Primavera do Leste / MT - Domingo, 26 de Julho de 2026

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Polícia

PISTOLAGEM POLÍTICA: Prefeito em MT é executado dentro de carro; secretário é baleado



“Vando” teria sido perseguido por 12 quilômetros antes de ser executado

O prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes (PSB), o “Vando”, de 61 anos, foi assassinado a tiros no final da tarde desta sexta-feira. Ele estava acompanhado do secretário de Finanças, sua esposa e outra pessoa ainda não identificada.

O secretário levou dois tiros, sendo um na perna e outro nas costas, e está sendo avaliado no hospital de Colniza. A situação dele é estável, segundo a PM.

Quando levou os tiros, o prefeito retornava de uma viagem a Cuiabá em sua Sw4 preta. Ele teria sido perseguido por cerca de 12 quilômetros pelos assassinos.

Mas os bandidos se aproximaram do carro onde o prefeito estava e efetuaram diversos disparos a queima roupa. Esvandir ainda dirigiu por alguns metros, mas perdeu o controle da direção e bateu o carro.

Médicos foram acionados, mas constataram a morte do socialista. Após os disparos, os criminosos fugiram em um carro preto SUV com destino a Rondônia.

Neste momento, todo efetivo policial está realizando buscas aos assassinos pela cidade. Barreiras policiais são montadas em estradas de acesso ao município na tentativa de localizar os criminosos.

Este é o segundo crime de grande repercussão na cidade de Colniza. Em abril, uma chacina matou 9 trabalhadores rurais numa comunidade rural do município.

“Vando” era vice e assumiu o comando da cidade em abril do ano passado com a cassação do então prefeito Assis Raup (PMDB), acusado de corrupção. Em outubro do ano passado, “Vando” disputou a reeleição e foi vitorioso com 51,14% dos votos válidos, o correspondente a 5.070 votos nominais.

Folha Max

 



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A Palavra - Opinião

O poderoso chefinho de Primavera?


Conversas de bastidores, nem Riva escapou da busca pelo poder do pré candidato Leonardo

 

No dia 23 de julho, Léo Bortolin lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento reuniu boa parte dos vereadores de Primavera do Leste, deixando claro que a base política construída ao longo de seus dois mandatos como prefeito continua firme ao seu lado.

 

Léo sempre foi um político acostumado a vencer. Em Primavera do Leste, governou praticamente sem enfrentar adversários com a mesma estrutura política e financeira. Agora, a realidade é diferente. A disputa é estadual, o jogo é mais pesado e os adversários conhecem bem os bastidores do poder.

 

E bastidores, por sinal, é o que não faltam. O comentário que circula nos meios políticos é de que Léo estaria disposto a enfrentar até antigos aliados e lideranças tradicionais do MDB. Há quem diga que nem mesmo o experiente José Riva escapou da disposição de Léo em ampliar seu espaço político, especialmente em regiões onde existem apoios historicamente ligados ao grupo de Riva, como Juara.

 

A impressão que fica é a de que nasceu o “poderoso chefinho” de Primavera do Leste. Um líder que concentra influência, articula apoios e busca ampliar seu domínio político para além das fronteiras do município.

Mas uma pergunta inevitável permanece no ar: por que tantos vereadores caminham ao seu lado? É apenas pela convicção de que Léo representa o melhor projeto para Mato Grosso? É pela força política construída durante seus mandatos? Ou existem outros interesses políticos em jogo?

 

Na democracia, apoio político é legítimo. O que também é legítimo é que a população questione quais são as motivações que unem um grupo tão expressivo em torno de um único projeto. Afinal, política também se faz com transparência, coerência e prestação de contas.

 

A corrida para a Assembleia Legislativa apenas começou. Até a eleição, os discursos serão muitos. Mas os eleitores têm o direito de olhar além dos palanques, observar os movimentos de bastidores e tirar suas próprias conclusões.


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