo, garante que hotéis estejam cheios, restaurantes movimentados e que quase mil pessoas gerem renda durante a sua realização. Não é apenas uma festa; é uma conquista para a economia e um marco histórico para a nossa região”

Coordenadoria de Comunicação 


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