Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 01 de Abril de 2026

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Opinião

PEREGRINOS



Não há como negar que existe um sentimento de deslocamento ou uma inadequação quanto a vida dos cristãos neste mundo. C.S. Lewis chegou a conclusão de que só pode ser, porque fomos criados para um outro mundo. Ou seja, estamos longe de casa. Somos peregrinos e forasteiros neste mundo, vivemos deslocados, com um forte sentimento de ausência que não será preenchido por coisa alguma neste mundo.

É bem este sentimento que afligia os cristãos das regiões as quais Pedro escreveu sua primeira carta, e que ainda continua a afligir a sociedade pós-moderna. Naquelas regiões as pessoas viviam debaixo de um forte poder político, um regime de opressão e perseguição, pois Nero estava no poder.

Muito semelhante à vida contemporânea, a cultura é confusa, cada um tem a sua própria verdade e superstições, cada um serve o seu próprio deus. O homem pensa apenas no presente, a maior preocupação é sobreviver sem qualquer esperança quanto ao futuro, não se tem nenhum propósito para a existência que ajude a enfrentar a vida presente, só se pensa em como aproveitar ao máximo do que se tem disponível hoje, pois o amanhã é incerto.

A mensagem de Pedro é relevante, pois aponta caminhos para entendermos os desafios de nosso tempo e trabalharmos para transformação deste mundo de maldades, injustiças e aflições por meio do Evangelho, mas mantendo uma esperança viva em Cristo Jesus.

Pedro usa a dinâmica do passado e o futuro. No passado, está a obra redentora que Deus fez na pessoa de seu filho Jesus Cristo. Seu nascimento, sua vida, morte e ressurreição. E no futuro está a esperança da volta de Cristo para aplicar de forma global e total a sua obra; renovar os céus e a terra, e manifestar a totalidade de seu reino.

O cristão precisa peregrinar por este mundo com um correto entendimento de sua eleição e redenção. Da obra que Cristo já fez por nós na cruz, e da obra que Ele ainda fará. Nestas duas perspectivas, passado – futuro, o cristão encontra força, encorajamento e esperança para cumprir a sua missão neste mundo e enfrentar as lutas e sofrimentos do presente.

Enquanto na primeira parte ele trata de temas teológicos que são estruturantes para toda a carta e algumas implicações da obra redentora de Deus em nossa vida. Então ele aplica estes conceitos para várias áreas mais específicas de nossa vida como peregrinos, residentes temporários neste mundo. À luz do texto sagrado, vemos claramente a tensão, de ao mesmo tempo sermos criados para um outro mundo, mas ainda peregrinarmos neste mundo, neste tempo, com os desafios de nossa época.

Então Pedro vai relacionar a doutrina bíblica ou a teologia à vida prática, ele aborda uma variedade de temas à luz da Palavra de Deus.

Esperança é um tema importante nesta carta, a qual ele chama de uma viva esperança. Que transcende os nossos problemas circunstanciais e transitórios.

Esperança é uma palavra muito especial nas Escrituras e muito necessária para o povo de Deus. Pois à luz da esperança, até o sofrimento, algo tão presente em nossa peregrinação, recebe outra perspectiva. Mas o que impera em nosso mundo é o desespero, o qual o filósofo Martin Heidegger chama de sentimento do nada. Para o filósofo Franz Kafka a esperança existe, mas não para nós. Para o antigo filósofo chamado Sófocles, “não nascer é, inquestionavelmente, a maior felicidade. A segunda maior felicidade é, tão logo nascer, retornar ao lugar de onde se veio.” Somente em Deus o homem tem uma proposta para além deste mundo vazio, de salvação eterna para sua vida.

Sobre o cristão e a política, temática sempre tão delicada para nós brasileiros, só de pensar sobre isso, faltam-nos as palavras e sobram os palavrões, mas as Escrituras nos desafiam a ter uma postura submissa e intercessora, como cidadãos conscientes, engajados na transformação deste mundo pelos valores do Reino de Deus, e também intervir na História, transformar a cultura, visando o bem-estar humano a despeito da Queda, a salvação dos pecadores e a glória do Senhor, até que Cristo venha.

