Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2026

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Opinião

PEREGRINOS



Não há como negar que existe um sentimento de deslocamento ou uma inadequação quanto a vida dos cristãos neste mundo. C.S. Lewis chegou a conclusão de que só pode ser, porque fomos criados para um outro mundo. Ou seja, estamos longe de casa. Somos peregrinos e forasteiros neste mundo, vivemos deslocados, com um forte sentimento de ausência que não será preenchido por coisa alguma neste mundo.

É bem este sentimento que afligia os cristãos das regiões as quais Pedro escreveu sua primeira carta, e que ainda continua a afligir a sociedade pós-moderna. Naquelas regiões as pessoas viviam debaixo de um forte poder político, um regime de opressão e perseguição, pois Nero estava no poder.

Muito semelhante à vida contemporânea, a cultura é confusa, cada um tem a sua própria verdade e superstições, cada um serve o seu próprio deus. O homem pensa apenas no presente, a maior preocupação é sobreviver sem qualquer esperança quanto ao futuro, não se tem nenhum propósito para a existência que ajude a enfrentar a vida presente, só se pensa em como aproveitar ao máximo do que se tem disponível hoje, pois o amanhã é incerto.

A mensagem de Pedro é relevante, pois aponta caminhos para entendermos os desafios de nosso tempo e trabalharmos para transformação deste mundo de maldades, injustiças e aflições por meio do Evangelho, mas mantendo uma esperança viva em Cristo Jesus.

Pedro usa a dinâmica do passado e o futuro. No passado, está a obra redentora que Deus fez na pessoa de seu filho Jesus Cristo. Seu nascimento, sua vida, morte e ressurreição. E no futuro está a esperança da volta de Cristo para aplicar de forma global e total a sua obra; renovar os céus e a terra, e manifestar a totalidade de seu reino.

O cristão precisa peregrinar por este mundo com um correto entendimento de sua eleição e redenção. Da obra que Cristo já fez por nós na cruz, e da obra que Ele ainda fará. Nestas duas perspectivas, passado – futuro, o cristão encontra força, encorajamento e esperança para cumprir a sua missão neste mundo e enfrentar as lutas e sofrimentos do presente.

Enquanto na primeira parte ele trata de temas teológicos que são estruturantes para toda a carta e algumas implicações da obra redentora de Deus em nossa vida. Então ele aplica estes conceitos para várias áreas mais específicas de nossa vida como peregrinos, residentes temporários neste mundo. À luz do texto sagrado, vemos claramente a tensão, de ao mesmo tempo sermos criados para um outro mundo, mas ainda peregrinarmos neste mundo, neste tempo, com os desafios de nossa época.

Então Pedro vai relacionar a doutrina bíblica ou a teologia à vida prática, ele aborda uma variedade de temas à luz da Palavra de Deus.

Esperança é um tema importante nesta carta, a qual ele chama de uma viva esperança. Que transcende os nossos problemas circunstanciais e transitórios.

Esperança é uma palavra muito especial nas Escrituras e muito necessária para o povo de Deus. Pois à luz da esperança, até o sofrimento, algo tão presente em nossa peregrinação, recebe outra perspectiva. Mas o que impera em nosso mundo é o desespero, o qual o filósofo Martin Heidegger chama de sentimento do nada. Para o filósofo Franz Kafka a esperança existe, mas não para nós. Para o antigo filósofo chamado Sófocles, “não nascer é, inquestionavelmente, a maior felicidade. A segunda maior felicidade é, tão logo nascer, retornar ao lugar de onde se veio.” Somente em Deus o homem tem uma proposta para além deste mundo vazio, de salvação eterna para sua vida.

Sobre o cristão e a política, temática sempre tão delicada para nós brasileiros, só de pensar sobre isso, faltam-nos as palavras e sobram os palavrões, mas as Escrituras nos desafiam a ter uma postura submissa e intercessora, como cidadãos conscientes, engajados na transformação deste mundo pelos valores do Reino de Deus, e também intervir na História, transformar a cultura, visando o bem-estar humano a despeito da Queda, a salvação dos pecadores e a glória do Senhor, até que Cristo venha.

Quanto ao trabalho e o relacionamento de patrão e empregado, o cristão é desafiado a ser justo, competente, responsável e até mesmo suportar injustiças por amor a Jesus, pois a morte de Cristo na cruz em nosso lugar garante todos os nossos direitos, que muitas vezes são pisados neste mundo. Cristo, o nosso maior exemplo, quando insultado não devolvia o insulto e quando sofria não revidava. Essa postura faz emudecer aqueles que nos perseguem e maldizem. Fomos chamados para mudar o mundo através da paz, do amor, da tolerância e do exercício do bem. A conduta diária do cristão no mundo é um belo testemunho da veracidade do Evangelho, muito da ineficácia da ação do Evangelho ou da inércia da Igreja na sociedade está ligada a incoerência e a péssima reputação de muitas pessoas e instituições que se denominam cristãs, mas que não cultivam no dia a dia os valores que Cristo deixou.

Quanto a vida conjugal, relação tão complexa e desafiadora em nosso tempo de relações superficiais e descartáveis, ela não pode ser mais um foco de dor e sofrimento, mas um ambiente de afeto, perdão, compreensão e esperança por meio de Cristo Jesus.

A liderança cristã precisa entender o seu tempo e desafios, e como instrumentos afinados com a vontade do Supremo Pastor, Jesus Cristo, a quem prestaremos contas do pastoreio que prestamos ao seu rebanho. Zelando pela boa doutrina e prática cristã relevante, criando uma comunidade com um ambiente de apoio mútuo e abrigo e redenção aos que sofrem neste mundo.

Pedro também nos adverte de que a vida do cristão precisa ser marcada pela humildade no relacionamento entre uns com os outros, criando laços comunitários sólidos e também de vigilância frente aos ataques de satanás, o nosso adversário. E ansiedade que nos sobrevier na caminhada precisa ser lançada sobre Cristo, pois Ele tem cuidado de nós em todo o tempo. Deus nos abençoe a cada dia em nossa peregrinação e missão neste mundo de dores e desesperança.  Em Cristo Jesus. Rev. Paulo Froes



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Brasil - cidade

Primavera do Leste reúne milhares de pessoas no desfile cívico de 7 de Setembro


Evento retomou a tradição da celebração da Independência do Brasil e reuniu escolas, forças de segurança, entidades e famílias na Avenida dos Lagos

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio das Secretarias Municipais de Cultura e de Educação, realizou na tarde desta segunda-feira (7), às 16h, o Desfile Cívico de 7 de Setembro, em comemoração à Independência do Brasil. O evento reuniu milhares de pessoas na Avenida dos Lagos, entre estudantes, professores, famílias, autoridades, forças de segurança, entidades, associações e representantes de diferentes instituições que contribuem diariamente para o desenvolvimento do município.

O desfile também marcou a valorização da tradição cívica e do sentimento de pertencimento à cidade e ao país, reunindo diferentes gerações em uma celebração marcada pelas cores verde e amarelo.

O prefeito Sérgio Machnic destacou a decisão da gestão de retomar o desfile na data da Independência e ressaltou o trabalho das equipes envolvidas na organização.

“Quando assumimos a gestão, o desfile ocorria no aniversário da cidade, mas decidimos retomar a tradição de realizá-lo no dia 7 de setembro. No ano passado, obtivemos um resultado muito positivo e, nesta edição, o evento encontra-se ainda mais organizado e expressivo.”

O prefeito também agradeceu às secretarias, profissionais da educação, servidores e participantes que contribuíram para a realização do evento.

“Gostaria de expressar meu profundo agradecimento à Secretaria de Educação, sob a gestão da secretária Kelly, à Secretaria de Cultura, dirigida pelo secretário Leopoldino André, e a todos os demais secretários, professores, diretores e colaboradores que se empenharam na organização deste grandioso evento. Aos nossos alunos e a todos os convidados que aqui desfilam, nosso muito obrigado por abrilhantar esta festa. Nosso coração pulsa em verde e amarelo.”

A mudança do horário do desfile para as 16h também foi destacada pelo prefeito. Segundo Sérgio, a alteração ocorreu a partir de uma demanda apresentada pela comunidade, buscando proporcionar condições mais agradáveis para participantes e público.

A secretária municipal de Educação, Kelly Joana, destacou o significado da data e reforçou que o patriotismo e a cidadania devem ser exercidos diariamente.

“Ao entoarmos o Hino Nacional, proferimos o verso: ‘Brasil, filho teu não foge à luta’. Este é um convite para que, nos espaços que ocupamos na sociedade, cada um de nós exerça o seu papel na construção de um país melhor.”

Kelly ressaltou ainda a importância da participação social e das novas gerações na construção do futuro.

“Construir a cidadania significa lutar por respeito, por igualdade e pela defesa dos mais vulneráveis. Agradecemos a toda a sociedade que se empenha nesse propósito conosco. Cada criança que desfilará por aqui hoje personifica a nossa esperança no futuro pelo qual lutamos.”

O secretário municipal de Cultura, Leopoldino André, destacou o compromisso da gestão com a descentralização das políticas públicas e a união entre as diferentes áreas da Administração Municipal.

“Desde o primeiro dia o prefeito fala muito com os secretários: vamos fazer política para descentralizar, alcançar as pontas, alcançar os bairros, alcançar o que os mais precisam. E, com braços fortes, nós juntos, nessa força, conseguimos sim fazer um Brasil melhor, uma Primavera do Leste melhor. Cada um fazendo a sua parte, nessa unidade, nós podemos deixar uma grande marca onde nós vivemos.”

A vice-prefeita Iva Viana também participou da programação e destacou o caráter familiar da celebração.

“Hoje é um dia muito especial. Deus abençoou, não está aquele calor, não está nada. Então, eu convido todas as famílias a virem prestigiar este dia tão importante para a família.”

O presidente da Câmara Municipal, Marco Aurélio, também prestigiou o desfile e destacou a importância da celebração da Independência do Brasil. Ele elogiou a organização da programação e o empenho das secretarias e do prefeito para a realização do evento, ressaltando ainda que foram adotadas medidas de hidratação para os participantes diante das condições climáticas.

Com a participação de escolas municipais, estaduais e particulares, forças de segurança, instituições de ensino, entidades, associações, projetos esportivos e culturais, o desfile reforçou a integração entre diferentes segmentos da sociedade. A programação celebrou a Independência do Brasil e valorizou a participação da comunidade na construção de uma cidade cada vez mais unida e comprometida com seu futuro.


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