Quanto ao trabalho e o relacionamento de patrão e empregado, o cristão é desafiado a ser justo, competente, responsável e até mesmo suportar injustiças por amor a Jesus, pois a morte de Cristo na cruz em nosso lugar garante todos os nossos direitos, que muitas vezes são pisados neste mundo. Cristo, o nosso maior exemplo, quando insultado não devolvia o insulto e quando sofria não revidava. Essa postura faz emudecer aqueles que nos perseguem e maldizem. Fomos chamados para mudar o mundo através da paz, do amor, da tolerância e do exercício do bem. A conduta diária do cristão no mundo é um belo testemunho da veracidade do Evangelho, muito da ineficácia da ação do Evangelho ou da inércia da Igreja na sociedade está ligada a incoerência e a péssima reputação de muitas pessoas e instituições que se denominam cristãs, mas que não cultivam no dia a dia os valores que Cristo deixou.

Quanto a vida conjugal, relação tão complexa e desafiadora em nosso tempo de relações superficiais e descartáveis, ela não pode ser mais um foco de dor e sofrimento, mas um ambiente de afeto, perdão, compreensão e esperança por meio de Cristo Jesus.

A liderança cristã precisa entender o seu tempo e desafios, e como instrumentos afinados com a vontade do Supremo Pastor, Jesus Cristo, a quem prestaremos contas do pastoreio que prestamos ao seu rebanho. Zelando pela boa doutrina e prática cristã relevante, criando uma comunidade com um ambiente de apoio mútuo e abrigo e redenção aos que sofrem neste mundo.

Pedro também nos adverte de que a vida do cristão precisa ser marcada pela humildade no relacionamento entre uns com os outros, criando laços comunitários sólidos e também de vigilância frente aos ataques de satanás, o nosso adversário. E ansiedade que nos sobrevier na caminhada precisa ser lançada sobre Cristo, pois Ele tem cuidado de nós em todo o tempo. Deus nos abençoe a cada dia em nossa peregrinação e missão neste mundo de dores e desesperança.  Em Cristo Jesus. Rev. Paulo Froes



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política

Licitação é publicada e MT-040 terá 33 km de asfalto novo em trecho articulado pelo deputado Nininho


Edital publicado nesta segunda-feira prevê o início das obras no subtrecho entre Rondonópolis e São José do Planalto, conhecido como Estrada do Birro

O Governo de Mato Grosso deu um passo importante para a modernização logística da região sudeste do Estado. Foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (30/3) o edital de licitação para as obras de implantação e pavimentação de um trecho da rodovia MT-040. O projeto contempla uma extensão de 33,40 quilômetros, ligando o entroncamento da BR-163 ao entroncamento da MT-458, no subtrecho que conecta Rondonópolis ao distrito de São José do Planalto, na Estrada do Birro.

 

Esse asfalto novo é resultado de mais uma articulação liderada pelo deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) junto ao governador Mauro Mendes, ao vice-governador Otaviano Pivetta e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira. A abertura do processo licitatório está agendada para o dia 28 de abril.

 

“Esta é uma vitória para os produtores rurais e para as famílias que dependem dessa estrada diariamente. Trabalhamos arduamente para que o projeto saísse do papel, pois sabemos que a pavimentação da Estrada do Birro é sinônimo de dignidade e desenvolvimento econômico para Rondonópolis e Pedra Preta”, enfatiza o deputado.

 

LOGÍSTICA E PRAZOS

 

O projeto executivo de engenharia, detalhado em volumes técnicos, classifica a intervenção como uma obra de médio porte, com previsão de execução em 22 meses após a ordem de serviço. O cronograma estabelece um ritmo médio de 1,52 km de asfalto por mês. O orçamento foi elaborado com base na tabela Sicro de janeiro de 2025, garantindo que os custos estejam alinhados com os preços de mercado mais recentes para terraplanagem, pavimentação e drenagem.

 

O edital exige rigor técnico na execução, incluindo sinalização viária completa, obras de arte correntes (bueiros e canaletas) e medidas de recuperação ambiental ao longo do trajeto. A utilização de pistas simples, dimensionadas para o fluxo da região, promete reduzir drasticamente o tempo de viagem entre os distritos e o centro urbano de Rondonópolis.

 

ROTA ALTERNATIVA

 

A pavimentação da MT-040 não apenas facilita o escoamento da produção agrícola, mas também integra comunidades que antes ficavam isoladas durante o período de chuvas. O trecho beneficiará os municípios de Rondonópolis e Pedra Preta, criando uma rota alternativa segura e eficiente.

 

“O governador Mauro Mendes compreendeu a urgência dessa demanda. Com o apoio da Sinfra, estamos transformando a infraestrutura de Mato Grosso, retirando o barro e a poeira da vida de quem produz e de quem transporta nossas riquezas”, ressalta Nininho.

 

Redação: Sérgio OberFoto – Assesoria


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